<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477</id><updated>2011-09-23T23:34:40.240-03:00</updated><category term='Representação do cientista'/><category term='Dicionário'/><category term='genética'/><category term='Poluição'/><category term='Mares do Planeta'/><category term='Economia Mundial. Geopolítica'/><category term='Roda de Ciência'/><category term='Ética e ciência'/><category term='Noticiário'/><category term='Medicina'/><category term='Comportamento'/><category term='mudanças climáticas'/><category term='Evolução'/><category term='educação'/><category term='Política'/><category term='Variedades científicas'/><category term='Questões Ecológicas'/><category term='Questões Militares'/><category term='Physics News Update'/><category term='Comunicar incerteza'/><category term='Pessoal'/><category term='matemática'/><category term='EurekAlert'/><category term='Tecnologia'/><category term='Meio Ambiente'/><category term='Fontes Renováveis de Energia'/><category term='Ciência e Idéias'/><category term='John Baez'/><category term='Geopolítica'/><category term='Relatividade'/><category term='paleontologia'/><category term='Ciência e Religião'/><category term='Improbable'/><category term='Aquecimento Global'/><title type='text'>Chi vó, non pó</title><subtitle type='html'>Chi vó, non pó; chi pó, non vó. Chi sá, non fá; chi fá, non sá. Cosi, male il mondo vá.
(Quem quer, não pode; quem pode, não quer. Quem sabe, não faz; quem faz, não sabe. E, assim, mal vai o mundo)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>285</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-8930741535975612111</id><published>2008-08-14T17:05:00.001-03:00</published><updated>2008-08-14T17:05:47.210-03:00</updated><title type='text'>Mudança de Endereço:</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Bom, Pessoal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este Blog mudou de endereço. Continua com o mesmo nome, mas, agora, foi para o portal Lablogratórios. (Estou colando um selinho na barra lateral).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De agora em diante, você pode ler aqui: &lt;a href="http://lablogatorios.com.br/chivononpo/"&gt;Chi vó, non pó&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Blog continua ativo (enquanto o Blogger permitir...) e eu continuo recebendo as notificações de comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você tem um link (ou um feed), por favor, atualize o endereço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero você por lá.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-8930741535975612111?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/8930741535975612111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=8930741535975612111' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/8930741535975612111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/8930741535975612111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/08/mudana-de-endereo_14.html' title='Mudança de Endereço:'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-2914826740162086257</id><published>2008-08-14T15:35:00.010-03:00</published><updated>2008-08-14T22:37:50.850-03:00</updated><title type='text'>Wilkins em Português (do Brasil)</title><content type='html'>&lt;h1 style="display: block;"&gt;Os papéis, razões e restrições dos Blogs de Ciências&lt;/h1&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Por John S. Wilkins&lt;br /&gt;Do Departamento de Filosofia, Universidade de Queensland, Brisbane, Austrália&lt;br /&gt;O Blog de John (&lt;a href="http://scienceblogs.com/evolvingthoughts" target="_blank"&gt;"Evolving Thoughts"&lt;/a&gt;, parte do &lt;i&gt;Seed Magazine&lt;/i&gt; um grupo de blogueiros coletivamente conhecidos como &lt;i&gt;Sciencebloggers&lt;/i&gt; (ou &lt;i&gt;Sciblings&lt;/i&gt;). Todos os &lt;i&gt;links&lt;/i&gt; estavam ativos até 16 de maio de 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nestes últimos anos, escrever em blogues &lt;i&gt;(no original em inglês: blogging = &lt;/i&gt;"&lt;i&gt;web logging&lt;/i&gt;") se tornou um importante movimento social, o que levou diversos cientistas a criarem blogues sobre ciências. Os blogues são um meio de expressão pública altamente idiossincrático, pessoal e efêmero, e, mesmo assim, eles têm contribuído para a divulgação das ciências, tanto quanto, se não mais do que, qualquer outra mídia sobre ciências. Portanto, é necessária a compreensão deste fenômeno.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Introdução&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um blogue é, fundamentalmente, uma página da &lt;i&gt;web&lt;/i&gt; continuamente atualizada, cujas postagens ("&lt;i&gt;posts&lt;/i&gt;") indicam data, hora e, se vários autores contribuem para o Blog, identificam o autor do texto específico (ver Figura 1). Cada postagem pode ser comentada pelos leitores e os comentários podem variar desde pequenas observações jocosas, até bem elaboradas contra-argumentações ou contribuições (e tudo o mais entre esses dois extremos). Os blogues, usualmente, são temáticos e a grande maioria deles se transformou em diários pessoais organizados em torno destes temas. Muitos são focalizados em assuntos específicos, tais como política, religião ou assuntos científicos. Blogues de ciências são aqueles cujo foco  é a divulgação científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_inZfsZd_qg8/SKSPhFmk3bI/AAAAAAAAADs/0hCw3ypMJ8Q/s1600-h/Science+blogging.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_inZfsZd_qg8/SKSPhFmk3bI/AAAAAAAAADs/0hCw3ypMJ8Q/s400/Science+blogging.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234466465513790898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Figura 1. O ciclo de vida dos blogues.&lt;/b&gt; As fontes incluem outros blogues, serviços de notícias, artigos em periódicos, mídia popular e o conhecimento pessoal do blogueiro. No caso dos blogues de ciências, os &lt;i&gt;posts&lt;/i&gt; geralmente comentam novidades relacionadas com ciências, ou (mais raramente) outras postagens recentes. Algumas vezes, cientistas pesquisadores publicam postagens sobre suas próprias pesquisas, seja sobre pesquisas cientíicas, seja dobre pesquisas sobre ciências (por exemplo: filosofia, história e psicologia das ciências). A influência mútua da política e das ciências são um assunto freqüente, por exemplo, aa campanha &lt;i&gt;Science Debate 08&lt;/i&gt; que visa exibir as opiniões e as políticas para as áreas de ciências dos candidatos à Presidência dos EUA. Os blogues podem ser deletados quando seus editores se desinteressarem em mantê-los, mas o habitual é que os arquivos permaneçam disponíveis, pelo tempo em que os sites de hospedagem permitirem. No entanto, há um exemplo de um blogue sobre Filosofia da Biologia que era mantido pela Universidade da Flórida que foi deletado quando foi desativado, e, agora, foi "seqüestrado" por um aproveitador que o usa para vender mercadorias.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos blogueiros de ciências são estudantes de pós-graduação, mas alguns são professores e pesquisadores ativos. Até agora, não está bem claro como as comunidades científica e educacional enxergam os blogues. Alguns pós-graduandos e pesquisadores em início de carreira têm se queixado que seus orientadores e supervisores lhes dizem para parar de blogar e se concentrar em trabalho "de verdade", enquanto outros apresentam "rascunhos" de trabalhos, mais tarde publicados, em seus blogues e tiram vantagem de uma audiência bem-informada e entusiástica para críticas e sugestões. Por vezes, os internautas visitantes oferecem referências às quais o autor não teria encontrado de outra forma. especialmente em assuntos multidisciplinares. No presente artigo, eu argumento que também existem diversas outras razões para que os cientistas entrem na blogsfera (Destaque 1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Destaque 1. Como começar um blog&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Existem sites de hospedagem de blogs, tanto comerciais como gratuitos. Dos gratuitos, &lt;a href="http://blogger.com/start" target="_blank"&gt;Blogger&lt;/a&gt; é o mais popular. Para iniciar um Blog o usuário faz acessa o site, filia-se e inventa um nome para o blogue. Os artigos podem ser escritos tanto com o navegador, como com uma ferramenta para blogagem. Eu aconselho que só &lt;span style="font-style: italic;"&gt;experts&lt;/span&gt; em técnicas para a Internet criem seus blogues fora dos serviços de hospedagem de blogues existentes.&lt;br /&gt;Que habilidades um blogueiro necessita para passar sua mensagem? Basicamente nada mais do que é necessário para dar aulas, embora seja fundamental que o blogueiro suponha que seus leitores sejam completamente leigos.Para alguns, a experiência em comunicação científica é fundamental, mas, como autores como E. O. Wilson mostram, um cientista pode ser um excelente comunicador sem qualquer treinamento específico. Assim sendo, qualquer um pode ser um "blogueiro científico".&lt;br /&gt;Entretanto, um artigo de blog não deve ser escrito como uma palestra ou uma publicação científica. Ele tem que ser atraente, até mesmo divertido, assim como expressar uma opinião. Embora existam blogues de grupos, este é um meio pessoal e a "voz" do blogueiro, sua personalidade e obsessões, têm que ficar evidentes. Um excelente exemplo é o do blog de Moselio Schaechter &lt;a href="http://schaechter.asmblog.org/schaechter" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;Small Things Considered&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, que exibe "questões talmúdicas" tais como "Por que os protistas não se tornaram multicelulares?" E, para alcançar grandes audiências, a controvérsia é essencial.&lt;br /&gt;Qual é a maneira mais eficiente para se tornar popular? Existe uma discussão em curso sobre uma técnica de comunicação popular de ciência, conhecida como &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Framing_%28social_sciences%29" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;"framing"&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, ou seja, que a apresentação da ciência deve ser ajustada ("tailored") à audiência. O argumento se baseia na teoria da comunicação e na maneira como os conservadores nos Estados Unidos distorceram a ciência para seus próprios propósitos. Enquanto que os propositores do &lt;i&gt;framing&lt;/i&gt; acreditam que se deve combater fogo com fogo, outros argumentam que se deve apresentar a ciência como ela nos parece em nossa opinião profissional, sem preocupação especial para com os leitores. Em meu ponto de vista, este debate decorre da diferença de opinião sobre para que serve blogar sobre ciência e sobre comunicação em geral. Na  minha opinião, não se pode compensar a má educação científica através da mídia popular; no máximo, se pode esperar causar inspiração e contestar. E é claro que não se deve usar um tom acima do nível de compreensão da audiência. Mas eu sou um ferrenho otimista neste assunto — se você desafiar a audiência popular, ela freqüentemente vai responder à altura. Muitos entusiastas por ciências se recordam de terem sido igualmente desafiados pelos melhores comunicadores de sua juventude. De forma que eu acho que não se deve "podar" a mensagem, quando ela é relevante.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Audiência e razões&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que parece, existem diversas razões para que as pessoas escrevam Blogs sobre ciências, cada uma delas, em minha opinião, suficiente como justificativa. Uma é a óbvia preocupação com a comunicação científica. Em comparação com as maneiras usuais de comunicação científica (por exemplo, revistas, jornais e televisão), os blogues são muito mais íntimos e interativos. Eles fornecem um rápido e atualizado panorama das notícias em ciências e não se fundamentam apenas em &lt;i&gt;press-releases&lt;/i&gt;, que podem ser terrivelmente enganosos, mas no conhecimento pessoal e na &lt;i&gt;expertise&lt;/i&gt; do blogueiro. Publicações que, de outra forma, poderiam ser perdidas, podem ser descritas e mesmo comentadas em poucos dias. Alguns periódicos até mesmo enviam notificações a blogueiros para se assegurarem que suas publicações sejam lidas e comentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A blogagem é, também, uma maneira de desmitificar a ciência. Ao contrário de leis e salsichas, o público deveria ver a ciência durante sua fabricação, porém o público leigo geralmente carece dos recursos para interpretar o que vê e é aí que os blogueiros de ciências desempenham um papel crucial. Blogueiros com um conhecimento mais profundo do tópico ou de ciência em geral, podem colocar os estudos em um contexto de trabalhos anteriores, corrigindo ou evitando, dessa forma, os mitos e a compartimentação do jornalismo científico. Além disso, os leitores podem comentar imediatamente, tornando possíveis as devidas correções. Assim,  em contraste com as revistas de ciências e as colunas na grande mídia, mostra que a ciência e a medicina não estão sempre a um passo de uma nova importante descoberta ou aplicação imediata. Blogueiros de ciências podem também discutir política científica (tanto a política entre os próprios cientistas, quanto o papel da grande política sobre a ciência), assuntos que não são freqüentemente abordados pelas publicações de popularização da ciência. Ocasionalmente, grandes discussões sobre política científica ocorrem por intermédio de blogues, tal como na ocasião em que Jerry Coyne atacou Olivia Judson , através do Blog &lt;i&gt;The Loom&lt;/i&gt; de Carl Zimmer, a respeito dos  &lt;a href="http://scienceblogs.com/loom/2008/01/24/hopeless_monstersa_guest_post.php" target="_blank"&gt;"monstros otimistas"&lt;/a&gt; (nota do tradutor: no original &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hopeful_Monster" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;"Hopeful Monster"&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;) (Destaque 2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Destaque 2. A controvérsia sobre o "Monstro Otimísta"&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Em um Blog do &lt;i&gt;The New York Times&lt;/i&gt;, uma matéria publicada em 15 de janeiro de 2088, por Olivia Judson, intitulada &lt;a href="http://judson.blogs.nytimes.com/2008/01/22%29" target="_blank"&gt;"O Monstro está de volta e ele está otimísta" (&lt;i&gt;"The Monster is back, and it's hopeful"&lt;/i&gt;)&lt;/a&gt;, ela ressuscitou o "Monstro Otimísta de Goldschmidt". Mencionando &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gene_regulatory_network" target="_blank"&gt;genes reguladores&lt;/a&gt; que podem causar grandes efeitos na morfologia e no fenótipo em geral, no fim do processo, Judson propôs que várias mutações ocorreriam em um único passo radical, sem quaisquer etapas intermediárias. Imediatamente, a comunidade de blogues científicos saltou sobre o tema. No Blog &lt;i&gt;The Loom&lt;/i&gt; de Carl Zimmerman, o biólogo Jerry Coyne atacou a idéia em uma postagem: &lt;a href="http://scienceblogs.com/loom/2008/01/24/hopeless_monstersa_guest_post.php" target="_blank"&gt;Monstros sem esperanças - um artigo (a convite) do Dr. Jerry Coyne&lt;/a&gt;, chamando o artigo dela de "impreciso e irresponsável". Ele e outros (por exemplo, &lt;a href="http://johnhawks.net/weblog/topics/links/links.012708_2008.html" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;John Hawks Anthropology Weblog&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;) imediatamente rejeitaram essa equação de "evolução aos saltos" com &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Biologia_evolutiva_do_desenvolvimento" target="_blank"&gt;biologia evolutiva do desenvolvimento&lt;/a&gt; (nota do tradutor: no original em inglês: "evo-devo") Como observou um geneticista no Blog &lt;a href="http://scienceblogs.com/gnxp/" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;Gene Expression&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, "[É] interessante que Coyne, um contribuidor sério ao estudo acadêmico da evolução, tenha sujado suas mãos e se dirigido ao público de forma tão direta, para corrigir aquilo que ele julgou uma má prática jornalistica". (nota do tradutor: o link fornecido no artigo não funciona e uma busca no Blog "Gene Expression", nos arquivos de janeiro de 2008, mostrou apenas um artigo do autor sobre Olivia Judson, em termos bem diferentes desta citação).&lt;br /&gt;A crescente atividade de cientistas de ponta na Internet em geral e na blogsfera em particular, indica que uma nova maneira de debater ciências está surgindo, uma que pode, na verdade, ser mais imediata, porém menos "oficial" do que, digamos, cartas para a &lt;i&gt;New York Review of Books&lt;/i&gt;, onde os debates entre Gould, Dennet e outros em 1997 aconteceram [4], ou nas páginas de &lt;i&gt;Cladistics&lt;/i&gt; ou da &lt;i&gt;Science&lt;/i&gt;. A natureza efêmera de tais debates pode tornar a tarefa dos historiadores da ciência mais difícil.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blogues relacionados com ecologia e evolução são freqüentemente criados para combater a oposição a essas ciências no discurso público, especialmente após o, assim chamado, &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Contract_with_America" target="_blank"&gt;"Contrato com a América"&lt;/a&gt; de Newt Gingrich, de motivação fortemente política, que usa de subterfúgios para minar a confiança do público nas descobertas e teorias da várias ciências (detalhes de uma atitude mais genericamente anti-científica no Ocidente podem ser encontrados na referência [1]). Os blogues são usados pelos cientistas profissionais e pelos que apoiam a ciência para fazer frente a essa oposição. Exemplos disto incluem o Blog &lt;a href="http://www.realclimate.org/" target="_blank"&gt;"Real Climate"&lt;/a&gt; e o Blog de Phil Plait &lt;a href="http://www.badastronomy.com/" target="_blank"&gt;"Bad Astronomy"&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, para se tornar uma grande presença na blogsfera, não se pode manter o foco em ciência o tempo todo. Por exemplo, um professor de biologia do desenvolvimento do Minnesota, Paul Z. Meyers, bloga a respeito de religião e política no &lt;a href="http://scienceblogs.com/pharyngula" target="_blank"&gt;"Pharyngula"&lt;/a&gt; e estes tópicos atraem a maior parte de seus mais de 300.000 visitantes semanais. No meio desses posts populistas, seus posts de ciência, usualmente sobre biologia do desenvolvimento, são obras de arte. Em contraste, como um filósofo de biologia. meu blogue atrai uns meros 10.000 visitantes por semana. Ainda assim, o famoso filósofo Paul Griffiths uma vez observou que esta é uma audiência marcante para um &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Philosophy_of_biology" target="_blank"&gt;filósofo de biologia&lt;/a&gt;, de forma que "sucesso" é uma coisa relativa. Em todo caso, o propósito dos blogues de ciências não é competir com as vacas sagradas da política ou blogueiros de cultura popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Os benefícios dos Blogues&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blogar também traz benefícios pessoais aos blogueiros. Um blogue que represente uma comunidade científica ou uma subdisciplina, se torna, ele próprio, uma comunidade. Através dos canais privados dos fóruns de discussão, contatos pessoais e comentários, um pesquisador isolado pode se tornar parte de uma rede social maior. Ocasionalmente, isso resulta em conferências, tais como a &lt;a href="http://www.scienceblogging.com/" target="_blank"&gt;Conferência de Blogs Científicos da Carolina do Norte,&lt;/a&gt; que já foi realizada duas vezes. E blogueiros de ciências podem até encontrar empregos através dos seus blogues. Ao menos três membros da comunidade da &lt;i&gt;Seed Magazine&lt;/i&gt; Science Blogs, relataram que lhes ofereceram empregos ou promoções em parte devido a seus blogs de ciências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os blogues também permitem que os comentaristas a divisão entre culturas, entre as ciências exatas e humanas, que foi inicialmente identificada pelo pesquisador e romancista C. P. Snow na década de 1960. Na terminologia da Internet, um "amalgama" das duas culturas se torna possível, onde temas culturais e científicos podem ser tratados em conjunto. Outras características da bolgsfera são a advocacia por políticas como o "acesso livre" ("open acess") e organizações de vigilância científica. Um exemplo particularmente bom desta última é o Blog &lt;a href="http://www.nasawatch.com/" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;NASAWatch&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; que constantemente critica e relata, o comportamento da NASA e foi responsável por vários debates sobre políticas, por exemplo, aquele sobre a &lt;a href="http://www.nasawatch/archives/cev_osp_sdlv_and_istp" target="_blank"&gt;configuração do &lt;i&gt;Crew Launch Vehicle&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um blogue não for deletado quando se tornar ativo (aliás, uma prática largamente recomendada), ele pode fornecer um bom registro de debates e questões em voga em um determinado momento. Historiadores e outros pesquisadores de meta-ciências, tais como filósofos e psicólogos de ciência, podem encontrar uma grande quantidade de material para investigação, mas somente se o puderem localizar (vide figura 1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O custo dos Blogs&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem também os aspectos negativos na blogsfera. Normalmente faltam controle de qualidade, cuidado com o texto e editoração, e alguns blogues que se anunciam como tendo base científica, são apenas apologias de pseudo-ciência e charlatanismo médico, especialmente quando os assuntos têm uma grande carga política (por exemplo, anti-aquecimento global, anti-vacinação, criacionismo, homeopatia e por aí afora [nota do tradutor: o Conselho Federal de Medicina do Brasil não considera a homeopatia "peseudo-ciência", nem o tradutor...]). Muitos blogues também funcionam como &lt;i&gt;"vanity publishing"&lt;/i&gt;, isto é, pontos de auto-divulgação para idéias cujos autores não são capazes de vê-las aprovadas por revisão por pares. Os blogues são vítimas das mesmas falhas dos &lt;i&gt;websites&lt;/i&gt; em geral, sendo muito da "informação" falsa ou parcial. Por exemplo, se alguém pesquisar no "Google" sobr "evolução", a maior parte dos &lt;i&gt;links&lt;/i&gt; encontrados serão de &lt;i&gt;sites&lt;/i&gt; criacionistas como o &lt;i&gt;Discovery Institute&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das maneiras de filtrar o conteúdo é usar um &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Agregador" target="_blank"&gt;agregador&lt;/a&gt; de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Feed" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;feeds&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;. Agregadores são &lt;i&gt;links&lt;/i&gt; que permitem a um "leitor de notícias" ("&lt;i&gt;newsreader&lt;/i&gt;"), ou seja, um programa que relaciona os títulos e extratos das postagens de um Blogue, destacar novas postagens, assim que publicadas (ver figura 1). Alguns agregadores de blogs, tais como o &lt;a href="http://www.postgenomic.com/papers.php" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;Postgenomic&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, extraem informações sobre publicações revisadas por pares em blogues, e freqüentemente restringem suas fontes àqueles blogues que versam usualmente sobre ciência. Uma recente proposta, à qual eu estive marginalmente associado, é ter um um &lt;i&gt;feed&lt;/i&gt; do tipo &lt;i&gt;opt-in&lt;/i&gt;, onde os próprios blogueiros inserem um gráfico e um link para &lt;a href="http://www.bpr3.org/" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;ResearchBlogging&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; (originalmente conhecido como &lt;i&gt;Bloggers for Peer-Reviewed Research Reporting&lt;/i&gt;). Embora o blogueiro tenha que designar postagens que sejam baseados em pesquisa revisada por pares, os administradores avaliam os links e se asseguram que eles são legítimos. Este é um serviço não-comercial, realizado por voluntários (em particular por David Munger, um blogueiro médico que publica em &lt;a href="http://www.scienceblogs.com/cognitivedaily" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;Cognitive Daily&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns artigos de blogues de ciências acabam, de uma forma mais tradicional, em antologias publicadas. Há um número cada vez maior dessas antologias, freqüentemente publicadas como &lt;i&gt;"print on demand"&lt;/i&gt; ("impresso a pedido")(por exemplo, a série &lt;a href="http://www.lulu.com/content/1869828" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;Open Laboratory&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;). Essas antologias são, de maneira igualmente freqüente, avaliadas e editoradas por editores voluntários (por exemplo, [2] e [3]) e, desta forma, traçam um equilíbrio entre a leitura agradável e confiabilidade do conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra questão reside nos custos econômicos e benefícios auferidos pelos blogueiros. Diferentemente de jornalistas, os blogueiros são freqüentemente tratados como seus próprios editores e, assim, são passíveis de ações jurídicas. Assim, a despeito de terem obtido algum sucesso em terem os privilégios dados aos jornalistas estendidos a eles, os blogueiros podem ser forçados a revelarem suas fontes de informações confidenciais (N.T: não é assim na Lei Brasileira). Além disto, parece não haver qualquer fonte óbvia de remuneração, a não ser alguns pequenos ganhos com anúncios. Um jornalista e blogueiro de ciências, Chris Mooney, sugeriu a sindicalização (N.T: o link apontado no artigo está desativado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conclusão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo, os blogues continuam sendo uma forma de comunicação individualista, algumas vezes anarquista e anti-convencional. Existem jóias entre o cascalho, mas o cascalho é em maior número. Os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sites&lt;/span&gt; que continuarem a fornecer relatórios interessantes, tendem a sobreviver, mas, no final, cabe a cada leitor encontrar os blogues que mais gosta e confia. As comunidades acadêmicas de educação e pesquisa científica precisam encarar os blogues como algo mais do que um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hobby&lt;/span&gt; casual, na medida em que o cerne vai além do alcance de sua ciência. Eles são um meio eficaz para os cientistas desfazerem os mal-entendidos, deliberados ou não, da cultura popular. Não somente estudantes de pós-graduação, mas também profissionais em posições acadêmicas mais elevadas, precisam se engajar nesta atividade para assegurar que sua ciência e a ciência de outros chegue aos olhos do público (por exemplo, ver o blogue de Massimo Pigliucci: &lt;a href="http://www.rationallyspeaking.blogspot.com/" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;rationallyspeaking.org&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;). Desta forma, podemos assegurar que a qualidade da ciência que é levada ao público é alta, enquanto que as personalidades dos cientistas ativos humanizam a ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Referências&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Mooney, C. (2005) &lt;i&gt;The Republican War on Science&lt;/i&gt;, Basic Books.&lt;br /&gt;2. Wilkins, J. S. (2007) &lt;i&gt;The demarcation problem... again&lt;/i&gt;, em &lt;i&gt;The Open Laboratory: The Best Writings in Science Blogs 2006&lt;/i&gt; (Zivkovic, B. ed.), pp. 269-274, Lulu.&lt;br /&gt;3. Wilkins. J. S. (2008) &lt;i&gt;Ancestors&lt;/i&gt;, em &lt;i&gt;The Open Laboratory: The Best Writings in Science Blogs 2007&lt;/i&gt; (Cartwright, R. A. ed.) Coturnix&lt;br /&gt;4. Gould, S. J. (1997) &lt;i&gt;Darwinian Fundamentalism&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;New York Review of Books&lt;/i&gt;, 12 de juho, pp. 34-37.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******************************************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta tradução foi expressamente autorizada pelos &lt;a href="http://www.trends.com/tree/default.htm"&gt;editores do original em inglês&lt;/a&gt;, graças à gentil intervenção de seu &lt;a href="http://www.wilkins.id.au/"&gt;autor&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-2914826740162086257?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/2914826740162086257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=2914826740162086257' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/2914826740162086257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/2914826740162086257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/08/wilkins-em-portugs-do-brasil.html' title='Wilkins em Português (do Brasil)'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_inZfsZd_qg8/SKSPhFmk3bI/AAAAAAAAADs/0hCw3ypMJ8Q/s72-c/Science+blogging.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-1804614525387505872</id><published>2008-08-12T14:21:00.005-03:00</published><updated>2008-08-12T15:26:35.791-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mudanças climáticas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia Mundial. Geopolítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aquecimento Global'/><title type='text'>Mais más notícias sobre a Calota Polar Norte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E, quando você pensa que as coisas já vão mal, aparece uma notícia de que é pior ainda do que se pensava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;i&gt;The Observer&lt;/i&gt; de de domingo passado (10/08/2008) publicou uma que me deixou arrepiado... &lt;a href="http://www.guardian.co.uk/environment/2008/aug/10/climatechange.arctic"&gt;O Derretimento do Ártico está se acelerando&lt;/a&gt; (matéria assinada por Robin McKie, Editor de Ciências).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O subtítulo é assustador: “Cientistas alertam que o Polo Norte pode ficar sem gelo em apenas cinco anos, em lugar de 60”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso é que as imagens de satélite estão mostrando um fenômeno que, até agora, não tinha entrado nos cômputos: as camadas de gelo começaram a se desintegrar “dramaticamente” (é o termo empregado no original) porque tempestades sobre o Mar de Beaufort no Alaska começaram a sugar correntes de ar quente para o Ártico. Um dos resultados possíveis é que a diminuição da Calota Polar Norte supere a do ano passado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“É uma corrida cabeça-com-cabeça entre 2007 e este ano, na questão de perda de gelo”, declarou Mark Serreze, do &lt;i&gt;US National Snow and Ice Data Centre&lt;/i&gt; em Boulder, Colorado.“Nós pensávamos que a Calota Polar do Ártico poderia se recuperar, depois do recorde do ano passado &amp;ndash; e, realmente, até o mês passado o quadro não parecia muito ruim. A Calota estava significativamente abaixo do normal, mas, pelo menos, estava maior do que no ano passado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas as tempestades no Mar de Beaufort iniciaram um processo de grande derretimento de gelo e, agora, parece que vai ser uma diferença mínima entre se 2007 ou 2008 vai ser o recordista na menor Calota Polar. Só vamos ficar sabendo quando a Calota chegar ao ponto crítico, nos meados de setembro”.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem precisa dizer que isso terá enormes impactos sobre o meio ambiente... O editor começa por mencionar as tempestades que devem varrer a Grã-Bretanha, mas prossegue falando das espécies, tais como ursos polares e focas que se servem do gelo para repousar durante suas caçadas. Ele observa que diversas faixas costeiras deixarão de estar protegidas pelo gelo e sofrerão erosão (que, segundo ele, já está acontecendo no Alaska). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o tom se tona ainda mais sombrio, quando ele lembra que, sem a Calota de gelo sobre o mar para servir de reforço, o gelo “terrestre” &amp;ndash; que inclui as geleiras &amp;ndash; pode mergulhar no oceano e elevar o nível dos mares, ameaçando muitas áreas de baixa altitude, tais como Bangladesh e vários arquipélagos do Pacífico. E, ainda lembra: “Sem a camada reflexiva de gelo no Ártico, menos radiação solar vai ser mandada de volta ao espaço, o que deve acelerar o processo de aquecimento global”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior preocupação, diz o editor, é o temor que as águas liberadas pela Calota em derretimento, causem alterações na Corrente do Golfo, enquanto que um Ártico sem gelo durante o verão dê novas oportunidades para a exploração de petróleo e gás &amp;ndash; e as conseqüentes disputas sobre soberania sobre as novas áreas de prospecção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O que realmente perturba os cientistas, entretanto, é sua incapacidade de prever precisamente o que está acontecendo no Ártico, a parte do mundo mais vulnerável aos efeitos do aquecimento global. “Quando fizemos os primeiros modelos informáticos dos efeitos das mudanças climáticas, nós pesávamos que a Calota Polar Norte fosse durar até 2070”, declarou o Professor Peter Wadhams da Universidade de Cambridge. “Agora ficou claro que nós não tínhamos entendido o quão fina essa calota tinha ficado &amp;ndash; porque a Calota do Ártico está desaparecendo cada vez mais rápido. A cada poucos anos temos que rever nossas estimativas para baixo. Agora, os modelos mais detalhados sugerem que a Calota do Ártico no verão só vai durar mais uns poucos anos &amp;ndash; e, pelo que vimos acontecer na semana passada, eu acho que eles provavelmente estão corretos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal desses estudos sobre a Calota Polar foi realizado a alguns meses atrás pelo Professor Wieslaw Maslowski da &lt;i&gt;Naval Postgraduate School&lt;/i&gt; em Monterey, Califórnia. Usando os supercomputadores da marinha americana, esta equipe fez uma previsão que indica que, por volta de 2013 não haverá mais gelo no Ártico &amp;ndash; pouco mais do que uns restos em ilhas próximas da Groenlândia e do Canadá &amp;ndash; entre meados de julho e meados de setembro.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maslowski enfatiza que ficou claro que o gelo não está conseguindo se recuperar durante o inverno e teme que a Calota Polar desapareça em cinco anos, com todas as conseqüências que isto acarreta. E Serreze acrescenta que o gelo está derretendo mais depressa do que os cientistas conseguem atualizar seus modelos informáticos, para entender o que está acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que todas as previsões sobre o aquecimento global eram demasiadamente otimistas e que o filme "O Dia Depois de Amanhã" não era tão pessimista assim... (Eu só não acredito no &lt;i&gt;happy-ending&lt;/i&gt; mostrado, com os sobreviventes do Hemisfério Norte sendo alegremente acolhidos pelos países da Zona Equatorial... De onde vão tirar comida para esse povo todo?...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-1804614525387505872?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/1804614525387505872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=1804614525387505872' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/1804614525387505872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/1804614525387505872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/08/mais-ms-notcias-sobre-calota-polar.html' title='Mais más notícias sobre a Calota Polar Norte'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-214483427521591015</id><published>2008-08-11T15:26:00.005-03:00</published><updated>2008-08-12T11:46:53.552-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medicina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tecnologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='genética'/><title type='text'>"Sputnik" um virus que contamina virus</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Notícia espetacular que eu achei no Le Figaro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lefigaro.fr/sciences/2008/08/08/01008-20080808ARTFIG00277-spoutnik-le-virus-qui-rend-malade-d-autres-virus-.php"&gt;&lt;b&gt;«Sputnik», o virus que causa doenças em outros vírus&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; (Por Jean-Michel Bader — 08/08/2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Uma esquipe francesa descobriu o primeiro vírus capaz de atacar seus “primos” oito vezes maiores do que ele.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Os pesquisadores franceses da Universidade de Marselha “mataram dois coelhos com uma só cajadada”. Não só descobriram uma nova cepa de vírus gigantes, como descobriram que eles carregam, dentro de si, um outro vírus minúsculo, ambos até agora desconhecidos. O mais incrível é que este vírus-anão, batizado de "Sputnik", tem a capacidade de infectar o vírus grande, batizado de "Mama", a ponto de impedir sua reprodução.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O Mama pertence à classe dos Mimivírus, descobertos em 2003 na mesma universidade pela equipe de Jean-Michel Claverie e Didier Raoult. Quanto ao Sputnik, já se conhecia desde 1915 virus capazes de atacar bactérias, os chamados &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bacteri%C3%B3fagos"&gt;bacteriófagos&lt;/a&gt; (objetos dos Prêmios Nobel de Medicina de 1969 e 1980). Mas esta é a primeira vez que se encontra um “virófago”.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;b&gt;Parasita “obrigatório”&lt;/b&gt;  &lt;p&gt;No artigo publicado na &lt;i&gt;Nature&lt;/i&gt;, Bernard La Scola, pesquisador do laboratório marselhês, conta como ele e seus colegas “deram à luz” a seu “bebe”: depois de inocular certas amebas, os biólogos constaram que os animais unicelulares foram rapidamente infectados por uma nova cepa de Mimivirus, que eles batizaram de Mama. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Estes têm necessidade de criar, dentro de uma ameba, o que os biólogos chamam uma “usina de virus”, para se multiplicarem. E é nesta “usina” que o “Sputnik” entra como um bom pirata. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Quando observou, pela primeira vez ao microscópio eletrônico, a atividade dentro da “usina” e viu essas pequenas partículas nos virus em formação, Bernard La Scola acreditou que eram apenas fragmentos de ácidos nucleicos (ADN ou ARN), ditos “satélites” (daí o nome “Sputnik”), comumente associados a todos os vírus. Porém, observando mais atentamente, o pesquisador percebeu que se tratava de um verdadeiro vírus, incapaz de se reproduzir sozinho, mas dotado de 21 genes. O “Sputnik” é um verdadeiro “parasita obrigatório” no vírus gigante Mama. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Tal descoberta coloca duas perguntas: o “Sputnik” é um novo sistema de transferência de genes de uma espécie de vírus para outra? É algo razoável, já que três de seus genes descendem de vírus gigantes e um outro dos &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Archaea"&gt;&lt;i&gt;Archæa&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; (micróbios intermediários entre os &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Eukaryota"&gt;eucariotas&lt;/a&gt; e as &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bact%C3%A9ria"&gt;bactérias&lt;/a&gt;). O “Sputnik”, portanto, surrupiou material genético daqui e de lá, e poderia fazer o mesmo com outras espécies. A outra questão é sobre o &lt;i&gt;status&lt;/i&gt; dos vírus: vivos ou não? Jean-Michel Claverie declara, no artigo da &lt;i&gt;Nature&lt;/i&gt; que “não resta dúvida de que se trata de um organismo vivo”, a respeito do Mama. “O fato dele poder ficar "doente" é prova suficiente”. Já Bernard La Scola pondera: “É verdade que, deixados à própria sorte, as partículas virais são incapazes de se reproduzir. Mas a questão é um pouco mais evolutiva: deve-se encarar o vírus como um ser que passa por diversas etapas, um pouco como os insetos: de uma larva, a uma ninfa e, daí, a uma borboleta”.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hmmm... fica aqui minha sugestão para os &lt;i&gt;Geeks&lt;/i&gt;: que tal desenvolver um “Sputnik” para vírus de computador?... Em lugar de apagar um arquivo contaminado (algo assim como amputar uma mão por causa de um fungo na unha), que tal “contaminar o próprio vírus”?... Seria possível?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Atualizando em 12/08/2008: Leia mais a respeito (com informações que não constam aqui, no "&lt;a href="http://xisxis.wordpress.com/2008/08/12/descobertos-dois-novos-virus-de-ar-condicionado/"&gt;Xis-xis&lt;/a&gt;" da Isis Nóbile Diniz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-214483427521591015?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/214483427521591015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=214483427521591015' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/214483427521591015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/214483427521591015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/08/sputnik-um-virus-que-contamina-virus.html' title='&quot;Sputnik&quot; um virus que contamina virus'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-2240705715566125577</id><published>2008-08-09T11:47:00.009-03:00</published><updated>2008-08-09T14:34:20.623-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fontes Renováveis de Energia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia Mundial. Geopolítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ciência e Idéias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meio Ambiente'/><title type='text'>Resolvido o problema de armazenagem da energia solar?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Notícia veiculada pelo &lt;a href="http://www.eurekalert.org/pubnews.php"&gt;EurekAlert&lt;/a&gt; (que quase me passou despercebida), de uma pesquisa promissora do MIT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://web.mit.edu/newsoffice"&gt;Massachusetts Institute of Technology&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.eurekalert.org/pub_releases/2008-07/miot-df073008.php"&gt;&lt;b&gt;“Importante descoberta” do MIT promete desencadear uma revolução solar&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;i&gt;Cientistas imitam a essência do sistema de armazenagem de energia das plantas&lt;/i&gt;&lt;/li&gt;   &lt;p&gt;CAMBRIDGE, Mass. — Em um salto revolucionário que pode transformar a energia solar de uma fonte de energia marginal, de butique, em uma fonte principal de energia, os pesquisadores do MIT  superaram uma das principais barreiras no uso em larga escala da energia solar: a armazenagem da energia para utilização quando o Sol não estiver brilhando. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Até agora, a energia solar era uma fonte apenas diurna, porque armazenar a energia solar excedente para uso posterior era proibitivamente caro e grosseiramente ineficiente. Com o que foi anunciado hoje &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;[31/07]&lt;/span&gt;, os pesquisadores do MIT acertaram em um processo simples, barato e altamente eficiente para armazenar a enegia solar. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Necessitando de nada mais do que materiais naturais, não-tóxicos e abundantes, esta descoberta pode ser a chave para a mais potente e livre de carbono fonte de energia de todas: o Sol. “Este é o nirvana do qual vínhamos falando por anos”, disse Daniel Nocera, o &lt;i&gt;Henry Dreyfus Professor of Energy&lt;/i&gt; do MIT e principal autor do artigo que descreve o trabalho na edição de 31 de julho da &lt;i&gt;Science&lt;/i&gt;. “ A energia solar sempre foi uma solução limitada, remota. Agora podemos pensar seriamente na energia solar como ilimitada e para breve”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Inspirados pela fotossíntese realizada pelas plantas, Nocera e Matthew Kanan, um colega pós-doutorado no laboratório de Nocera, desenvolveram um processo sem precedentes que permite que a energia solar seja usada para dividir a água em hidrogênio e oxigênio gasosos. Posteriormente, o oxigênio e o hidrogênio podem ser recombinados dentro de uma célula de combustível, criando eletricidade (livre de carbono) para alimentar sua casa ou seu carro elétrico, de dia ou de noite.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O componente chave do processo de Nocera e Kanan é um novo catalizador que produz oxigênio gasoso a partir da água; outro catalizador produz o valioso hidrogênio gasoso. O novo catalizador consiste de cobalto metálico, fosfato e um eletrodo, imerso em água. Quando a eletricidade – produzida por uma célula fotovoltáica, uma turbina eólica ou qualquer outra fonte – atravessa o eletrodo, o cobalto e o fosfato formam uma fina película  no eletrodo e se produz oxigênio gasoso.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Combinado com outro catalizador, tal como a platina, que pode produzir hidrogênio gasoso a partir da água, o sistema pode produzir a reação de divisão da água que ocorre durante a fotossíntese.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O novo catalizador funciona à temperatura ambiente, em água com pH neutro e é bem fácil de preparar, diz Nocera. “Por isso sabemos que vai funcionar. Porque é tão fácil de implementar”, declarou ele.&lt;/p&gt;  &lt;b&gt;&lt;p&gt;UM “SALTO GIGANTESCO”&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;  &lt;p&gt;A luz solar tem o maior potencial de todas as fontes de energia para resolver os problemas de energia do mundo, argumentou Nocera. Em uma hora, a luz solar que atinge a Terra é suficiente para prover a energia necessária para um ano. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;James Barber, um dos principais estudiosos da fotossíntese, que não esteve envolvido nesta pesquisa, chamou a a descoberta de Nocera e Kanan de “um salto gigantesco” para a geração de energia limpa, livre de carbono, em larga escala.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Esta é uma importante descoberta com enormes implicações para a prosperidade futura da humanidade”, afirmou Barber, o Professor “&lt;i&gt;Ernst Chain&lt;/i&gt;” de Bioquímica no &lt;i&gt;Imperial College&lt;/i&gt; de Londres. “A importância da descoberta deles não pode ser superestimada, uma vez que ela abre as portas para o desenvolvimento de novas tecnologias para a produção de energia, reduzindo, assim, nossa dependência de combustíveis fósseis e contribui para a solução do problema das mudanças climáticas globais”.&lt;/p&gt;  &lt;b&gt;&lt;p&gt;“SOMENTE O COMEÇO”&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;  &lt;p&gt;Os eletrolisadores atualmente disponíveis, que separam a água com eletricidade e são de uso freqüente na indústria, não são adequados para a fotossíntese artificial, porque eles são muito caros e requerem um ambiente extremamente básico &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;[N.T: em oposição a "ácido"]&lt;/span&gt; que não é benigno e que tem muito  pouco a ver com as condições em que se processa a fotossíntese.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mais trabalho de engenharia precisa ser realizado para integrar esta nova descoberta científica nos sistemas fotovoltaicos existentes, porém Nocera disse estar confiante em que tais sistemas se tornarão uma realidade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Isto é apenas o começo”", declarou Nocera, o principal investigador do &lt;i&gt;Solar Revolution Project&lt;/i&gt; (Projeto Revolução Solar), patrocinado pela &lt;i&gt;Chesonis Family Foundation&lt;/i&gt;, e co-Diretor do &lt;i&gt;Eni-MIT Solar Frontiers Center&lt;/i&gt;. “A comunidade científica vai realmente correr atrás disso”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nocera espera que, dentro de dez anos, as pessoas possam energizar suas casas durante a luz do dia com células fotovoltaicas, ao mesmo tempo que usam a energia solar excedente para produzir hidrogênio e oxigênio para energizar suas próprias células combustíveis domésticas. A energia elétrica distribuída por fios a partir de uma fonte central pode ser uma coisa do passado.&lt;/p&gt; &lt;div align="center"&gt;###&lt;/div&gt; &lt;p&gt;O projeto é parte da &lt;i&gt;MIT Energy Initiative&lt;/i&gt;, um programa projetado para ajudar a transformar o sistema global de produção de energia para atender as demandas do futuro e ajudar a construir uma ponte para esse futuro por meio da melhoria dos atuais sistemas de produção de energia. O diretor do MITEI, Ernest Moniz, Professor &lt;i&gt;Cecil and Ida Green&lt;/i&gt; de Física e Sistema de Engenharia, observou que “esta descoberta no laboratório de Nocera demonstra que os melhoramentos necessários para a transformação de nosso sistema de produção de energia para um com base em recursos renováveis, vai depender grandemente de pesquisa científica básica de ponta”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O sucesso do laboratório de Nocera demonstra o impacto de uma mistura de fundos de financiamento – governos, filantropia e indústria. Este projeto foi financiado pela &lt;i&gt;National Science Foundation&lt;/i&gt; e pela &lt;i&gt;Chesonis Family Foundation&lt;/i&gt;, que doou ao MIT US$10 milhões no início do ano para lançar o &lt;i&gt;Solar Revolution Project&lt;/i&gt;, com a meta de possibilitar a disseminação em larga escala de energia solar, dentro de dez anos. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;Nota para os fãs de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sci-fi&lt;/span&gt;: Robert A. Heinlein sugeria a existência de coisa parecida no seu romance &lt;a href="http://www.amazon.com/Friday-Robert-Heinlein/dp/034530988X/ref=sr_1_4?ie=UTF8&amp;amp;s=books&amp;amp;qid=1218302488&amp;amp;sr=1-4"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Friday&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. A exemplo dos braços mecânicos articulados que são popularmente conhecidos como &lt;a href="http://www.amazon.com/Waldo-Magic-Inc-Robert-Heinlein/dp/B000J6EJCK/ref=sr_1_37?ie=UTF8&amp;amp;s=books&amp;amp;qid=1218302681&amp;amp;sr=1-37"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Waldos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, poderiam chamar essas células combustíveis de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Shipstones&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-2240705715566125577?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/2240705715566125577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=2240705715566125577' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/2240705715566125577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/2240705715566125577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/08/resolvido-o-problema-de-armazenagem-da.html' title='Resolvido o problema de armazenagem da energia solar?'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-2321813801984217707</id><published>2008-08-08T21:23:00.007-03:00</published><updated>2008-08-08T22:38:43.256-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meio Ambiente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aquecimento Global'/><title type='text'>Na Inglaterra, ser "verde", não é mais "fashion"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Notícia do The Times de ontem, revela que, nos atuais tempos “bicudos”, ser “verde” está fora de moda. &lt;a href="http://www.timesonline.co.uk/tol/comment/columnists/guest_contributors/article4474202.ece"&gt;&lt;i&gt;Suddenly being green is not cool any more&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; (De repente, ser verde não é mais bacana), é o título do artigo de Alice Thomson. O subtítulo é um pouco menos sombrio: &lt;i&gt;À medida em que as restrições de crédito mordem o bolso, as políticas ambientais vão sendo atiradas à sarjeta. Porém, estranhamente, estamos nos saindo melhor para salvar o planeta.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, o velho debate entre os que defendem “vamos gastar um pouco mais, mas ter uma comida menos tóxica e agredir menos o meio ambiente” e os tradicionalistas que argumentam que isso não passa de “frescura de alta classe média”, está sendo ganho pelos últimos, não porque tenham demonstrado que têm razão, ou, pelo menos, tenham demonstrado que a preocupação com o meio ambiente é baseada em exageros. O problema está no bolso do cidadão (sempre a parte mais sensível de sua anatomia...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A um ano atrás, pesquisas mostravam que 15% dos entrevistados colocavam a conservação do meio ambiente entre suas principais preocupações. No mês passado, esse número caiu para 10%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;De acordo com Andrew Cooper, diretor da firma de pesquisa &lt;i&gt;Populus&lt;/i&gt;: “Existe uma correlação direta entre como as pessoas percebem a situação econômica e a importância que dão ao meio ambiente. Quando os tempos estão duros, as pessoas se importam em pagar mais para apaziguar suas consciências.” Isto significa que menos pessoas estão comprando comidas “orgânicas”, quando podem pagar mais barato pela comum. E, com todos os preços dos alimentos subindo, o mercado para alimentos “orgânicos” está sofrendo, também, com as restrições de crédito. A demanda por esses produtos, que tinha crescido 70% de 2002 a 2007, agora está estagnada, de acordo com a consultoria &lt;i&gt;Organic Monitor&lt;/i&gt;.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até nos discursos dos políticos a conservação do meio ambiente está perdendo espaço. Quando a bicicleta do líder do Partido Conservador, David Cameron, foi roubada, o noticiário e os comentários não foram acerca de como ele era “verde” em usar uma bicicleta para ir ao trabalho; a ênfase foi posta no fato de que a sociedade britânica anda tão degenerada que não respeita nem a bicicleta de um VIP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Gordon Brown também parou de discursar sobre seus painéis solares e do compostador na Escócia, e está tentando se dissociar das taxas municipais de lixo - muito embora essas tenham sido resultantes de planos do governo central para criar taxas para aterros sanitários&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os políticos não estão mais falando em multas para quem não fizer coleta seletiva de lixo para reciclagem; ao contrário, estão falando de incentivos fiscais para quem aderir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é só o aperto econômico que está mudando a opinião das pessoas. Muitos estão cansados de “causas verdes” que acabam causando mais inconveniências do que benefícios. As pessoas não querem um monte de geradores eólicos ao longo das paisagens da Inglaterra, quando as usinas nucleares podem fazer mais pela redução da emissão de gases de efeito estufa [Nota remissiva: o Caio de Gaia já mencionou, &lt;a href="http://caisdegaia.blogspot.com/2006/01/criatura-de-domingo-o-lado-sombrio-da.html"&gt;neste post&lt;/a&gt;, que esses monstrengos eólicos não são as maravilhas que se costuma dizer]. Da mesma forma, os recentes efeitos sobre os preços dos alimentos causados pela onda de produção de biocombustíveis, não ajudaram muito. E sempre existe a questão dos impostos embutidos para financiar a conservação do meio ambiente: na verdade, estão estudando uma redução nos impostos sobre combustíveis a base de petróleo, cujo preço está afetando, principalmente, o preço das passagens aéreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paradoxalmente, aponta a articulista, os britânicos estão adotando comportamentos que beneficiam o meio ambiente. Menos gente está comprando novos eletrodomésticos da “linha branca”. Menos comida tem sido jogada fora. As vendas de água mineral engarrafada cairam. As pessoas estão economizando, fazendo mini-hortas em seus quintais, estão deixando o aquecimento central desligado por mais alguns meses e dispensando um segundo carro para a família, em lugar de comprar um veículo elétrico. E, em lugar de “compensar a emissão de CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt;” de suas viagens de férias, simplesmente não estão viajando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o artigo termina com a seguinte afirmação: “É a crise econômica que tornou a moda verde não-atraente - mas ela pode acabar se mostrando mais eficaz do que qualquer outra coisa para salvar o planeta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-2321813801984217707?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/2321813801984217707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=2321813801984217707' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/2321813801984217707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/2321813801984217707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/08/na-inglaterra-ser-verde-no-mais-fashion.html' title='Na Inglaterra, ser &quot;verde&quot;, não é mais &quot;fashion&quot;'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-1212630516647268658</id><published>2008-08-07T21:59:00.013-03:00</published><updated>2008-08-08T01:22:44.348-03:00</updated><title type='text'>Physics News Update n° 868</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;a href="http://www.aip.org/pnu/"&gt;PHYSICS NEWS UPDATE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Boletim de Notícias da Física do Instituto Americano de Física, número 868, de 07 de agosto de 2008, por Phillip F. Schewe, James Dawson e Jason S. Bardi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DA VINCI DECODIFICADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As camadas das pinturas dos velhos mestres pode, agora, ser mapeada de maneira não-invasiva. A beleza de uma pintura — seu &lt;i&gt;design&lt;/i&gt;, seu tema e cores — é a primeira coisa que causa impacto em quem visita um museu. Porém os historiadores da arte querem saber mais do que se pode ver na superfície. Eles querem saber da estratigrafia. Este é o termo científico para a sucessão de camadas que compõem toda uma pintura — inclusive a camada preparatória diretamente sobre a madeira bruta ou tela, um esboço por debaixo, as camadas de tinta existentes por cima e uma possível camada de verniz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um novo método de imageamento, tomado por empréstimo daquele da ressonância magnética utilizada nos hospitais, agora permite que este estudo detalhado das camadas profundas nas pinturas seja feito de maneira não-invasiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que escarafunchar? Por que não ficar na superfície e apreciar a obra de arte pelo que ela é? Porque a decodificação das propriedades dos materiais nas camadas pode estabelecer coisas tais como a idade, a origem e a autenticidade da obra. Por isso, da mesma forma que os geólogos estudam  a história  das eras passadas da Terra, examinando os extratos em um talude, os curadores têm que sondar as camadas mais profundas de uma pintura, removendo uma pequena amostra, a fim de inspecionar suas camadas, usando microscópios que empregam um feixe de elétrons ou de luz visível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que se pode estudar uma pintura sem esburacar pequenos pedaços da obra de arte? Sim, mediante o emprego de outras técnicas, tais como banhar a superfície da tela com raios-x e observar a luz fluorescente refletida. No entanto, essas técnicas geralmente permitem apenas um mapeamento pouco profundo das camadas do corpo da pintura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova técnica de perfilagem, cujos pioneiros são um grupo de cientistas italianos e alemães, utiliza a ressonância magnética nuclear (nuclear magnetic resonance = NMR), a base do escaneamento da ressonância magnética médica. O processo de NMR funciona em um nível microscópico. Primeiramente, um poderoso magneto ajuda a direcionar todos os átomos de hidrogênio em uma amostra na mesma direção — algo como fazer um milhar de soldados se voltarem para uma bandeira e baterem continência ao mesmo tempo. Então os átomos são expostos a um inofensivo banho de ondas de rádio. Essas ondas obrigam os átomos de hidrogênio a pivotar em seus lugares, como se estivessem fazendo um exercício. Eventualmente, os átomos (ou, mais exatamente, os prótons no núcleo do átomo) reemitem uma onda de rádio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São essas ondas de rádio emitidas que são detectadas por um sensor nas proximidades. Com o auxílio de um computador, a informação trazida pelas ondas pode ser transformada em um mapa interno das cercanias dos átomos de hidrogênio. No caso do imageamento médico, os átomos de hidrogênio são usualmente encontrados nas moléculas de água existentes no corpo. Pela sutil análise do mapa resultante, um médico pode localizar a posição de um tumor, uma vez que o seu conteúdo de água é ligeiramente diferente dos tecidos saudáveis a seu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No estudo de uma pintura, em comparação, as mesmas técnicas se aplicam na obtenção de informações sobre os agentes aglutinantes usados nas camadas pintadas. A história sabe que esses aglutinantes consistiam de coisas tais como gemas de ovos ou óleos. Conhecer a natureza do agente aglutinante, freqüentemente é o suficiente para distinguir entre uma velha obra de um mestre e uma falsificação artificialmente “envelhecida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma dos pesquisadores, Federica Presciutti, uma química da Universidade de  Perugia, diz que a espessura das camadas na pintura, mesmo na camada mais funda, pode ser estabelecida. E, embora a idade das camadas não possa ser estabelecida com absoluta certeza, é possível dizer quais camadas são mais antigas do que as outras. O processo todo é não-invasivo. Além disso, o magneto usado na nova abordagem é unilateral. Diferentemente dos enormes magnetos usados na ressonância magnética nos hospitais (que, usualmente, envolvem o corpo do paciente, ou, pelo menos, todo um membro), o escâner pode ser levado até bem perto de ― porém sem encostar em ― a pintura. (Veja a foto anexa do dispositivo sendo usado para estudar a pintura “A Madona com a Criança” de Gentile da Fabriano, 1411). &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;[Nota do tradutor: o boletim veio sem o link para a tal foto. Em breve, quando o boletim estiver no site da AIP, eu copio e colo]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O funcionamento do novo escâner de pinturas foi relatado na edição de 21 de julho de &lt;i&gt;Applied Physics Letters&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ACÚSTICA DOS URSOS POLARES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cientistas estão estudando a audição dos ursos polares, enquanto o ambiente acústico no Ártico vai se modificando. Na medida em que o aquecimento global derrete o gelo do Ártico e aumentam as pressões para a exploração de petróleo, os cientistas se preocupam que o aumento de barulho possa interferir com a reprodução dos ursos polares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tundra congelada da borda Norte do &lt;i&gt;Arctic National Wildlife Refuge&lt;/i&gt; no Alaska, os solitários ursos polares vivem em um mundo que é tanto extremamente frio, como estranhamente silencioso. Nada do murmúrio das folhas agitadas pela brisa. Nenhum inseto zumbe no ar abaixo de zero. O único som é o sopro da neve varrida pelos ventos e, quando os ventos se acalmam, é um dos lugares mais silenciosos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos anos atrás, a bióloga Anne Bowles, que trabalha em San Diego, se perguntou o que poderia acontecer se as calotas de gelo sempre menores e a exploração e perfuração de novos poços de petróleo mudassem a natureza do silencioso “ambiente acústico” dos ursos polares. O impacto do aumento de barulho sobre a maneira com que os ursos polares caçam e seus outros comportamentos pouco conhecidos eram uma preocupação, disse ela. Porém a questão mais crucial era se um aumento no barulho afetaria os hábitos de acasalamento e perturbaria as fêmeas de urso polar em suas tocas. Prudhoe Bay, no Alaska, onde Bowles está focalizando seu trabalho, é uma área onde as fêmeas de urso polar costumam estabelecer suas tocas. Elas levam cinco ou seis meses nas tocas, antes de saírem na primavera, normalmente com um ou dois filhotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tipo de barulho poderia ser um problema para os ursos? O barulho das atividades humanas poderia molestar os ursos em campo aberto, mas não as fêmeas em suas tocas? Deveria haver um limite de barulho permitido nas vizinhanças dos ursos e qual tipo de barulho, exatamente, seria um problema? “Se você quer diminuir o barulho, primeiro tem que saber o que os ursos podem ouvir”, disse Bowles. “Este é o primeiro passo. É a primeira matéria de "ecologia perturbativa"”.&lt;br /&gt;Assim, Bowles do Instituto Hubbs de Pesquisa do Mar em San Diego, se dispôs a testar a audição dos ursos polares. Dado ao ambiente hostil e aos ursos igualmente hostis, tentar realizar testes de audição nos ursos era claramente impraticável, disse ela. Os ursos polares são provavelmente os maiores carnívoros terrestres, com os machos chegando a pesar 700 kg. Embora as fêmeas sejam muito menores, elas ainda chegam aos 250 kg. E eles são animais espertos, perigosos e imprevisíveis, segundo Bowles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bowles começou seus testes de audição no zoológico de San Diego, com duas fêmeas de urso polar, criadas em cativeiro. Para os testes, as ursas foram treinadas a apertar com o focinho um botão (uma "estação"), colocado dentro de uma jaula. Uma nota de uma certa freqüência tocava e, quando a ursa ouvia, movia seu focinho para outra "estação" e era recompensada com comida, relata Bowles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de começar os testes, as jaulas tinham que ser isoladas contra sons vindos do lado de fora com espessas mantas tecidas com chumbo. Mesmo com o pesado isolamento, no ambiente urbano de San Diego era impossível tornar a jaula silenciosa o suficiente para realizar testes com freqüências extremamente baixas, que poderiam ser uma faixa crítica para a audição dos ursos polares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sons de baixa freqüência são um sinal de poderio e tamanho, de forma que os grandes carnívoros rosnam e resmungam em baixas freqüências para manter seus territórios, se defender e ameaçar”, escreveu recentemente Bowles em um artigo para a Organização Internacional para Ursos Polares que financia parte de seu trabalho. “Sons de baixa freqüência são também importantes porque se propagam por longas distâncias, de forma que animais que percorrem longos caminhos, tais como baleias e elefantes, freqüentemente os usam para se comunicar”. Ela igualmente observou que, normalmente, existe mais barulho ambiental em baixas freqüências, inclusive o barulho produzido por “maquinários feitos por humanos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bowles realizou 4.000 testes de audição, primeiro no zoológico de San Diego e, depois, com dois ursos polares no &lt;i&gt;SeaWorld San Diego&lt;/i&gt;. Os limiares de audição foram medidos para 19 freqüências diferentes e os resultados sugerem que a audição nos ursos polares é realmente direcionada para as baixas freqüências. Quão baixas permanece incerto, disse ela, porque foi impossível tornar as instalações dos testes silenciosas o suficiente para realizar testes abaixo do 14 kHz (seres humanos normalmente ouvem até 20 kHz).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tanto quanto foi possível medir, eles podem ouvir isso”, declarou Bowles. “Eles ouvem reqüências mais baixas do que os gatos conseguem”. Inversamente, ela também observou que eles não ouvem bem altas freqüências, sendo sua sensibilidade a notas altas muito menor do que a de cães e gatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensibilidade a sons de baixa freqüência, aparentemente em detrimento das altas freqüências, pode ser apenas um resultado do tamanho, argumenta Bowles. Ursos polares são grandes, tal como as estruturas em seus ouvidos. Em outros mamíferos grandes, tais como cavalos e vacas, o limite superior de quais freqüências os animais podem ouvir, parece ser baseado no tamanho. “Pode ser meramente uma questão de escala”, diz Bowles. Mas a deficiência na audição de altas freqüências pode ser uma questão de adaptação, porque os ursos polares comem principalmente focas, não pequenos roedores que têm guinchos de alta freqüência. Bowles declarou que gostaria de realizar um estudo comparativo com os ursos pardos e negros, que têm base em terra e comem pequenos mamíferos, para ver se a audição desses é sintonizada para freqüências mais altas do que as dos ursos polares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preocupação com os ursos polares, diz ela, é que, na medida em que o gelo Ártico derrete, os usos vão se mover para o interior do continente e encontrar a civilização humana, que é barulhenta. “Tal como é com os humanos, há barulhos que se pode e que não se pode suportar, e nós não sabemos quais são esses para os ursos. Nosso trabalho é descobrir o que eles podem tolerar e o que estamos buscando não é uma situação de lucro mútuo, mas de tolerância mútua entre homens e ursos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma enorme pressão política para que a indústria de petróleo possa explorar essas áreas, diz ela, e com as atividades petrolíferas, chegam mais pessoas e aumenta o uso de terras para lazer. Pela experiência que teve na região, Bowles afirmou que os trabalhadores da indústria petrolífera estão tratando bem os ursos e outros animais selvagens. “Você não acreditaria no cuidado que esses caras têm com a vida selvagem”, disse ela. “Eu gostaria que as pessoas nas cidades se comportassem assim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após três anos testando ursos em San Diego, Bowles e sua colaboradora, Megan Owen, uma pesquisadora do setor de Conservação e Pesquisa para Espécies Ameaçadas  no zoológico, estão escrevendo diversas publicações científicas, inclusive uma para a Sociedade de Acústica da América, acerca de seus resultados e em busca do que elas esperam que seja a próxima fase de suas pesquisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bowles espera ir, em dezembro ou janeiro, até Prudhoe Bay e construir uma toca de urso polar, e, então, medir o barulho vindo de fora, a partir do lado de dentro. “Precisamos criar uma toca conforme as especificações dos ursos e mantê-la acessível o suficiente para podermos ter veículos nas proximidades, de forma a podermos medir os sons”, declarou ela. “Nós temos que obter informações sobre o que é possível ouvir de dentro da toca, quanto barulho entra na toca. Se eles não puderem ouvir, então isso não é um problema, mas nós temos que realizar essas medições”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vai ter um urso de verdade dentro da toca, porque, como Bowles observou diversas vezes, são animais muito perigosos. Até as ursas de San Diego que cresceram com pessoas em volta, permaneciam carnívoras imprevisíveis. “Na maior parte do tempo elas são gentis e ficam contentes em lhe ver e saber que você lhes trouxe comida”, disse Bowles das ursas. “Aí chega o dia em que você é a comida. Eles são predadores muito oportunistas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ver as imagens que acompanham esta história, por favor vá para: &lt;a href="http://www.aip.org/isns/reports/2008/028.html"&gt;http://www.aip.org/isns/reports/2008/028.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PHYSICS NEWS UPDATE é um resumo de notícias sobre física que aparecem em convenções de física, publicações de física e outras fontes de notícias. É fornecida de graça, como um meio de disseminar informações acerca da física e dos físicos. Por isso, sinta-se à vontade para publicá-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o crédito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de Física). O boletim Physics News Update é publicado, mais ou menos, uma vez por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como divulgado no numero anterior, este boletim é traduzido por um curioso, com um domínio apenas razoável de inglês e menos ainda de física. Correções são bem-vindas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-1212630516647268658?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/1212630516647268658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=1212630516647268658' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/1212630516647268658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/1212630516647268658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/08/physics-news-update-n-868.html' title='Physics News Update n° 868'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-3624265330008801134</id><published>2008-08-07T12:27:00.008-03:00</published><updated>2008-08-07T14:14:49.158-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meio Ambiente'/><title type='text'>Macaco, olha seu rabo!...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uma notícia do &lt;a href="http://www.lefigaro.fr/"&gt;&lt;i&gt;Le Figaro&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; me chamou a atenção: &lt;b&gt;"Metade das espécies de primatas correm grave perigo"&lt;/b&gt; (&lt;a href="http://www.lefigaro.fr/sciences/2008/08/05/01008-20080805ARTFIG00505-la-moitie-des-especes-de-primates-en-grave-peril-.php"&gt;veja aqui o original em francês&lt;/a&gt;). E a causa?... Outra espécie de primata (uma que chama a si própria de &lt;i&gt;Sapiens&lt;/i&gt;...) Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza, 48% das espécies estão ameaçadas de extinção em um prazo que vai de médio a curto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um estudo que reuniu dados coletados por diversos cientistas, divulgado no 22° Congresso da Sociedade Internacional de Primatologia (realizada em Edimburgo, Escócia), com dados de recenseamento coletados desde 1966, mostra que, das 634 espécies estudadas, 303 estão na “Lista Vermelha”: 15% classificadas como “vulneráveis”, 22% “em perigo” e 11% “em grave perigo de extinção”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diversas ações humanas põem nossos “primos” em perigo: a destruição de seus &lt;i&gt;habitats&lt;/i&gt; (por incêndios, desmatamento e ampliação das áreas urbanas) e, por incrível que pareça, a caça. Não só se come os macacos, como ainda servem como animais “domésticos” e como fonte de “medicamentos” na medicina tradicional do Oriente (notadamente a chinesa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação é mais grave na Ásia, onde 71% das espécies estão na “lista vermelha”. Cinco países apresentam situações tidas como catastróficas: 90% das espécies do Cambodja, 86% no Vietnam, 84% na Indonésia, 83% no Laos e 79% na China.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelas mesmas causas, o México e a Guatemala aparecem a seguir (67% das espécies na “lista vermelha”). As Américas, em geral, têm uma média de 40% de espécies ameaçadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até na África a coisa não vai bem... 37% das espécies (chimpanzés, bonobos, colobos...) estão nos “grupos de risco”, dos quais 43% em Madagascar, o santuário dos lêmures...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas existem boas notícias, também... Desde 2000, os primatologistas descobriram 53 espécies de primatas, até então desconhecidas, principalmente em Madagascar. A descoberta de uma grande população de gorilas (cerca de 125.000) em regiões remotas do Congo, foi relatada por pesquisadores americanos. E uma para nos diminuir o &amp;ldquo;complexo de inferioridade tupiniquim&amp;rdquo;: o mico leão preto (&lt;i&gt;Leontopithecus chrysopygus&lt;/i&gt;) do Brasil, está se recuperando, graças aos esforços de nossos conservacionistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-3624265330008801134?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/3624265330008801134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=3624265330008801134' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/3624265330008801134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/3624265330008801134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/08/macaco-olha-seu-rabo.html' title='Macaco, olha seu rabo!...'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-5823492965442226881</id><published>2008-08-06T21:41:00.005-03:00</published><updated>2008-08-06T22:40:41.447-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pessoal'/><title type='text'>Vivendo e aprendendo...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Esse incidente com a tradução do artigo do Wilkins me abriu os olhos para muitas coisas. Eu costumo pegar o texto original, copiar, colar aqui no editor do Blogger e ir traduzindo "ao correr da pena".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias vezes eu mudo para a aba "Editar HTML" para trocar uma fonte, mudar a apresentação de um link, e coisinhas bobas assim... Mas, a idéia principal é me manter o mais próximo do texto original quanto possível, para ficar bem claro que o texto não é meu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Burrice!...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do incidente com o Wilkins, eu, imediatamente, mandei um email para a responsável pelas autorizações do &lt;i&gt;The Guardian&lt;/i&gt;, por conta do "Petróleo Extraído de Algas", argumentando que eu achava mais honesto traduzir "verbis" um texto, colocando um link para o original (dando, portanto, o justo crédito ao autor e ao editor), do que reescrever o texto com minhas próprias palavras (tipo: "o autor diz que"), copiando aqui e ali um excerto na base do "blockquote". E acrescentava que, se fosse pedir permissão a cada tradução, quando e se essa permissão fosse recebida, o assunto estaria com jeito de café de anteontem... Nesse mail, eu mandei o link para o Blog e meu perfil de Blogger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou esperando resposta até agora... Só falta eles me ameaçarem de processo, também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, gente, eu vou deixar de ser "honesto"... Vou passar a fazer &lt;b&gt;exatamente&lt;/b&gt; o que eu disse: vou colocar o link para o artigo original e reescrever o texto. Uma parte ou outra que eu julgar relevante, dou um "blockquote".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, fazer citações não é proibido... Nem excertos, quando se identifica a fonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só vou continuar traduzindo fontes como o &lt;i&gt;Physics News Update&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;EurekAlert&lt;/i&gt; que só pedem a identificação da fonte. O resto, vai continuar sendo traduzido, mas do meu jeito (a Silvia tinha me repreendido porque achou minha tradução do Wilkins muito "literal"...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, Silvia! Você estava coberta de razão!... Eu não recebo um tostão furado para fazer divulgação dos editores e autores dos originais, nem pelo serviço de tradução (e olha que eu já vivi disso...) e ainda recebo ameaças!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pois agora vai ser do meu jeito!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-5823492965442226881?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/5823492965442226881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=5823492965442226881' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/5823492965442226881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/5823492965442226881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/08/vivendo-e-aprendendo.html' title='Vivendo e aprendendo...'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-3251664212063184766</id><published>2008-08-06T13:43:00.003-03:00</published><updated>2008-08-06T13:56:49.539-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roda de Ciência'/><title type='text'>Novo tema de dicussão para o Roda de Ciência</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/roda1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/roda1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Para quem também acompanha as discussões no "Roda de Ciência" (olha o selinho aí na barra lateral), eu peço que ajude a escolher o tema para o próximo período (agosto/setembro). É só &lt;a href="ttp://rodadeciencia.blogspot.com/2008/08/novo-tema-para-agostosetembro.html"&gt;clicar aqui&lt;/a&gt;, votar e pronto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tiver sugestões para temas que gostaria de ver discutidos lá, pode deixar um "comentário" lá (até como "anônimo").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem ainda tem alguma dúvida sobre a capacitação dos contribuidores do "Roda de Ciência", eu sugiro uma"visitinha" ao dito cujo e uma consulta aos "Blogs Participantes". (Como não podia deixar de ser, o único "furreca" sou eu...)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-3251664212063184766?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/3251664212063184766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/3251664212063184766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/08/novo-tema-de-dicusso-para-o-roda-de.html' title='Novo tema de dicussão para o Roda de Ciência'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-1417418828341746288</id><published>2008-08-02T14:42:00.008-03:00</published><updated>2008-08-06T21:48:18.531-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mudanças climáticas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Noticiário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meio Ambiente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aquecimento Global'/><title type='text'>Petróleo extraído de algas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/environment/2008/jul/31/biofuels.travelandtransport"&gt;&lt;b&gt;“Petróleo extraído de Algas”, uma promessa de um combustível &lt;i&gt;“climate friendly”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Alok Jha, correspondente de tecnologias “verdes”&lt;br /&gt;Quinta-feira, 31 de julho de 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="image"&gt;&lt;img src="http://image.guim.co.uk/sys-images/Environment/Pix/pictures/2008/7/31/1217502115304/GreenCrude460.jpg" alt="Green crude" width="460" height="276" /&gt;&lt;p class="caption"&gt;Um novo começo... o &lt;i&gt;website&lt;/i&gt; da companhia &lt;i&gt;Sapphire Energy&lt;/i&gt; faz promoção do “petróleo-verde” feito de algas&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;    &lt;br /&gt;&lt;p&gt;Um combustível líquido feito de plantas que é quimicamente idêntico ao petróleo cru, mas que não contribui para as alterações climáticas quando é queimado, ou, diferentemente dos outros bio-combustíveis, não precisa de terras agricultáveis para ser produzido, parece ser bom demais para ser verdade. Porém uma compahia em San Diego afirma que produziu exatamente isto — uma versão sustentável de petróleo que ela chama de “green crude” (literalmente “cru verde”).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;i&gt;Sapphire Energy&lt;/i&gt; utiliza organismos unicelulares, tais como algas, para produzir uma mistura química da qual é possível extrair combustíveis para carros ou aviões. Quando é queimado, o combustível libera na atmosfera apenas o dióxido de carbono absorvido pelas algas durante seu crescimento, o que torna o processo inteiro neutro em termos de Carbono.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Grandes investidores já estão abrindo seus talões de cheques: a &lt;i&gt;Sapphire&lt;/i&gt; já levantou um total de US$50 milhões em capital de risco nas últimas semanas, a maior quantia já levantada por uma companhia de biotecnologia de algas, inclusive um significativo investimento do &lt;i&gt;Wellcome Trust&lt;/i&gt; da Grã-Bretanha.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Algas são vistas por muitos &lt;i&gt;experts&lt;/i&gt; como uma fonte promissora de combustível verde no futuro: variando de organismos unicelulares até grandes plantas marinhas, elas são a forma de vida vegetal mais abundante do mundo e, através da fotossíntese, elas são extremamente eficientes no uso da energia solar e do dióxido de carbono do ar para fazer materiais orgânicos tais como açúcares, proteínas e, sob as novas condições, petróleo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Yusuf Chisti da Universidade Massey na Nova Zelândia estima que as algas possam produzir quase 100.000 litros de biodiesel por ano por hectare de terra, comparados aos 6.000 litros por hectare do óleo de palmeira, atualmente o biocombustível mais produtivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O dinheiro para a &lt;i&gt;Sapphire&lt;/i&gt; começou a chegar em avalanches depois que a companhia atingiu sua mais significativa marca até agora, refinar gasolina de alta octanagem a partir de seu “green crude”. “A gasolina resultante é completamente compatível com a atual infraestrutura, o que significa que não serão necessárias quaisquer modificações nos automóveis dos consumidores”, declarou um porta-voz da &lt;i&gt;Sapphire&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma vantagem adicional é que a gasolina deles não tem contaminantes tais como enxofre, nitrogênio e benzeno, contidos no petróleo cru comum, e a companhia acredita que o custo de seus combustíveis será comparável ao dos combustíveis fósseis vendidos no mercado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Muitas companhias de biotecnologia por todo o mundo estão trabalhando no uso de algas para produzir etanol ou biodiesel que possa substituir os tradicionais combustíveis usados nos transportes, enquanto se evita os problemas causados pelos biocombustíveis tirados da agricultura, tais como a diminuição da área para o plantio de alimentos. Um porta-voz da &lt;i&gt;Sapphire&lt;/i&gt; declarou que, com o uso de algas, não existiria a necessidade de usar o valioso terreno agricultável para o crescimento do insumo básico. “De fato, o processo utiliza área não arável e água não-potável, e produz de 10 a 100 vezes mais energia por hectare do que os biocombustíveis agrícolas”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O que diferencia a &lt;i&gt;Sapphire&lt;/i&gt; de outras companhias que pesquisam algas, é que ela não almeja produzir biocombustíveis normais, tais como etanol ou biodiesel. Em lugar disto, eles se inspiram na maneira como o petróleo  cru foi criado em primeiro lugar, milhões de anos atrás.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Naquela época, quando as algas eram responsáveis pela criação de hidrocarbonetos de cadeias longas, tais como o diesel e as frações mais pesadas, a biomassa simplesmente ficou enterrada e foi comprimida na forma de petróleo cru”, diz Steven Skill, um pesquisador sobre o emprego de algas na fabricação de substâncias químicas orgânicas no &lt;i&gt;Plymouth Marine Laboratory&lt;/i&gt; e que está familiarizado com o trabalho da &lt;i&gt;Sapphire&lt;/i&gt;. “Algas sintetizam esses hidrocarbonetos de cadeias longas dentro das células”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;i&gt;Sapphire&lt;/i&gt; não revela detalhes dos tipos de algas que está empregando, porém Skill acha que ela provavelmente está usando cianobactérias geneticamente modificadas, que costumam ser chamadas de algas azuis. Esses organismos podem crescer rapidamente (algumas eflorescências podem dobrar sua massa em apenas uma hora), funcionar em altas temperaturas e algumas cepas podem até fixar o nitrogênio do ar para criar seus próprios fertilizantes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“A &lt;i&gt;Sapphire&lt;/i&gt; declara que pode desenvolver o que ela quiser na cepa de algas com a qual está trabalhando agora”, declara Skill. O novo passo, diz ele, depende do desenvolvimento dos sistemas de engenharia e cultivo, para fazer as algas crescerem em escala economicamente viável.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;Produção Comercial&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;John Loughhead, diretor executivo do Centro de Pesquisa de Energia da Grã-Bretanha declarou que a pesquisa com algas é uma parte crucial do trabalho no desenvolvimento de fontes de energia verdes no futuro. “Eu diria que é uma idéia muito sensata, mas a questão é: eles são capazes de fazer qualquer coisa prática de maneira eficiente? A questão chave é com qual eficiência esse processo funciona”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ele aduziu: “Eles também têm o principal problema quando se lida com as fontes renováveis clássicas: o fato de que você está lidando com a fonte básica de energia, o Sol, que é bastante difusa, de forma que o máximo que se obtém é em torno de 0,5 KW por metro quadrado. Serão necessárias grandes, vastas áreas de cultivo”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Algas podem ser facilmente cultivadas em cisternas abertas, mas isto resultaria em eflorescências de densidade muito baixa e, portanto, uma maneira ineficiente para produzir grandes quantidades de combustível. Skill declarou que a &lt;i&gt;Sapphire&lt;/i&gt; precisa melhorias na tecnologia chamada foto-bio-reatores para cobrir a distância até a produção em escala comercial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foto-bio-reatores são vasos fechados que fornecem muita luz e condições cuidadosamente ajustadas para o crescimento intensivo de microorganismos. Várias equipes, por todo o mundo, estão testando projetos para cultivar algas, mas, até agora, nenhuma conseguiu um resultado comercializável.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Igualmente crucial para tornar o “green crude” comercialmente viável é o uso dos resíduos de produção além do petróleo extraído das algas. “Provavelmente se pode transformar 40% do peso das algas em petróleo e se fica com 60% de outras substâncias, e aí há muitos componentes valiosos em termos de substâncias químicas alimentícias”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esses ingredientes extra, que incluem gorduras, açúcares e proteínas, podem ser usados para rações animais ou mesmo como substitutos para outros produtos derivados de petróleo, usados em tudo, desde cosméticos, até plásticos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;i&gt;Sapphire&lt;/i&gt; declarou que espera entrar em produção comercial de “green crude” dentro de três a cinco anos. Geoffrey Love, encarregado do capital de risco no &lt;i&gt;Wellcome Trust&lt;/i&gt;, declarou que o investimento foi feito com isto em mente. “Já existia uma forte equipe de ciências e gerenciamento”,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Eles já estabeleceram marcas de progresso ao provar que podem fazer não apenas biodiesel, o que muitas outras companhias por aí podem fazer, mas (também) o próprio petróleo cru”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ele acrescentou que o Fundo Caritativo Biomédico realizou suas próprias diligências científicas, antes de fazer o investimento, e que o apoio de outro grupo de invetimento, como o qual o &lt;i&gt;Trust&lt;/i&gt; já trabalhou freqüentemente, o &lt;i&gt;Arch Ventures&lt;/i&gt;, ajudou em sua própria decisão.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Doug Parr, cientista chefe do Greenpeace-UK, declarou: “Nós precisamos encontrar urgentemente maneiras de mandar a economia baseada em combustíveis fósseis para a história. As algas são promissoras, mas para para saber exatamente o que essa tecnologia pode oferecer, nós precisaríamos de muito mais informações a nossa disposição. O requisito crucial é que o produto final possa ser fornecido em grandes quantidades e de maneira sustentável, senão estaremos saltando do fogo para a frigideira ”.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;guardian.co.uk © Guardian News and Media Limited 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, Maria Guimarães e Carlos Hotta... Eu não aguentei e traduzi... (Agradeço as correções que se fizerem necessárias)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-1417418828341746288?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/1417418828341746288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=1417418828341746288' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/1417418828341746288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/1417418828341746288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/08/petrleo-extardo-de-algas.html' title='Petróleo extraído de algas'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-3597564338171467099</id><published>2008-08-01T14:51:00.002-03:00</published><updated>2008-08-01T15:22:20.798-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Noticiário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meio Ambiente'/><title type='text'>Mais um pouquinho sobre "Bad Science Blogging"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uma reportagem do &lt;i&gt;The Guardian&lt;/i&gt; de hoje, 1 de agosto, fala da &lt;a href="http://www.guardian.co.uk/environment/2008/aug/01/food.famine"&gt;fome na Etiópia&lt;/a&gt;. Lá está acontecendo o nosso velho conhecido fenômeno da "seca verde": as chuvas chegaram tarde demais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dado particularmente sinistro é:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O &lt;i&gt;World Food Programme (WFP)&lt;/i&gt; calculou que o preço do milho, na Etiópia, aumentou 100% e o trigo, 40% desde o fim do ano passado, e os preços tendem a subir mais ainda.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junte isto com a constatação nos Editoriais do &lt;i&gt;New York Times&lt;/i&gt;, também de hoje, sob o título &lt;a href="http://www.nytimes.com/2008/08/01/opinion/01hanson.html?em"&gt;"Colheitando dinheiro em um Mundo Faminto&lt;/a&gt;, de que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Mais de um quinto da safra americana de milho está, agora, destinada ao etanol. Para encurtar a história: a era da comida barata, tal como a era da gasolina barata, pode estar quase no fim.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, aí, você percebe todo o cinismo arrogante por trás da afirmativa: "pode deixar o ar condicionado ligado..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que pode! Seu "rastro de carbono" não aumenta grande coisa... e se meia dúzia de etíopes morrem de fome para encher o tanque de sua SUV, melhor ainda: menos impostos para o governo americano para financiar a alimentação dessa "gentalha"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esta pústula do Tierney ainda posa como "jornalista de ciências"... E o pior: tem gente que vai ler essas "pérolas" e vai acreditar... Afinal, "deu no New York Times"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-3597564338171467099?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/3597564338171467099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=3597564338171467099' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/3597564338171467099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/3597564338171467099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/08/mais-um-pouquinho-sobre-bad-science.html' title='Mais um pouquinho sobre &quot;Bad Science Blogging&quot;'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-2319141053428746552</id><published>2008-08-01T13:12:00.002-03:00</published><updated>2008-08-01T15:22:20.799-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Noticiário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meio Ambiente'/><title type='text'>Mas, hem?...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Notícia da BBC-Brasil: &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/08/080801_japaopescaatum_np.shtml"&gt;Pescadores japoneses fazem campanha para proteger os atuns&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bem!... (Mas como é que ficam mesmo as baleias e os tubarões?...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;            &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-2319141053428746552?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/2319141053428746552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=2319141053428746552' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/2319141053428746552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/2319141053428746552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/08/mas-hem.html' title='Mas, hem?...'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-6505530551857970623</id><published>2008-07-31T15:27:00.008-03:00</published><updated>2008-08-01T15:22:20.800-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Noticiário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meio Ambiente'/><title type='text'>O que a EPA REALMENTE DIZ!...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://web.archive.org/web/20060426235724/http://www.epa.gov/region1/communities/shopbags.html"&gt;Questões Acerca de Sua Comunidade: Sacos para compras: Papel, Plástico, ou...?&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Você sabia que sacolas plásticas para compras consumem, em sua fabricação 40% a menos de energia e geram 80% menos lixo sólido do que sacolas de papel?  Você sabia que as sacolas de plástico podem levar 1.000 anos para se decompor, enquanto que as sacolas de papel levam cerca de um mês? O debate acerca do que é melhor para o meio ambiente, sacolas de papel ou de plástico, tem uma longa história e é freqüentemente reaceso cada vez que vamos a um mercado e ouvimos a pergunta familiar [nota do tradutor: "familiar" para os americanos, talvez...]: Papel ou plástico? Muitos de nós não conseguimos resolver esta questão, mas existe uma alternativa — leia abaixo:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Parece haver prós e contras em ambos os lados do debate. Para as sacolas de papel, o ciclo de vida consiste dos seguintes estágios: corte da madeira, transformação em polpa, daí em papel, manufatura da sacola, uso do produto e tratamento do lixo. Para as sacolas plásticas (de Polietileno), os passos são: extração do petróleo ou gás natural, manufatura do etileno, polimerização do etileno, manufatura da sacola, uso do produto e tratamento do lixo. Em todos esses passos, há um gasto de energia e geração de lixo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Alguns outros fatos acerca desses dois produtos podem nos auxiliar a responder a esta questão antiga:&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;p&gt;As sacolas plásticas foram introduzidas em 1977 e, atualmente, são quatro em cada cinco das sacolas usadas nos mercados [nota do tradutor: lá nos EUA].&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p&gt;Sacolas de papel geram 70% mais poluentes do ar e 50 vezes mais poluentes de água do que as sacolas de plástico.&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p&gt;Sacolas de papel são feitas a partir de madeira (árvores) que são um recurso renovável. A maior parte das sacolas de plástico é feita de polietileno, que é feito de petróleo crú e gás natural, recursos não renováveis.&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p&gt;2000 sacolas de plástico pesam 30 libras, 2000 sacolas de plástico pesam 280 libras. As primeiras ocupam um espaço bem maior nos aterros sanitários.&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p&gt;É necessário 91% menos energia para reciclar uma libra de plástico do que uma libra de papel. Gasta-se quatro vezes mais energia para manufaturar uma sacola de papel do que uma sacola de plástico. A energia (em BTUs): Sacolas plásticas: 594 BTU; Sacolas de papel: 2511 BTU.&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p&gt; Papel é aceito na maior parte dos programas de reciclagem, enquanto que a taxa de reciclagem de plésticos é muito baixa. Pesquisas feitas em 2000 mostram que 20% dos sacos de papel eram reciclados, enquanto que apenas 1% das sacolas de plástico eram recicladas.&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p&gt;Pesquisas correntes mostram que o papel, nos atuais aterros sanitários, não se decompõe ou dissolve de maneira muito mais rápida do que o plástico. Na verdade, nada se decompõe totalmente nos atuais aterros sanitários, devido à falta de água, luz, oxigênio e outros elementos importantes necessários para o processo de decomposição se completar.&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p&gt; A incineração pode diminuir a quantidade de sacolas de papel e plástico. Entretanto, a incineração causa poluição do ar e cria cinzas que têm que ser jogadas em aterros sanitários.&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Então, qual é a melhor solução: papel ou plástico? &lt;b&gt;NENHUM DOS DOIS!&lt;/b&gt; Procure adquirir sacolas reutilizáveis ou reutilizar suas sacolas de papel ou plástico no mercado.                 Reutilizar uma sacola, por uma vez só que seja, tem um grande impacto. Uma sacola resistente, reutilizável, que possa ser usada até 11 vezes, terá um impacto ambiental menor do que 11 sacolas de plásticos descartável. &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;p&gt;Somente na Cidade de Nova York, menos uma sacola de compras por pessoa por ano, reduziria cinco milhões de libras de lixo e reduziria os custos em US$250.000 em tratamento de lixo.&lt;/p&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p&gt;Quando uma tonelada de sacolas de papel é reutilizada ou reciclada, se economiza três metros cúbicos de espaço em aterro sanitário e se salva a vida de 13 a 17 árvores!                    Em 1997, 955.000 toneladas de sacolas de papel foram usadas nos Estados Unidos. &lt;/p&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p&gt;Quando uma tonelada de sacolas de plástico é reutilizada ou reciclada, a energia equivalente a 11 barrís de petróleo é economizada.&lt;/p&gt;               &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Muitos mercados [nota do tradutor: nos EUA...] vendem, agora, resistentes bolsas de pano para compras. Alguns desses mercados até dão descontos (por exemplo, cinco cents por sacola) se você trouxer suas própria sacola. Portanto, guarde uma pilha de sacolas reutilizáveis em sua dispensa, ou, se você costuma ir de carro ao mercado, simplesmente guarde-as na mala do carro.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;******************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Agora, comparem com o "não se preocupe" do artigo anterior e vejam se não é canalhice pura e simples afirmar que "não faz diferença"...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-6505530551857970623?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/6505530551857970623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=6505530551857970623' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/6505530551857970623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/6505530551857970623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/07/o-que-epa-realmente-diz.html' title='O que a EPA REALMENTE DIZ!...'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-5481410439996167634</id><published>2008-07-29T14:42:00.004-03:00</published><updated>2008-07-30T19:37:42.439-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Noticiário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meio Ambiente'/><title type='text'>Bad science blogging!....</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não... Eu não estou falando da coluna semanal do Ben Goldacre no &lt;i&gt;The Guardian&lt;/i&gt;... Eu estou falando das colunas do &lt;i&gt;New York Times&lt;/i&gt;, especialmente de uma pletora de asneiras publicadas por &lt;a href="http://topics.nytimes.com/top/reference/timestopics/people/t/john_tierney/index.html?inline=nyt-per"&gt;John Tierney&lt;/a&gt;, na edição de hoje (29/07) sob o título "Dez coisas para você riscar de sua lista de preocupações" (&lt;a href="http://www.nytimes.com/2008/07/29/science/29tier.html"&gt;"Ten things to Scratch From your worry list&lt;/a&gt;").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as "pérolas", eu destaco duas que são de um cinismo e uma falta de "semancol" impressionantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;2. O ar-condicionado "matador do planeta" de seu carro&lt;/b&gt;. Não importa o quanto você esteja preocupado com o seu rastro-de-carbono, você não tem que derreter de suar na rodovia para a praia. Depois de realizar testes [de consumo] a 65 mph, os "experts" da "edmunds.com" relatam que o arrasto aerodinâmico causado por dirigir com as janelas abertas cancela toda a economia de combustível que você faz, desligando seu ar-condicionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;5. As sacolas plásticas do mal&lt;/b&gt;. Acreditem na Agência de Proteção do Meio Ambiente (EPA): sacolas de papel não são melhores para o meio ambiente do que sacolas de plástico. Se mostra qualquer coisa, os indícios sobre o ciclo de vida favorecem as sacolas de plástico. Elas requerem muito menos energia - e emissões de gases de efeito-estufa - para serem manufaturadas, distribuídas e recicladas. Elas geram menos poluição do ar e das águas. E ocupam menos espaço em aterros sanitários.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Brilhante, não é?...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro problema não são os "pantagruéis-da-goela-seca", conhecidos como SUV ("Sports Utility Vehicles"), tão queridinhos dos americanos... É o ar-condicionado... Numa porcaria de veículo que faz menos de dez km/litro (e o estudo foi feito em uma média de velocidade de cerca de 100 km/h - não em um engarrafamento daqueles onde o motor funciona somente para manter o ar-condicionado ligado), fingir que o "vilão" é o ar-condicionado só pode ser mau-caratismo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, no segundo caso, para começo de conversa eu duvi-de-ó-dó dos dados da EPA. (Não seria a primeira vez que uma Agência Reguladora americana mentiria descaradamente, neste governo de mentirosos que está no poder nos EUA...). Ainda mais quando o dado se baseia no "ciclo de vida" de uma bendita sacola... O papel é uma solução porca, mas, pelo menos, é muito mais biodegradável do que o plástico. A "reciclagem" mencionada insinua que &lt;b&gt;todas&lt;/b&gt; as benditas sacolas (sejam de papel ou plástico) são recicladas... Estão querendo tampar o Sol com uma peneira furada... E o que &lt;b&gt;realmente&lt;/b&gt; quer dizer "ocupam menos lugar nos aterros sanitários"?... Eu realmente gostaria de poder analisar detalhadamente esta "pesquisa" da EPA, porque simplesmente não consigo acreditar em uma única palavra do que o Tierney diz que eles dizem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um canalha desses ganha muitos milhares de dólares para escrever essas sandices em um dos jornais mais prestigiosos do mundo!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta saber de quem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-5481410439996167634?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/5481410439996167634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=5481410439996167634' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/5481410439996167634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/5481410439996167634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/07/bad-science-blogging.html' title='Bad science blogging!....'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-3948181731818589625</id><published>2008-07-28T18:44:00.006-03:00</published><updated>2008-07-28T23:49:39.183-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Physics News Update'/><title type='text'>Physics News Update n° 867</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;INSIDE SCIENCE RESEARCH &amp;mdash; PHYSICS NEWS UPDATE&lt;br /&gt;O Boletim de Notícias da Física do Instituto Americano de Física, número 867, de 28 de julho de 2008 por Phillip F. Schewe, James Dawson e Martha Heil.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.aip.org/pnu"&gt;PHYSICS NEWS UPDATE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARA NOSSOS LEITORES: [O Boletim] PHYSICS NEWS UPDATE é preparado pela Divisão de Relações com a Mídia e o Governo do Instituto Americano de Física. Desde sua fundação, há 18 anos, o PNU visava fornecer aos divulgadores de ciências notícias em primeira mão de periódicos e conferências de física. O PNU acaba de juntar forças com outro serviço noticioso da AIP, o Inside Science News Service (ISNS = "Serviço de Notícias Por Dentro da Ciência"). Os relatórios do ISNS são distribuídos para jornais, para repórteres que não cobrem habitualmente a área de ciência e para jornalistas de ciências. O PNU agora se trasnformou no "Por dentro da Pesquisa Científica — Atualização das Notícias de Física", a seção de pesquisas desse serviço noticioso mais amplo da AIP. Esperamos que os leitores do PNU apreciem este esforço para manter a física no noticiário, por meio de reportagens mais adequadas a uma audiência mais ampla, um passo dado para contrabalançar a crescente escassez de repórteres de ciências e de seções de ciências nos jornais. Alguns dos itens aqui apresentados serão mais longos do que eram anteriormente e darão uma base de informações ("background") mais genérico. Nós convidamos os leitores a comentarem este desenvolvimento evolutivo no seguinte endereço: &lt;a href="mailto:insidescience@aip.org"&gt;insidescience@aip.org&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MATERIAL MAIS FORTE DO MUNDO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grafeno, uma película bidimensional feita de puro Carbono, é 200 vezes mais forte do que o aço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nova experiência na Universidade Columbia na Cidade de Nova York mediu diretamente, pela primeira vez, a resistência do Carbono bidimensional e descobriu que ele é incrivelmente forte. Películas de Carbono com apenas um átomo de espessura podem ser usadas para fabricar materiais compostos ultra-leves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo do Carbono é um exemplo da relação simbiótica entre a ciência e a engenharia. Cientistas e engenheiros vêm trabalhando em conjunto por séculos para encher este nosso mundo material com dispositivos assombrosos, de aviões a microscópios, de bombas atômicas a liquidificadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente os cientistas sondam as estruturas interiores da natureza, mais ainda ao nível microscópico, enquanto os engenheiros pegam os novos conhecimentos e os convertem em inovativos produtos sofisticados que caracterizam nossa sociedade nano-tecnológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Carbono, é claro, é um dos mais importantes elementos tanto para coisas vivas como para as inanimadas. Em suas milhares de combinações químicas ele fornece a estrutura básica para nosso corpo e todas as proteínas e processos químicos que tornam a vida possível. Carbono em sua forma pura é mais raro, mas ainda é notável. O Carbono tridimensional bruto pode aparecer na forma de Grafite que consiste de camadas fracamente ligadas de átomos de carbono (o que torna a Grafite uma excelente substância para fabricar lápis e lubrificantes), ou como diamante, uma rede mais elaboradamente ligada de Carbono que tem uma dureza inigualável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas últimas décadas, os cientistas descobriram carbonos com outras estruturas dimensionais. Por exemplo, as "buckyballs" são moléculas na forma de uma bola de futebol e contém 60 átomos. Esta molécula quase perfeitamente redonda, cujo nome oficial é "&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Buckminsterfullerenos" title="Buckminsterfullerenos"&gt;buckministerfullerene&lt;/a&gt; (hoje reduzido para "fulereno"), é, praticamente, uma forma de Carbono com zero dimensões; ou seja, lembra muito um ponto. A descoberta dessa molécula de Carbono-60 deu a três químicos o Prêmio Nobel, mas ainda não levou a qualquer aplicação prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí foram descobertos os tubos de Carbono uni-dimensionais. Esses tubos, com apenas alguns nanômetros (bilhonésimos de metro) de largura, mas com mícrons  (milhonésimos de metro) de comprimento, têm propriedades elétricas, ópticas, térmicas e mecânicas muito interessantes. Engenheiros e cientistas estão trabalhando em conjunto para transfromar os nano-tubos de Carbono em elementos úteis para micro-circuitos, tanto pelas propriedades elétricas ajustáveis dos tubos (eles podem ser condutores, tais como um metal, ou semicondutores, dependendo do modo como são fabricados), ou porque eles podem ser capazes de dissipar o calor em pontos quentes de microchips.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda mais recentemente, a uns poucos anos atrás, foram descobertas as películas de Carbono com apenas um átomo de espessura. Novamente, cientistas e engenheiros estão trabalhando em conjunto para explorar novos materiais e explorar as propriedades deste novo e maravilhoso material, que é chamado de Grafeno. Os nano-tubos de Carbono são, na verdade, apenas uma versão tubular de Grafeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta nova experiência em Columbia, o engenheiro mecânico James Hone e seus colegas Changgu Lee, Xiaoding Wei e Jeffrey W. Kysar, esticaram uma folha utra-pura e ultra-fina de Grafeno por cima de um orifício perfurado em um suporte plano de Silício. Então eles abixaram uma agulha com ponta de diamante. A agulha é parte de um sensor chamado de microscópio de força atômica (atomic force microscope, ou AFM), o  qual, enquanto passado por cima de uma amostra microscópica, ajusta sua posição para manter uma tensão constante. Os pequenos movimentos da sonda podem ser convertidos em um mapa da própria amostra. Ou o movimento da sonda pode ser usado para medir a força exercida entre a sonda e a amostra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste caso, a ponta da sonda empurra para baixo a folha de Grafeno e mede a força de reação.  (Veja na ilustração como isso se parece no nível atômico: &lt;a href="http://www.aip.org/png/2008/304.htm" target="_blank"&gt;http://www.aip.org/png/2008/&lt;wbr&gt;304.htm&lt;/a&gt;). A sonda mede a resistência do material, a força necessária para fazê-lo quebrar.(A figura mostra um gráfico das resistências de diversos materiais junto a suas densidades, ou seja, massa por volume).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Materiais orgânicos (os que contém Carbono) tais como madeira e polímeros, freqüentemente têm uma densidade pequena e uma pequena resistência. Metais têm uma resistência maior, porém materiais compostos, tais como epoxi, têm a mesma resistência, porém um peso muito menor. É por isso que eles são utilizados na lataria de veículos e em coletes à prova de balas. Neste mesmo gráfico, o Grafeno foge inteiramente aos padrões, apresentando uma densidade de nível médio, mas com uma resistência recorde. Os novos resultados foram relatados na edição da semana passada da revista &lt;i&gt;Science&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dr. Hone diz que suas novas medições servirão para reforçar as teorias formuladas pelos físicos em seus trabalhos. O resultado da corrente sinergia entre os cientistas e os engenheiros pode resultar em materiais ainda mais fortes ainda por descobrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MUNDO EM CHAMAS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo verão, centenas de incêndios florestais queimam milhões de acres (nota do tradutor: medida de área com cerca de 4.047 m² ou pouco mais que 0,4 hectares) através dos Estados Unidos. O vento de Santa Ana espalha o fogo através do Sul da Califórnia e os incêndios florestais enchem os céus do Oeste dos EUA com fumaça. A NASA virou seus olhos "high-tech" para os incêndios em um novo &lt;i&gt;website&lt;/i&gt;, colocado no ar na semana passada, chamado &lt;a href="http://www.nasa.gov/mission_pages/fires/main/index.html"&gt;&lt;i&gt;Fire and Smoke&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este site, com suas impressionantes imagens do mundo em chamas, é uma combinação interativa de imagens de satélites da NASA, aeronaves e outras ferramentas de pesquisa. As imagens são tão boas e os incêndios tão difundidos, que a Terra começa a se parecer com algo saido de uma superprodução cienmatográfica de ficção-científica sobre o fim-do-mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pode observar as plumas de fumaça dos incêndios da Califórnia se espalharem por centenas de quilômetros, ou mudar para uma imagem da NASA do Monóxido de Carbono que estes incêndios estão gerando. Há imagens de incêndios na Grécia, queimadas de biomassa na América do Sul e partículas atmosféricas dos incêndios no Alaska. Existe até um &lt;i&gt;link&lt;/i&gt; para um &lt;i&gt;site&lt;/i&gt; do Centro Espacial Goddard que mostra todos os incêndios dos anos passados em uma globo terrestre giratório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;APAGUEM AS LUZES PARA OS PÁSSAROS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pássaros, tal com os insetos, são atraídos pela luz à noite e, se eles ficarem desorientados, vão voar em círculos em torno de edifícios altos, freqüentemente acabando por se chocar com os edifícios ou caindo exaustos no chão. Este fenômeno ainda não é bem entendido pelos cientistas, porém um pesquisador no &lt;i&gt;Bell Museum&lt;/i&gt; em Minneapolis, em conjunto com o Departamento de Recursos Naturais de Minnesota, está capitaneando um programa para desligar as luzes para proteger pássaros migratórios. Os participantes dos programas que incluem proprietários, administradores e companhias donas de 32 prédios em Minneapolis, St. Paul, Bloomington e Rochester, vão diminuir as luzes dos edifícios durante as estações de migração dos pássaros no outono e na primavera. Programas similares estão sendo realizados em Toronto, New York e Chicago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acrescentar as cidades do Minnesota é importante, diz o ornitologista do &lt;i&gt;Bell Museum &lt;/i&gt; Bob Zink, porque elas estão localizadas ao longo da Rota Aérea do Rio Mississippi, uma importante rota de migração para os pássaros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de diminuir as luzes nas noites nas rotas de migração, os pesquisadores estão também tentando estabelecer por que os pássaros costumam esbarrar mais em alguns edifícios do que em outros. Em Minneapolis, 67 % das mortes de pássaros foram causadas por apenas dois dos arranha-céus da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***********&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PHYSICS NEWS UPDATE é um resumo de notícias sobre física que aparecem em convenções de física, publicações de física e outras fontes de notícias. É fornecida de graça, como um meio de disseminar informações acerca da física e dos físicos. Por isso, sinta-se à vontade para publicá-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o crédito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de Física). O boletim Physics News Update é publicado, mais ou menos, uma vez por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como divulgado no numero anterior, este boletim é traduzido por um curioso, com um domínio apenas razoável de inglês e menos ainda de física. Correções são bem-vindas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-3948181731818589625?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/3948181731818589625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=3948181731818589625' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/3948181731818589625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/3948181731818589625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/07/physics-news-update-n-867.html' title='Physics News Update n° 867'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-7824821213518680879</id><published>2008-07-27T21:52:00.002-03:00</published><updated>2008-07-27T22:31:00.077-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meio Ambiente'/><title type='text'>Pantanal e outras áreas úmidas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Quando o assunto é preservação ambiental, geralmente todos pensam imediatamente na Amazônia. E se esquecem de outra área tão ou mais importante: o Pantanal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta sexta feira, 25 de julho, encerrou-se a 8ª INTECOL, Conferência Internacional de Áreas Úmidas, realizada em Cuiabá, sob os auspícios da UFMT e do Centro de Pesquisa do Pantanal. Uma das preocupações dos 28 países participantes é o avanço das fronteiras agrícolas sobre áreas úmidas que vão desde o Pantanal aos manguezais e deltas de rios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evento mereceu destaque no EurekAlert, na notícia &lt;a href="http://www.eurekalert.org/pub_releases/2008-07/unu-ref072408.php"&gt;"Rising energy, food prices major threats to wetlands as farmers eye new areas for crops"&lt;/a&gt; ("Crescentes preços de energia e alimentos são grandes ameaças para as áreas alagadas, na medida em que os agricultores procuram novas áreas de plantio"). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta 8ª INTECOL saiu a &lt;a href="http://www.cppantanal.org.br/ver_noticia.php?codigo=128"&gt;"Carta de Cuiabá"&lt;/a&gt;, que é um documento digno de nota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que vivi por cinco anos na área do Pantanal (quando servi na Base Fluvial de Ladário, MS) conheço razoavelmente bem a região e sei o quanto ela já sofreu apenas com uma pecuária rudimentar (a atividade, assim chamada, "plantar boi"...) e a caça e pesca desregulamentadas. Na hora em que o tão decantado "agronegócio" resolver avançar sobre a região (como os americanos fizeram com os "Everglades" da Flórida), vai ser mais uma catástrofe ambiental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não dá para confiar muito em um governo (federal) que acha que uma termoelétrica a carvão não vai produzir grandes problemas ambientais (vejam &lt;a href="http://cienciaeideias.blogspot.com/2008/07/carvo-para-o-uruguai.html"&gt;esta matéria&lt;/a&gt; do Ciência e Idéias). Muito menos em tipos como o Governador Blairo Maggi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo a achar que a Isis tem razão quando diz que &lt;a href="http://xisxis.wordpress.com/2008/07/25/desenvolvimento-sustentavel-nao-existe/"&gt;Desenvolvimento sustentável não existe&lt;/a&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-7824821213518680879?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/7824821213518680879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=7824821213518680879' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/7824821213518680879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/7824821213518680879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/07/pantanal-e-outras-reas-midas.html' title='Pantanal e outras áreas úmidas'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-1920027858959438975</id><published>2008-07-17T15:11:00.005-03:00</published><updated>2008-07-17T15:44:34.319-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Improbable'/><title type='text'>Mãos à obra contra a apnéia do sono</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não sei por que até hoje eu não tinha colocado na barra lateral um dos meus sites preferidos. o "Annals of Improbable Research". Como diz o subtítulo: "feito para você ler, rir... e depois pensar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia que eu vou traduzir, me chamou a atenção porque eu sofro de apnéia  do sono e, caso a notícia estranha se prove de algum fundamento, vale bem a pena prosseguir nos estudos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://improbable.com/2008/07/16/hands-on-approach-to-male-sleep-disorders/"&gt;Abordagem tipo "mãos à obra" para os distúrbios de sono nos machos&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;small&gt;16 de julho de 2008 &lt;!-- by Stephen Drew --&gt;&lt;/small&gt;          &lt;div class="entry"&gt;      &lt;p&gt;Este relatório foi submetido a nós por um professor do MIT que exigiu anonimidade.&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.ninds.nih.gov/img/sleep-3.gif"&gt;&lt;img class="alignright size-full wp-image-4356" src="http://improbable.com/wp-content/uploads/2008/05/sleep-3.gif" alt="" width="250" height="293" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eu gostaria de relatar uma descoberta feita por minha colega do sexo feminino (aqui identificada como “F”) que trabalha comigo (”M”). Eu sou homem.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;M ronca. Suas enormes e espasmódicas ondas sonoras até mesmo pessoas em outros dormitórios. O ronco é um efeito colateral da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Apn%C3%A9ia_do_sono"&gt;apnéia do sono&lt;/a&gt;, uma disfunção caracterizada por pausas na respiração de quem dorme.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;M parava de respirar por intervalos de tempo tão grandes que F ficava disposta a chamar uma ambulância. Entre os roncos e o medo de acordar ao lado de um cadáver, F dormia muito pouco.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ela tentou chacoalhar M, o que servia apenas para acordá-lo e irritá-lo. Ela tentou  fazer cócegas em suas costelas e sovacos, mas de nada adiantou.  Os roncos e a apnéia continuavam e o sono permanecia impossível.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Então, em um momento de inspiração, ela recorreu ao "nexus" de M. Ela fez cócegas  em seus testículos. Sucesso! Seguiu-se um suave e abençoado silêncio. O ronco cessou, ou a apnéia do sono desapareceu, vez após outra e sem falhas.  F descobriu um tratamento confiável, do tipo "mãos à obra" para o tratamento dos distúrbios do sono dos machos.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;     &lt;/div&gt;        &lt;p class="postmetadata"&gt;postado por &lt;strong&gt;Stephen Drew&lt;/strong&gt; no título &lt;a href="http://improbable.com/category/arts-and-science/" title="View all posts in Arts and science" rel="category tag"&gt;Arts and science&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;******************************&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;E pensar que existem tantas senhoras que reclamam tanto dos roncos de seus maridos, como do salutar e agradável hábito de coçar o saco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-1920027858959438975?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/1920027858959438975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=1920027858959438975' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/1920027858959438975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/1920027858959438975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/07/mos-obra-contra-apnia-do-sono.html' title='Mãos à obra contra a apnéia do sono'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-488963352723400995</id><published>2008-06-30T22:58:00.008-03:00</published><updated>2008-07-02T13:18:52.120-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Variedades científicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EurekAlert'/><title type='text'>Para quebrar o marasmo:</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Para compensar um pouco a ausência do "Physics News Update", eu vou retransmitir algumas coisas curiosas que achei no EurekAlert. Os "links" são para os originais em inglês e as notícias estão bem mais resumidas.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://agnews.tamu.edu/showstory.php?id=554"&gt;&lt;br /&gt;Melancia pode ter um efeito-Viagra&lt;/a&gt;. Ingredientes nas melancias podem causar vaso-dilatação e aumentar a libido, declarou o Dr. Bihmu Patil, diretor do Centro de Aperfeiçoamento de Frutas e Legumes da Texas A&amp;amp;M em College Station. Além disso, as melancias são boas para melhorar as funções cardíacas, o sistema imune e podem auxiliar pessoas com obesidade e diabetes tipo 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.eurekalert.org/pub_releases/2008-06/amon-uol063008.php"&gt;A inusitada história de vida de um camaleão&lt;/a&gt;. Uma nova história de vida foi descoberta (por Karsten e Laza Andriamandimbiarisoa do Département de Biologie Animale, Université d'Antananarivo em Madagascar) entre as 28.300 espécies de tetrápodes conhecidas. Um camaleão do árido Sudoeste de Madagascar leva três quartos de sua vida em um ovo. Mais estranho ainda, após o choco, a sua vida é de meros 4 a 5 meses. Nenhum outro animal de 4 patas tem uma tal taxa de crescimento e uma vida tão curta.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.eurekalert.org/pub_releases/2008-06/ru-pcm063008.php"&gt;&lt;br /&gt;Físicos criam um "Átomo de Bohr" do tamanho de um milímetro&lt;/a&gt;. Perto de um século depois que o físico Niels Bohr sugeriu seu modelo planetário de átomo de hidrogênio, uma equipe de físicos liderada pela Universidade Rice, criou átomos  gigantes, de um milímetro de tamanho, que se parecem mais com o modelo de Bohr do que qualquer outro criado até agora. A pesquisa está na edição "on-line" da "Physical Review Letters". A equipe usou lasers e campos elétricos para levar átomos de Potássio a uma configuração específica com um elétron puntual "localizado" em uma órbita distante do núcleo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.eurekalert.org/pub_releases/2008-06/du-atg063008.php"&gt;&lt;br /&gt;Conseguir notas máximas em matérias científicas é mais difícil&lt;/a&gt;. Alunos que estudam matérias relacionadas com ciência e tecnologia, tais como matemática, física e química, encontram muito mais dificuldades em obter notas máximas do que outros com igual capacidade que estudam matérias tais como comunicação e psicologia, é o que prova um novo relatório da Universidade Durham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.eurekalert.org/pub_releases/2008-06/ph-maf062708.php"&gt;O mecanismo e a função do humor identificados por uma nova teoria &lt;strike&gt;evolucionária&lt;/strike&gt; evolutiva¹&lt;/a&gt;. A teoria do reconhecimento de padrões do humor é uma nova explicação &lt;strike&gt;evolucionária&lt;/strike&gt; evolutiva e cognitiva de como e por que alguém acha algo engraçado. Ela explica que o humor ocorre quando o cérebro reconhece um padrão surpreendente. Ela também identifica implicações do reconhecimento de padrões no desenvolvimento cognitivo infantil, no de outras espécies e na inteligência artificial, e propõe que o humor é uma das forças preponderantes  no desenvolvimento das capacidades peculiares de percepção e intelectuais da humanidade. (Livro: A Teoria do Reconhecimento de Padrões no Humor, Editora Pyrric House, a ser publicado em outubro do corrente ano)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.eurekalert.org/pub_releases/2008-06/afps-tpo063008.php"&gt;Os perigos do excesso de confiança&lt;/a&gt;. Superestimar as próprias habilidades pode trazer graves conseqüências. O banqueiro de investimento super-confiante pode perder milhões em um "negócio da China", ou um motorista que bebeu "uma a mais" pode insistir em chegar em casa dirigindo. A pesquisa, até hoje, sustentava essa idéia, mas dependia demais da honestidade dos participantes em dar uma idéia exata de sua própria confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, Pascal Mamassian, do CNRS e da Universidade Descartes de Paris, acredita ter encontrado um meio de driblar essa dificuldade. Ele empregou uma tarefa mecânico-visual para revelar a presença de super-confiança. Por causa da natureza objetiva da tarefa, Mamassian sugere que "a super-confiança não está limitada ao reino das crenças subjetivas, mas, ao contrário, parece refletir uma característica genérica do processo humano de tomada de decisões".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.esa.int/esaSC/SEMLX5SHKHF_index_0.html"&gt;A "Cluster" ouve os sons da Terra&lt;/a&gt;. A primeira coisa que uma raça alienígena provavelmente ouvirá da Terra são pios e assovios, parecidos com os do robo R2D2 do filme "Star Wars". Na verdade, esses são os sons que acompanham a aurora. Agora a missão "Cluster" da Agência Espacial Européia está ajudando os cientistas a entender essas emissões e, no futuro, procurar por mundos alienígenas por meio da escuta dos sons por eles produzidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¹ Atendendo à correção proposta por Maria Guimarães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-488963352723400995?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/488963352723400995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=488963352723400995' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/488963352723400995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/488963352723400995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/06/para-quebrar-o-marasmo.html' title='Para quebrar o marasmo:'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-7894920873306718767</id><published>2008-06-28T21:26:00.006-03:00</published><updated>2008-06-29T12:23:50.850-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roda de Ciência'/><title type='text'>Por que um Blog sobre ciências?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/roda1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/roda1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pegando no tema pela "ponta" que a Maria deixou, eu vou tentar prosseguir no tema "Por que um blog"? E, mais especificamente, por que um Blog sobre ciências?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu caso, a resposta à primeira pergunta é fácil: porque eu gosto de expor minhas opiniões. Claro que isso é um bocado arrogante, mas o fato é que eu gosto de ensinar e de discutir o que eu aprendo. Se não fosse para trocar conhecimentos adquiridos, de que adiantaria adquirí-los?... E qual a melhor forma de expor seus conhecimentos (ou a falta destes) do que em uma publicação que pode ser livremente acessada por pessoas dos mais variados matizes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda pergunta é que fica mais difícil de responder... Afinal, eu não sou nenhum cientista. Por que, então, eu me meto a escrever sobre ciência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que eu não escrevo sobre ciência: eu apenas me limito a traduzir artigos sobre ciência que encontro em fontes em inglês (eventualmente em francês), porque constato que a imprensa em geral, daqui e do estrangeiro, não consegue "traduzir" as informações dos relatos de novas descobertas de maneira correta e, a cada tradução de "tradução", a correção das reportagens diminui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, em meus esforços de autodidata, eu encontrei sítios como "Queremos Saber" da UFCE (link na barra lateral) onde quem sabe um pouco mais, orienta quem sabe menos, indicando fontes de pesquisa. Mas a principal dificuldade das pessoas que "querem saber" nem é tanto a falta de sítios para pesquisa: é a falta desses sítios em português claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí chegamos a outra qustão: "para quem você escreve?" Bom... Eu imagino que escrevo minhas sandices para qualquer um... Não tenho um "público-alvo" específico. Dei alguma "respeitabilidade" a este Blog traduzindo as edições do Boletim "Physics News Update", mas procuro manter o Blog com notícias sobre outros assuntos, além da física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que seria muita pretensão minha, me achar um "divulgador". Eu me enquadro mais na parte do título que diz "qui fá, non sá". Mas acredito que, ao menos, estou ajudando um pouquinho a estimular a curiosidade das pessoas e o Sitemeter me informa que, de alguma forma, eu estou sendo bem sucedido (pelo menos, eu "engano" direito...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://rodadeciencia.blogspot.com/2008/06/por-que-um-blog-sobre-cincias.html"&gt;Comentários aqui, por favor&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-7894920873306718767?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/7894920873306718767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/7894920873306718767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/06/por-que-um-blog-sobre-cincias.html' title='Por que um Blog sobre ciências?'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-6212407118048146139</id><published>2008-06-23T16:14:00.004-03:00</published><updated>2008-06-24T01:22:21.302-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pessoal'/><title type='text'>30 anos!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_inZfsZd_qg8/SF_5Gk-FHSI/AAAAAAAAACk/dSVC8eQm7JU/s1600-h/Dila+e+Jo%C3%A3o+Casamento.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_inZfsZd_qg8/SF_5Gk-FHSI/AAAAAAAAACk/dSVC8eQm7JU/s400/Dila+e+Jo%C3%A3o+Casamento.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215160784916913442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Essa foto que está aparecendo em meu "avatar" no Orkut, desde o início deste ano, completa, hoje, 30 anos... No São João de 1978, Delarimar (Dila) e eu estávamos nos casando, na Capela de Santa Inês, na Gávea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela cursava o 2° período de Pedagogia e trabalhava como secretária em uma firma de engenharia. Eu, recém-promovido a Capitão-Tenente, comandava a Companhia de Caminhões da Divisão Anfíbia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal sabíamos que, nesse ano, a inflação ia. pela primeira vez, chegar à casa dos três dígitos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tínhamos passado o dia anterior todo dando os últimos retoques no apartamento da Rua Senador Euzébio, Flamengo, onde iríamos morar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas horas depois, estaríamos subindo para Nova Friburgo, onde um frio de rachar "melou" a Lua de Mel...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caramba!... Lá se foram 30 anos!... Mais tempo do que a idade do noivo, nessa foto. E eu continuo apaixonado por essa mesma baixinha!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[sem comentários, por favor]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-6212407118048146139?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/6212407118048146139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/6212407118048146139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/06/30-anos.html' title='30 anos!'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_inZfsZd_qg8/SF_5Gk-FHSI/AAAAAAAAACk/dSVC8eQm7JU/s72-c/Dila+e+Jo%C3%A3o+Casamento.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-4095058447341887605</id><published>2008-06-04T15:28:00.002-03:00</published><updated>2008-06-04T16:22:31.213-03:00</updated><title type='text'>Physics News Update n° 866</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Boletim de Notícias da Física do Instituto Americano de Física, número 866, de 4 de junho de 2008 por Phillip F. Schewe e Jason  S. Bardi.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.aip.org/pnu"&gt;PHYSICS NEWS UPDATE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOBRE GELO MUITO FINO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez os cientistas obtiveram imagens de gelo com apenas poucos nanômetros de espessura, no ato de formar gelo "bruto" na mais fria das temperaturas. As novas imagens que mostram folhas de gelo cerca de 50.000 vezes mais finas do que um fio de cabelo humano, acrescentam ao nosso conhecimento sobre a água, esta notável substância molecular que é comum na Terra e encontrada em quantidades significativas em outros lugares do Sistema Solar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós pensamos usualmente em gelo como formado por pequenos cristais hexagonais. A simetria sêxtupla dos clássicos flocos de neve vem da maneira com que as moléculas de água se agrupam. Mas, em temperaturas muito baixas, próximas do zero absoluto — o mais frio estado concebível para a matéria — as moléculas de água não se comportam da mesma maneira como o fazem em temperaturas mais quentes. Tal como pessoas que acordam de um sono profundo, as moléculas d'água neste ambiente gelado não conseguem se mexer muito bem. Se você as vaporizar sobre uma superfície de platina, elas tendem a ficar onde caírem. Se você continuar a adicionar água, as moléculas formam um sólido chamado gelo amorfo, com todas as moléculas se juntando onde puderem. Por causa do frio extremo, as moléculas não têm energia suficiente para se alinharem em uma estrutura cristalina. Aumente um pouco a temperatura, logo acima dos 120 K, e as moléculas, agora, vão ter uma oportunidade para se arrastar o suficiente para começar a montar um cristal  adequado. Porém estes pequenos grumos ainda não estarão no formato hexagonal conhecido. Em lugar disto, as moléculas d'água formarão uma estrutura cristalina cúbica. Para formar o gelo comum, com uma estrutura hexagonal, é necessário um pouco mais de calor — uns ainda congelantes 160 K.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Konrad Thürmer e Norman C. Bartelt, dois cientistas do Sandia National Laboratory em Livermore, Califórnia, estavam interessados em explorar a formação inicial do gelo, como parte de sua pesquisa sobre os estágios iniciais da criação de películas de cristal. O dispositivo que eles usaram para capturar as imagens foi um microscópio de escaneamento por tunelamento (scanning tunneling microscope = STM), cuja ponta é passada perpendicularmente à face da película de gelo, para formar uma imagem do gelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As imagens mostram cristalitos de gelo muito menores do que os anteriormente vistos (ver imagens &lt;a href="http://www.aip.org/png/2008/303.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Tentativas anteriores para imagear películas de gelo muito finas falharam porque é difícil conduzir eletricidade através do gelo. Mas, desta vez, os cientistas conseguiram que apenas o suficiente de eletricidade fluísse através do intervalo entre a ponta e a amostra — em parte elevando a voltagem e em parte por criar um "caminho das pedrinhas" para que a eletricidade fluísse através do gelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que encontraram eles? Quando a película de gelo estava realmente fina, com cerca de 1 nm de espessura média, as moléculas formavam pequenas ilhas de gelo. Quando a espessura chegava a 4 ou 5 nanômetros, o gelo começava a se juntar em pedaços maiores interligados. Eles acreditam que, quando um pequeno cristalito que está adicionando moléculas em uma inclinação para baixo, encontra outro cristalito com uma inclinação para cima, as duas estruturas começam a girar, uma em torno da outra. Isto explica a aparência de "saca-rolhas" da colcha de retalhos de películas de cristal em processo de junção. (&lt;i&gt;Physical Review B&lt;/i&gt;, maio de 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SUPERCONDUTIVIDADE EM DIAMANTE SUPER DURO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um estudo calcula que o diamante "dopado" com Boro (BC5) deve ser supercondutor até temperaturas de 45 K, as quais, caso confirmadas em experiências, tornariam essa classe de material a de mais alto grau com a mais alta temperatura de transição em estado supercondutor, mediado pela passagem de fonons. (Calandra and Maui, &lt;i&gt;Physical Review Letters&lt;/i&gt;, artigo em publicação)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORREÇÃO. No Boletim nº 865, foi dito que o núcleo do Neônio-20 se transformava em Neônio-18 pela emissão de dois prótons. Leia-se "pela emissão de dois nêutrons".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PHYSICS NEWS UPDATE é um resumo de notícias sobre física que aparecem em convenções de física, publicações de física e outras fontes de notícias. É fornecida de graça, como um meio de disseminar informações acerca da física e dos físicos. Por isso, sinta-se à vontade para publicá-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o crédito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de Física). O boletim Physics News Update é publicado, mais ou menos, uma vez por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como divulgado no numero anterior, este boletim é traduzido por um curioso, com um domínio apenas razoável de inglês e menos ainda de física. Correções são bem-vindas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-4095058447341887605?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/4095058447341887605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=4095058447341887605' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/4095058447341887605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/4095058447341887605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/06/physics-news-update-n-866.html' title='Physics News Update n° 866'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-175646992654077928</id><published>2008-05-28T17:56:00.007-03:00</published><updated>2008-06-04T15:31:13.761-03:00</updated><title type='text'>Physics News Update n° 865</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Boletim de Notícias da Física do Instituto Americano de Física, número 865, de 28 de maio de 2008 por Phillip F. Schewe e Jason  S. Bardi.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.aip.org/pnu"&gt;PHYSICS NEWS UPDATE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EXPLOSÃO DE ESTRELA FLAGRADA EM FITA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chame de coincidência fantástica. No início deste ano, um grupo de astrônomos, liderados por Alicia Soderberg da Universidade de Princeton, estavam usando o satélite Swift da NASA para observar uma nova supernova — uma dessas explosões espetaculares que marcam o fim da vida de uma estrela de grande massa. Esta supernova estava em uma galáxia a uns 100 milhões de anos luz de distância. Ela era relativamente pouco notável, admite Soderberg. Então, algo extraordinário aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 9 de janeiro, no que alguns astrônomos estão chamando de um golpe de notável boa sorte, outra estrela em seu campo de visada se tornou uma supernova.  "Nós realmente observamos a estrela explodir", diz Soderberg, que estava dando uma palestra para seus colegas cientistas em Michigan, quando o chamado acerca da supernova chegou de seus colegas de pesquisa.  Isto causou uma semana de tumulto, com os astrônomos ao longo do globo correndo para apontar seus telescópios para a supernova e confirmar e estudar mais acuradamente o fenômeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os astrônomos nunca tinham visto antes uma estrela nos primeiros momentos de sua explosiva morte. Usualmente os astrônomos perdem os primeiros clarões de uma supernova porque a explosão só é visível para detectores de raios-X em órbita, em plataformas como o Swift.  Na edição de 22 de maio de 2008 da &lt;i&gt;Nature&lt;/i&gt;, Soderberg e seus colegas descrevem como o jato inicial da supernova durou uns poucos minutos e se apagou. Sua potência era notável. Em 10 minutos, a estrela que explodia expeliu a mesma quantidade de energia que o Sol irradia em 82.000 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Foi algo de um incrível &lt;a href="http://pt.wiktionary.org/wiki/serendipismo"&gt;serendipismo&lt;/a&gt;", diz o professor de astrofísica de Harvard, John Grindlay, um "expert" em supernovas que não estava envolvido na pesquisa. "Isto quase que certamente nos dá uma nova maneira de detectar supernovas". Embora os astrônomos saibam das supernovas há centenas de anos, o evento é raro, visto cerca de apenas uma vez a cada século em qualquer dada galáxia. Elas só são visíveis ao olho do telescópio comum umas poucas semanas depois do jato inicial, quando a supernova começa a brilhar intensamente — algumas vezes se tornando o objeto mais brilhante no céu do anoitecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As supernovas são eventos notáveis não só por causa dessas demonstrações de potência, mas porque elas são o ápice de um processo natural de renovação das estrelas — um tipo de compostagem cosmológica. Como disse em 1967 o famomso físico Hans Bethe, ao receber seu Prêmio Nobel: "As estrelas têm um ciclo de vida muito parecido com os animais. Elas nascem, crescem, passam por um desenvolvimento interno e, finalmente, morrem, para devolver o material de que são feitas, de forma a que novas estrelas possam nascer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que causa uma supernova é que o núcleo da estrela colapsa em um orbe pequenino e incrivelmente denso. Mas o resto da matéria da estrela colapsa também e, quando a matéria das camadas externas da estrela cai sobre o núcleo denso, ela quica para fora. Isto forma uma onda de choque que corre para a borda da estrela e irrompe, criando enormes jatos de raios-X, tais como o que Soderberg e seus colegas capturaram em fita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A explosão também cria os elementos pesados e espalha esses elementos através do espaço. Os elementos pesados no universo, inclusive os da Terra, tiveram origem há muito tempo em explosões de supernovas. Parte desta matéria é radiativa e seu decaimento ao longo do tempo cria a imagem brilhante visível que associamos com supernovas. A descoberta acidental da supernova em janeiro é significativa, afirma Soderberg, porque demonstra que as primeiras luzes de estrelas em explosão são estes jatos de raios-X. Eles são como faróis de advertência que anunciam a exibição algumas vezes luminosa que se segue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telescópios maiores e melhores, propostos para o futuro, serão capazes de varrer os céus de detectar esses jorros de raios-X, rotineiramente, em todas as galáxias próximas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grindlay, o astrônomo de Harvard, é o principal investigador em uma proposta missão da NASA, chamada EXIST, que varrerá todo o céu a cada poucas horas e procurará por Buracos Negros próximos e distantes jorros de raios Gama. Caso construído, o telescópio será capaz de detectar muitas supernovas em seus primeiros momentos explosivos — talvez uma centena por ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UMA NOVA FORMA DE RADIOATIVIDADE ARTIFICIAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrutura básica da matéria já é conhecida por quase um século, no entanto os cientistas continuam a aprender coisas novas, persistentemente cutucando e rasgando os átomos. Um átomo consiste de uma parte relativamente pesada no centro, o núcleo, e uma parte mais leve, uma nuvem de elétrons que orbita o núcleo. A parte com os elétrons é quem determina todas as propriedades químicas, elétricas e ópticas importantes do átomo, mas o núcleo é importante também. Ele contém a maior parte da massa e da energia do átomo, e as reações entre os núcleos são as responsáveis pela energia do Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A natureza tem seus truques. Normalmente os átomos de Hidrogênio têm um núcleo com um solitário próton, mas, às vezes, esse núcleo pode ter um nêutron adicional. Essa versão, ou isótopo, é chamada H-2, uma vez que contém duas unidades nucleares. Uma outra versão do Hidrogênio, H-3, contém um núcleo que consiste de um próton e dois nêutrons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, a principal forma de Hélio, He-4, tem quatro partículas nucleares, mas também pode "se virar" com somente 3: o isótopo He-3 consiste de dois prótons e um nêutron. Todos os outros elementos também têm numerosos isótopos, alguns dos quais são estáveis, o que significa que podem persistir por milhões de anos, e alguns são instáveis, o que significa que eles se quebram após um certo período típico, chamado de meia-vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A radioatividade é o processo pelo qual os núcleos instáveis se transformam em núcleos mais estáveis. O termo “Radio” não se refere ao tipo de ondas de rádio que recebemos de uma estação, mas aos dejetos — tanto na forma de partículas como de ondas eletromagnéticas — irradiados pelo núcleo-mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Historicamente, as principais formas de radioatividade foram identificadas como raios alfa, beta e gama (as três primeiras letras do alfabeto grego). Um raio alfa ou partícula alfa é ninguém menos do que um núcleo de He-4. Raios beta, sabe-se agora, são elétrons. E raios gama são, na verdade, apenas ondas de alta energia, mais potentes ainda do que os raios-X.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo tipo de radioatividade, descoberto em uma experiência realizada recentemente no Istituto Nazionale di Fisica Nucleare, um laboratório nuclear da Itália, consiste de fragmentos nucleares compostos de dois prótons. Pode-se pensar nisto como um novo isótopo de Hélio.  He-2, como seria chamado, é altamente instável e logo se dissocia. Fazer a nova e inesperada espécie nuclear requereu alguma engenhosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, um feixe de íons de Neônio-20 foi colidido com uma folha de Berílio. Nessa colisão, alguns dos núcleos sofreram um pequeno assalto: ao perderem dois prótons¹, eles terminaram como núcleos de Neônio-18.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir, os mesmos núcleos voadores encontravam uma folha de Chumbo. Esta segunda colisão tinha o efeito de excitar os núcleos de Ne-18 a uma condição altamente instável. O remédio para essa instabilidade do núcleo de Ne-18 era soltar um fragmento. Existem várias maneiras de fazer isso. Entre as opções para o decaimento, como descobriram os físicos italianos, estava uma forma rara, nunca antes demonstrada, na qual os núcleos de Ne-18 se transformaram em núcleos de Oxigênio-16, mais o fragmento de He-2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com um dos pesquisadores, Giovanni Raciti, do laboratório LNS-INFN, o modo de decaimento em dois prótons foi previsto há cerca de 50 anos. Poucas experiências foram realizadas, antes que a atual mostrasse resultados sem ambigüidade: dois prótons emergiam do decaimento, mas não se podia afirmar se os prótons tinham sido emitidos pelo Ne-18 um de cada vez, ou ao mesmo tempo, em um único "pacote". A nova experiência mostra que dois prótons saem juntos da ruptura na forma de um aglomerado de He-2 (ver figura &lt;a href="http://www.aip.org/png/2008/302.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;). A nova forma de Hélio não presta para nada prático, uma vez que não sobrevive além de um bilionésimo de segundo.  Raciti acredita, entretanto, que a observação desse isótopo esguio de Hélio nos ajudará a compreender como é instável um núcleo onde o número de prótons excede o de nêutrons e, ao contrário, como os núcleos pesados — os núcleos dos átomos mais pesados aqui na Terra — são construídos no interior das estrelas. (&lt;i&gt;Physical Review Letters&lt;/i&gt;, 16 de maio de 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¹ Vide correção publicada no Boletim nº 866.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PHYSICS NEWS UPDATE é um resumo de notícias sobre física que aparecem em convenções de física, publicações de física e outras fontes de notícias. É fornecida de graça, como um meio de disseminar informações acerca da física e dos físicos. Por isso, sinta-se à vontade para publicá-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o crédito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de Física). O boletim Physics News Update é publicado, mais ou menos, uma vez por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como divulgado no numero anterior, este boletim é traduzido por um curioso, com um domínio apenas razoável de inglês e menos ainda de física. Correções são bem-vindas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-175646992654077928?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/175646992654077928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=175646992654077928' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/175646992654077928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/175646992654077928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/05/physics-news-update-n-865.html' title='Physics News Update n° 865'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-8651771204716351898</id><published>2008-05-19T15:58:00.006-03:00</published><updated>2008-05-19T17:16:12.174-03:00</updated><title type='text'>Physics News Update n° 864</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Boletim de Notícias da Física do Instituto Americano de Física, número 864, de 19 de maio de 2008 por Phillip F. Schewe e Jason  S. Bardi.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.aip.org/pnu"&gt;PHYSICS NEWS UPDATE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KETCHUP DE XENÔNIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usando dados recuperados de um disco rígido danificado de um computador que estava a bordo do desafortunado Ônibus Espacial Columbia em 2003, os cientistas aprenderam mais sobre porque o ato de agitar um material pode transformar esse material, rapidamente, em algo diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos melhores exemplos deste fenômeno é o ketchup comum. Sacuda a garrafa e a pasta semi-sólida se transforma em um líquido viscoso. Os cientistas de alimentos realizam a agitação de maneira controlada, botando o ketchup ( e outros alimentos industrializados) em um reômetro (do grego "reo", que significa "fluxo") para ver como sua viscosidade ― o termo científico para "pegajosidade" ― diminui quando agitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robert Berg e seus colegas do National Institute of Standards and Technology (NIST) de Gaithersburg, MD., queriam fazer mais do que medir a viscosidade. Eles  queriam saber por que as mudanças acontecem através da "diluição sob tensão" ("shear thinning"), um fenômeno no qual uma força que corta através das fracas ligações entre os átomos ou moléculas, pode ser aumentada pela agitação.   Compreender a diluição sob tensão é uma coisa importante para o mundo industrial de alimentos industrializados, polímeros e tintas. Por exemplo, a viscosidade do óleo lubrificante de um motor pode ser degradada pelo movimento das peças do motor, e a aplicação de tinta a uma superfície pode ser fácil ou difícil dependendo do modo como o pincel é aplicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para melhor entender a relação microscópica entre viscosidade e diluição sob tensão, os cientistas do NIST lançaram suas vistas sobre como a diluição ocorre em um fluido não usual ― o gás nobre Xenônio. O truque é que o próprio peso do Xenônio  ― pequeno com é ― ainda pode comprimir suficientemente uma amostra do gás de forma a permitir as delicadas medições necessárias. Para realizar um estudo adequado, a experiência precisava de um ambiente de  "gravidade zero". Por isso, lá foi ele para o espaço com a Columbia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a missão da Columbia terminou quando as pastilhas de isolamento no bordo de ataque da asa esquerda, danificadas durante o lançamento, falharam na reentrada. A nave inflamou e se desintegrou, matando os sete astronautas a bordo. Parte dos dados com a experiência com o Xenônio tinham sido transmitidos para a Terra, antes da destruição da nave, mas o resto estava travado no disco rígido que se espatifou no chão, junto com a Columbia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sorte, a equipe de recuperação da NASA descobriu o disco rígido entre os destroços que se espalharam por centenas de milhas ao longo do Texas e  da  Louisiana. Os dados no disco foram recuperados por uma firma especializada em recuperar informações de discos rígidos danificados, como acontece todos os dias aqui na Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os contêineres nos quais a própria experiência tinha sido realizada, também foram achados (veja as figuras &lt;a href="http://www.aip.org/png/2008/301.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt; ). Eles estavam no meio de uma série de conchas de aparelhagens, das quais somente as mais de fora foram destruídas. A célula contendo os átomos de Xenônio, entretanto, estava intacta.  Nenhum dos átomos tinha escapado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Xenônio é um desses átomos que não gosta de se associar ou reagir com outros átomos. Os pesquisadores montaram a experiência na Columbia para ver como o Xenônio se comporta quando, sob condições exatas de temperatura e pressão, ele existe a meio caminho entre dois estados fluidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que ter o trabalho de colocar átomos de Xenônio sob as exatas condições certas de pressão? O Xenônio é um gás, enquanto que o ketchup e a maioria dos fluidos interessantes consiste de líquidos e pastas. A resposta é que o processo de diluição sob tensão se torna possível até para fluidos simples como o Xenônio pressurizado no ponto crítico especial. O que se aprender com o fluido simples, também se aplica ao ketchup.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto esteve a bordo da Columbia, em órbita, o Xenônio foi suavemente mexido por uma rede fina, uma espécie de pequenina raquete de tênis. A experiência foi um sucesso. Mexer mais fortemente fez diminuir a viscosidade, confirmando uma teoria de décadas atrás acerca da correlação entre a diluição sob tensão e o ato de mexer.  (Os resultados foram publicados na edição de abril de 2008 da &lt;i&gt;Physical Review&lt;/i&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PHYSICS NEWS UPDATE é um resumo de notícias sobre física que aparecem em convenções de física, publicações de física e outras fontes de notícias. É fornecida de graça, como um meio de disseminar informações acerca da física e dos físicos. Por isso, sinta-se à vontade para publicá-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o crédito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de Física). O boletim Physics News Update é publicado, mais ou menos, uma vez por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como divulgado no numero anterior, este boletim é traduzido por um curioso, com um domínio apenas razoável de inglês e menos ainda de física. Correções são bem-vindas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-8651771204716351898?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/8651771204716351898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=8651771204716351898' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/8651771204716351898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/8651771204716351898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/05/physics-news-update-n-864.html' title='Physics News Update n° 864'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-4706215109157128751</id><published>2008-05-10T21:53:00.009-03:00</published><updated>2008-05-12T00:27:21.555-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia Mundial. Geopolítica'/><title type='text'>Como alimentar o mundo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;******************************&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Traduzido da matéria de capa da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Newsweek&lt;/span&gt; da semana passada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Como alimentar o mundo&lt;/b&gt;     &lt;p&gt;&lt;i&gt;Abaixo, oito líderes na luta contra a fome oferecem planos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;ação&lt;/span&gt; para a crise dos alimentos e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;idéias&lt;/span&gt; de longo prazo para erradicar a fome e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;alavancar&lt;/span&gt; a agricultura&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;NEWSWEEK&lt;/span&gt; - &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Atualizado&lt;/span&gt; em: 12:49 &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;PM&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;ET&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;May&lt;/span&gt; 10, 2008        &lt;p&gt;       &lt;strong&gt;Gordon Brown&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;       &lt;em&gt;Primeiro Ministro, Reino Unido&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Todo dia, 25.000 pessoas morrem de causas relacionadas com a fome. E, quando os gastos com comida respondem por mais da metade dos gastos de uma família pobre, as altas de preços podem ser realmente devastadoras para milhões de pessoas que vivem no limite.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Para encontrar soluções para os problemas de curto e longo prazo que essas famílias enfrentam, eu recentemente realizei um encontro de notórios &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;experts&lt;/span&gt;, cientistas, produtores de alimentos e revendedores em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Downing&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Street&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;O Reino Unido já prometeu £30 milhões em auxílio imediato para os países mais duramente atingidos pela inflação dos preços dos alimentos, bem como outros £25 milhões para aumentar rendas.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Mas o que o mundo realmente precisa é uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;ação&lt;/span&gt; totalmente coordenada e comprometida da comunidade internacional — uma resposta mundialmente abrangente para responder a esta catástrofe que se desdobra. No mês passado, o Secretário Geral &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Ban&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Ki&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;moon&lt;/span&gt; anunciou a criação de uma força-tarefa para resolver isto no mais alto nível das Nações Unidas e o Banco Mundial também prometeu seu apoio. Estes são passos importantes. E eu escrevi ao Presidente do G8, o Primeiro Ministro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Yasuo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Fukuda&lt;/span&gt; do Japão, pedindo a ele para trabalhar em conjunto com o Banco Mundial, o FMI e a ONU para produzir um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;planejamento&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Nós precisamos uma revolução &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;agricultural&lt;/span&gt; para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;alavancar&lt;/span&gt; a produção nos países mais pobres. E novas pesquisas e apoio para culturas de grande rendimento e resistência às condições climáticas, assim como uma revisão sobre os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;bio&lt;/span&gt;-combustíveis para nos auxiliar a entender seus impactos nos preços dos alimentos e no meio ambiente.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Nós precisamos assegurar um auxílio rápido do FMI e do Banco Mundial para ajudar os países que sofrem com o custo da importação de alimentos.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;E, por ocasião do G8 em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;julho&lt;/span&gt;, nós devemos chegar a um acordo de comércio que abra os mercados dos países ricos e corte subsídios, para incrementar a produção de alimentos nos países pobres.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Nós estamos próximos de um acordo, mas será necessária uma real liderança do G8, da ONU, a União &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Européia&lt;/span&gt;, o Banco Mundial e o FMI, nas semanas seguintes, para assegurar o mesmo.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;       &lt;strong&gt;Robert &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Zoellick&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;       &lt;em&gt;Presidente, Banco Mundial&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;Para mais de 2 &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;bilhões&lt;/span&gt; de pessoas, hoje, os altos preços dos alimentos são uma questão de luta, sacrifício e sobrevivência diária. Nós estimamos que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;atual&lt;/span&gt; crise de alimentos pode afundar 100 milhões de pessoas mais ainda na pobreza, Isto poderia significar sete anos perdidos em nossos esforços para vencer a pobreza mundial. Além dos números, isto significa vidas roubadas e futuros abortados.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Os doadores devem agir agora para apoiar o pedido do Programa de Alimentos para o Mundo com cerca de $755 milhões para as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;ações&lt;/span&gt; de emergência. Sem este dinheiro, alguns vão passar fome; haverão mais motins causados pela fome e instabilidade política. Para essas pessoas, o sistema internacional terá falhado.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Mas existe aqui um desafio maior: vencer a fome e a desnutrição, a causa principal da morte de 3,5 milhões de crianças a cada ano.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Ministros de mais de 150 países agora endossaram uma Nova Política (no original "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;New&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Deal&lt;/span&gt;") para a Política de Alimentos Global. Nós precisamos transformar estas palavras em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;ação&lt;/span&gt;. Uma Nova Política necessita &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;ações&lt;/span&gt; de curto, médio e longo prazos: apoio a redes de segurança tais como merenda escolar, alimentos por trabalho e programas de distribuição de dinheiro condicionais; uma produção maior de alimentos; uma melhor compreensão do impacto dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;bio&lt;/span&gt;-combustíveis e a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;ação&lt;/span&gt; na frente comercial para reduzir os subsídios, declarados ou disfarçados, que causam distorções, proibições de exportações e barreiras alfandegárias.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;De nossa parte, o Grupo do Banco Mundial está dobrando o valor dos empréstimos para agricultura na África para $800 milhões neste ano, criando um linha de crédito rápida para das apoio a países pobres e especialmente frágeis, e procurando como podemos usar o seguro para auxiliar os fazendeiros a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;gerenciar&lt;/span&gt; riscos tais como as secas. Junto com parceiros, estamos trabalhando para criar uma "revolução verde" para a África &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Sub&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Saariana&lt;/span&gt;, ajudando os países a aumentar a produtividade e tirar os pequenos produtores do ciclo de pobreza.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Esta são todas questões críticas para a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;ação&lt;/span&gt; internacional. Mas, antes de mais nada, os doadores devem agir agora para levantar cerca de $755 milhões. O mundo pode pagar por isso. Os pobres e famintos não.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;       &lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Jeffrey&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Sachs&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;       &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Diretor&lt;/span&gt; do "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Earth&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Institute&lt;/span&gt;" (Instituto da Terra), &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;Columbia&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;University&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;No cerne do desafio, está produzir mais alimentos para atender a crescente demanda mundial e assegurar que os pobres e vulneráveis tenham acesso a esses alimentos.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Em primeiro lugar, o mundo tem que, urgentemente, estabelecer um fundo especial para auxiliar os fazendeiros mais pobres do mundo, especialmente na África, a ter acesso a fertilizantes, sementes e irrigação em pequena escala. Em muitos dos lugares famintos e empobrecidos, a produção de alimentos pode ser dobrada ou triplicada em um par de safras. Todas as "revoluções verdes", tais como a da Índia nos anos 1960, começaram com auxílio especial para os agricultores empobrecidos.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Em segundo lugar, os Estados Unidos deveriam deixar de subsidiar o desvio de nosso milho para produção de etanol. Da mesma forma, a Europa deveria parar de subsidiar a mudança de plantações de alimentos para culturas de oleaginosas, tais com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;canola&lt;/span&gt;, para uso em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;bio&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;diesel&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Em terceiro lugar, os governos pelo mundo afora deveriam auxiliar seus agricultores a tornar suas colheitas mais resistentes a choques climáticos, inclusive pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;adoção&lt;/span&gt; de novas técnicas de irrigação "suplementar" em regiões que dependem das chuvas. Também deve ser promovida a criação de um seguro contra quebras nas safras.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Em quarto lugar, os orçamentos globais para pesquisas para a produção de alimentos, especialmente para as regiões tropicais e de terras áridas, deve ser aumentado. Existem grandes esperanças no desenvolvimento de variedades resistentes à seca em vários tipos de culturas.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Em quinto lugar, os países exportadores de alimentos devem evitar ou reverter as proibições de exportações de alimentos que exacerbam gravemente as crises nos países importadores de alimentos.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Em sexto lugar, a UNICEF  e o Programa Mundial de Alimentos deveriam ser apoiados de forma a poderem aumentar a alimentação básica para os extremamente pobres, refugiados, os velhos e doentes, através de programas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;emergenciais&lt;/span&gt;, programas de alimentação escolar e de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;suplementação&lt;/span&gt; alimentar.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;       &lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;Joachim&lt;/span&gt; Von Braun&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;       &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;Diretor&lt;/span&gt; Geral, Instituto de Pesquisa de Políticas Alimentares Internacional, Washington, D.C.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;Uma família em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;Bangladesh&lt;/span&gt; que tenha um gasto diário típico de $5, tipicamente gasta $3 em comida. O recente aumento nos custos de alimentos básicos —  alguns dos quais subiram 50 % — retiram $1.50 de seu poder aquisitivo. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;conseqüência&lt;/span&gt; é a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;sub&lt;/span&gt;-nutrição.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Oitocentos milhões de pessoas no mundo apresentavam um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;déficit&lt;/span&gt; em sua alimentação antes da crise. Agora, são muitos mais. Sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;reação&lt;/span&gt; é a frustração. Pessoas em mais de 30 países protestaram nas ruas.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Um programa de tripla &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;ação&lt;/span&gt; é agora necessário. A curto prazo, os governos de países em desenvolvimento devem expandir programas de transferência de renda e alimentos, e programas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;suplementação&lt;/span&gt; alimentar para a infância para as pessoas mais pobres — tanto nas áreas urbanas como rurais. Países que não têm estes programas, devem começar a implementar programas de trabalho para os pobres. Os países doadores deveriam expandir o auxílio para o desenvolvimento relacionado com alimentos.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;O mundo precisa de uma reserva de grãos para acalmar os mercados. As reformas na política de comércio internacional já passaram da hora de estabelecer um campo de jogo nivelado para os agricultores dos países em desenvolvimento. As proibições de exportações deveriam ser paradas. Elas estão ferindo outros países que dependem da importação de alimentos. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;Bio&lt;/span&gt;-combustíveis produzidos a partir de cereais distorcem o mercado mundial de alimentos. A produção de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;bio&lt;/span&gt;-combustíveis que competem com a produção de alimentos deve ser parada.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;O investimento na agricultura deve ser &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;direcionado&lt;/span&gt; para o problema da baixa disponibilidade. Os governos dos países desenvolvidos deveriam aumentar seus investimentos em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;pequisas&lt;/span&gt; que se relevante para a produtividade em pequenas propriedades. Os países em desenvolvimento deveriam  aumentar seus investimentos em infraestrutura rural e no acesso a sementes e fertilizantes para os agricultores. O montante de dinheiro necessário para esses investimentos é grande, porque esses investimentos foram negligenciados por muito tempo.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Esta é uma crise global. Ela precisa de uma resposta coordenada pelos países do G8, em conjunto com os grandes países, especialmente China, Índia e Brasil, e as Nações Unidas.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;       &lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;Muhammad&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;Yunus&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;Diretor&lt;/span&gt;-Gerente, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;Grameen&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;Bank&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;Todos os indícios mostram que a corrente crise não será temporária. A menos que sejam tomadas, imediatamente, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;ações&lt;/span&gt; firmes em escala internacional, a crise vai se aprofundar e se expandir em outras &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;direções&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;O aumento dos preços do petróleo a níveis sem precedentes, as mudanças climáticas que intensificam as secas, inundações e ciclones, a crescente popularidade dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;bio&lt;/span&gt;-combustíveis e o esgotamento das reservas globais de alimentos, todos estes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_72"&gt;fatores&lt;/span&gt; se combinaram para causar a corrente escassez de alimentos e o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_73"&gt;inflacionamento&lt;/span&gt; dos preços. Um declínio na pobreza global em países grandes como a China, Índia, Indonésia e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_74"&gt;Bangladesh&lt;/span&gt;, que perfazem quase metade da população mundial, levou a um aumento do consumo de grãos em meio a essas pessoas com melhoria de renda, o que também fez com que os preços subissem. Isto atingiu os pobres e, particularmente, as crianças pobres , muito duramente.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Um plano de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_75"&gt;ação&lt;/span&gt; global deve ser posto em prática para assegurar o abastecimento de alimentos e financiamento para os países necessitados. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_76"&gt;idéia&lt;/span&gt; da criação de um banco mundial de alimentos pode ser também explorada seriamente. O Secretário-Geral da ONU deveria liderar este esforço. Agências da ONU, tais como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_77"&gt;WFP&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_78"&gt;FAO&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_79"&gt;IFAD&lt;/span&gt; e UNICEF, bancos de desenvolvimento multilaterais, grupos de pesquisa como o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_80"&gt;CGIAR&lt;/span&gt; e companhias privadas do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_81"&gt;setor&lt;/span&gt; de produção de alimentos e grãos devem ser chamados a auxiliarem no preparo e implementação do plano. As metas comuns devem ser definidas de forma a que todos possam se mover rapidamente na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_82"&gt;direção&lt;/span&gt; correta.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Devem ser previstos financiamentos a maiores prazos para encorajar avanços tecnológicos do tipo "revolução-verde" na agricultura. Já é tempo, também, dos países ricos tomarem a frente, dando fim aos subsídios que distorcem o comércio.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;A elevação dos preços do petróleo contribuiu significativamente para o aumento do preço dos alimentos. E vai continuar a fazê-lo. Nós precisamos de uma solução para a crise que seja conectada com os preços do petróleo. A conta do petróleo para cada país está ficando cada vez maior e, com esse aumento de preços, cada vez há menos dinheiro disponível para a importação de alimentos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Dado que os preços mais altos do petróleo são uma grande parte do problema , eu proponho que cada país exportador de petróleo crie um fundo para a pobreza e agricultura, contribuindo com uma quantia fixa (digamos, $ 10) por barril de petróleo exportado. Isto seria uma pequena &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_83"&gt;fração&lt;/span&gt; dos enormes lucros obtidos com a elevação dos preços do petróleo.  Este fundo seria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_84"&gt;gerenciado&lt;/span&gt; pela nação contribuinte  e seria devotado a vencer a pobreza, ampliar a pesquisa agrícola, apoiar empreendimentos sociais e melhorias em outras áreas, tais como saúde, emprego, melhoria das condições das mulheres, água potável de qualidade, tecnologia da informação, qualidade do solo e educação.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;       &lt;strong&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_85"&gt;Josette&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_86"&gt;Sheeran&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;       &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_87"&gt;Diretora&lt;/span&gt; Executiva, Programa Mundial de Alimentos da ONU (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_88"&gt;United&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_89"&gt;Nations&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_90"&gt;World&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_91"&gt;Food&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_92"&gt;Program&lt;/span&gt;)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;A fome e a subnutrição estão avançando, impelidas pelos preços dos alimentos que sobrem agressivamente. Muitos consumidores sentem a "mordida", mas para aqueles que vivem com menos de um dólar por dia, isto significa uma catástrofe. Do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_93"&gt;Burundi&lt;/span&gt; ao Haiti e ao Afeganistão, os mais pobres dentre os pobres estão comendo bolos de lama e farinha que está azul de bolor, ou deixando de fazer refeições, algumas vezes por dias a fio. Mesmo antes desta crise, existiam mais pessoas famintas e subnutridas do que jamais houve — 850 milhões. Porém, agora, por volta de outros 100 milhões estão se juntando a suas fileiras.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_94"&gt;WFP&lt;/span&gt; é a força de linha de frente contra a fome, ajudando a proteger até 90 milhões de pessoas por ano da devastação da fome. Ele é tão eficiente quanto eficaz — nós nos orgulhamos de nosso padrão de 7% de custos administrativos. Mas, logo quando o mundo mais precisa mais de nós, nossas operações foram prejudicadas: as contribuições compram 40 % menos alimentos hoje do que há apenas 10 meses atrás. Em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_95"&gt;março&lt;/span&gt;, eu lancei um apelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_96"&gt;emergencial&lt;/span&gt; para os líderes mundiais para que cobrissem essas perdas — agora estabelecidas em $755 milhões — de forma a que pudéssemos manter as rações para os milhões de famintos que conseguimos alcançar. Nós igualmente precisamos aumentar nosso orçamento para a operação de bases de $3.5 &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_97"&gt;bilhões&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;O mundo está se movimentando largamente para ajudar os países a quebrar o ciclo da fome em suas raízes. Muitos países, tais como o Malawi, Senegal e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_98"&gt;Ghana&lt;/span&gt;, tiveram grandes vitórias contra a fome e a subnutrição. Nós somos gratos aos generosos donativos que estão chegando, mas ainda temos caminho pela frente.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Também  há urgentes chamados para ajudar milhões de pobres agricultores que estão plantando muito menos este ano porque não conseguem arcar com os custos recordes de fertilizantes e combustível. Quando o tsunami de 2004 devastou muitos milhões, o mundo deu $12 &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_99"&gt;bilhões&lt;/span&gt; em ajuda rapidamente. Eu chamei esta crise de "tsunami silencioso" que não conhece fronteiras.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Ninguém quer ser dependente: nós precisamos ajudar os famintos a se ajudarem a si próprios. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_100"&gt;WFP&lt;/span&gt; revolucionou o auxílio de alimentos, criando uma capacidade local, através de medidas como fazer 80 % de nossas aquisições de alimentos de agricultores no mundo em desenvolvimento. Nós podemos ajudar a levar alimentos àqueles que precisam deles, como fizemos recentemente em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_101"&gt;Myanmar&lt;/span&gt; — usando a rede do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_102"&gt;WFP&lt;/span&gt; de aviões, navios, helicópteros e, onde necessário, burros, camelos e elefantes. Mas também devemos tomar isto como um toque de alarme para que despertemos para agir agora para derrotar a praga da fome de uma vez e para sempre.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;       &lt;strong&gt;Jacques &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_103"&gt;Diouf&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;       &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_104"&gt;Diretor&lt;/span&gt;-geral, Organização das Nações Unidas para Alimentos e Agricultura (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_105"&gt;United&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_106"&gt;Nations&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_107"&gt;Food&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_108"&gt;and&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_109"&gt;Agriculture&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_110"&gt;Organization&lt;/span&gt;)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_111"&gt;FAO&lt;/span&gt; pediu uma reunião de cúpula dos líderes mundiais, a ser realizada em Roma, de 3 a 5 de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_112"&gt;junho&lt;/span&gt;, para encontrar soluções para esta crise. Com a maior urgência, precisamos obter sementes e fertilizantes para os países mais vulneráveis, de forma a que eles possam melhorar suas colheitas este ano. Para isso serão necessários $1,7 &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_113"&gt;bilhões&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Olhando mais à frente, precisamos reverter o quadro distorcido das políticas de comércio, ajuda e investimento que atrasaram o crescimento da agricultura em grande parte do mundo em desenvolvimento nas últimas duas décadas. A ocasião é ideal porque os altos preços finalmente tornaram &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_114"&gt;atrativo&lt;/span&gt; investir em agricultura.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Nós precisamos encarar esta emergência não somente como uma ameaça às vidas e à subsistência das pessoas, mas como uma oportunidade de começar de novo na agricultura e ajudar mais de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_115"&gt;bilhão&lt;/span&gt; de pobres agricultores a ter uma vida decente para si e suas famílias.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Isto significa fazer grandes investimentos em estrutura agrícola em países em desenvolvimento — irrigação acima de tudo, porque o controle do uso das águas é essencial. Serão também necessários mais estradas, comunicações e instalações de transporte e armazenagem, porque os agricultores jamais se beneficiarão dos altos preços se não conseguirem trazer seus produtos ao mercado.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;É igualmente necessário um esforço continuado para promover pesquisa agrícola.&lt;/p&gt;                  &lt;p&gt;Não podemos deixar passar a oportunidade que agora temos de ajudar a criar uma renascença agrícola, melhorar a vida de centenas de milhões de agricultores e de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_116"&gt;planejar&lt;/span&gt; para o futuro. Fazer isto tornaria uma nova e potencialmente mais desastrosa crise inevitável nos anos vindouros,&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Michael &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_117"&gt;Pollan&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;       &lt;em&gt;Autor de "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_118"&gt;In&lt;/span&gt; Defense &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_119"&gt;of&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_120"&gt;Food&lt;/span&gt;: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_121"&gt;An&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_122"&gt;Eater&lt;/span&gt;'s Manifesto,"("Em defesa do alimento: o manifesto de um comedor") e de "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_123"&gt;The&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_124"&gt;Omnivore&lt;/span&gt;'s &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_125"&gt;Dilemma&lt;/span&gt;" ("O dilema do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_126"&gt;onívoro&lt;/span&gt;"); "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_127"&gt;Knight&lt;/span&gt; Professor" de Jornalismo na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_128"&gt;UC&lt;/span&gt;, Berkeley&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;A crise mundial dos preços dos alimentos é o resultado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_129"&gt;direto&lt;/span&gt; da decisão, feita pela administração Bush em 2006, de começar a alimentar os automóveis americanos com grandes quantidades do milho americano, na forma de etanol. Esta decisão desastrada levou a uma inflação do preço do milho, que, por sua vez, levou os agricultores a plantar mais milho e menos soja e trigo — o que levou ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_130"&gt;inflacionamento&lt;/span&gt; do preço de todos os grãos. Mas não se enganem: nós criamos uma situação onde os 4x4 &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_131"&gt;esportivos&lt;/span&gt; americanos estão competindo com as pessoas que comem na África pelos grãos. Nós podemos ver quem está ganhando.&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;A maneira mais rápida de aliviar a pressão nos preços mundiais dos alimentos seria cortar os subsídios nos EUA para o etanol e diminuir as tarifas de importação do etanol do Brasil. Mas existem outros passos de longo prazo que ainda temos que dar, também, se quisermos assegurar alimentos para todos. A outra razão para que os preços dos grãos tenha disparado é que os preços do petróleo dispararam e a indústria agrícola se tornou fortemente dependente do combustível fóssil — para fertilizantes, para pesticidas, para processamento e para transporte. Hoje em dia são necessárias 10 calorias de energia de combustíveis fósseis para produzir uma caloria de energia de alimentos. Nós precisamos reduzir a dependência da agricultura moderna do petróleo, uma meta eminentemente atingível — afinal, a agricultura é a "tecnologia solar" original e agricultores que praticam "agricultura sustentável" nos mostraram como por nosso sistema agrícola de volta apoiado em luz solar. Por exemplo, quando você tira o gado de sua típica dieta de ração de grãos e permite que ele coma capim, estes hamburgeres põem menos pressão tanto no preço do petróleo, quanto no dos grãos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p&gt;Isto me leva ao terceiro e, provavelmente o mais árduo, fator por trás da inflação mundial dos preços dos grãos: o apetite crescente por carne em lugares como a China e a Índia. A maior parte dos grãos do mundo vai para alimentar animais, não pessoas, e a carne é um uso muito ineficiente desses grãos — são necessários 10 quilos de grãos para produzir 1 quilo de carne. Haveria grãos suficientes para todo o mundo se nós realmente os comêssemos e não usássemos para produzir carne. Reduzir o consumo mundial de carne — ou alimentar nossos animais de maneira diferente — deixaria mais grãos para os famintos no mundo.&lt;/p&gt;Se resume a isto: as terras agricultáveis do mundo são um recurso precioso e finito; nós devíamos estar as usando para plantar comida para pessoas, não para carros ou gado.&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;***************************&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não há como reproduzir estas opiniões dos "notáveis", sem aduzir algumas das minhas... (Então, se segura que lá vai chumbo!...)&lt;/p&gt;Bom... O Gordon Brown, por tudo o que ele disse, perdeu uma excelente ocasião de ficar calado e não mostrar a besta quadrada que ele é... O palavrório de politiqueiro barato e provinciano dele pode ser resumido na velha frase-feita que se usava na Marinha: "Estamos agindo no sentido de providenciar para não pegar na hora de safar..." (quer dizer exatamente isso: bulufas!...) E o palavrório "simpático e solidário" dele é uma enorme hipocrisia: ele só está preocupado porque a comida na Grã-Bretanha subiu 30% nos três primeiros meses de 2008; o que significa que os pobres britânicos começaram a passar fome também!... Enquanto eram os pobres da Somália e do Haiti, ele &lt;strike&gt;cagou e andou&lt;/strike&gt; nem percebeu o tamanho da crise...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Zoelick, do Banco Mundial, parece que pegou os temas de campanha do Lula e xerocou... Só que o Lula, pelo menos, está dizendo a mesma coisa desde que era candidato. Resta saber por que o Banco Mundial só se deu conta disto agora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sachs se resume a listar seis providências de caráter imediato, mas não analisa as causas dos problemas, nem aponta soluções de longo prazo. Parece receita de médico: tome esta meia dúzia de remédios e, se persistirem os problemas, volte para mais alguns exames...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Von Braun já apresenta uma análise mais aprofundada (apesar do tom piegas...) Só que, como bom "europeu", se esquece de que as condições da agricultura não são as mesmas em todos os lugares. É muito fácil falar em "rever o impacto dos bio-combustíveis", e nem levar em consideração que os combustíveis fósseis são um recurso escasso, em poucas (e desonestas) mãos. Quando ele diz: &lt;i&gt;"Os países em desenvolvimento deveriam aumentar seus investimentos em infraestrutura rural e no acesso a sementes e fertilizantes para os agricultores"&lt;/i&gt;, parece que nem sabe que os "países em desenvolvimento",  em sua grande maioria, não têm recursos  para investir em coisa alguma. Vai falar disso no Haiti...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Yunus é outra "gracinha"... "A culpa é dos preços do petróleo: vamos taxar a OPEP"... É!... O preço do petróleo não disparou porque os consumidores de petróleo gastam como se não houvesse amanhã e se meteram a "polícia do mundo", gastando o que não têm para fazer guerras de motivação para lá de duvidosa... A inflação do dólar não tem nada a ver com a crise... Ah!... Para com isso!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sheeran é a primeira que diz algo aproveitável. E o que ela diz é um argumento que eu já vi um Comodoro da Guarda Costeira dos EUA apresentar como defesa do seu Orçamento ao Congresso Americano: "Vocês se acostumaram tanto à gente fazer muito com pouco, que estão querendo que a gente faça tudo com nada". Quem está na linha de frente no combate à fome e à miséria sabe que só falta uma coisa: o dinheiro que se joga fora em armamentos sofisticados e exércitos enormes (que não contribuem em nada para resolver os problemas, mas fazem os otários dos países ricos "se acharem"...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diouf é outro que fala com a autoridade de quem está de mangas arregaçadas para resolver os problemas. Seu tom otimista de "encaremos a crise como uma oportunidade de aprimorar o mundo", pelo menos tem essa virtude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, o Pollan que não tem que agradar ninguém, nem está pedindo verbas para políticos que detestam ouvir verdades acerca de sua incompetência, é quem mais fala claro. Pena que ele não decide nada...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-4706215109157128751?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/4706215109157128751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=4706215109157128751' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/4706215109157128751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/4706215109157128751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/05/como-alimentar-o-mundo.html' title='Como alimentar o mundo'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-173669276449885414</id><published>2008-05-01T14:57:00.003-03:00</published><updated>2008-05-01T16:39:34.324-03:00</updated><title type='text'>Physics News Update n° 863</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Boletim de Notícias da Física do Instituto Americano de Física, número 863, de1 de maio de 2008 por Phillip F. Schewe e Jason  S. Bardi.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.aip.org/pnu"&gt;PHYSICS NEWS UPDATE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PIEZORESISTÊNCIA GIGANTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nova experiência, realizada por cientistas da França, Suíça e Reino Unido, registrou a maior mudança, até agora, na resistência elétrica de um material causada pelo esticamento do material em temperatura ambiente. A piezoresistência é um dos vários fenômenos nos quais uma mudança na resistência, em função de uma mudança em outro parâmetro físico, pode ser usada para criar sensores de alta sensibilidade. Por exemplo, na magnetoresistência, a força de um pequeno domínio magnético pode alterar a resistência de um circuito em um leitor logo acima. Uma forma acentuada deste efeito, a magentoresistência gigante, está no coração da indústria de bilhões de dólares dos discos rígidos, tendo concedido a três cientistas pioneiros neste campo o Prêmio Nobel de Física de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contraste, na piezoresistência, não é um pequeno campo magnético, mas o pequeno esticamento mecânico de um material o que altera sua resistência, o que, por sua vez, é registrado como um sinal elétrico. Dispositivos piezoresistivos já estão em uso, por algum tempo. Em versões de um simples filme de metal, o tipo usado para monitorar a integridade de paredes de concreto ou de próteses de membros, a mudança na resistência por unidade de estresse (uma razão conhecida como "fator de medida") tem um valor típico de cerca de 2. No caso de piezoresistores mais caros, dos tipos usados em telefones celulares e acelerômetros para "airbags", o fator de medida é usualmente no entorno de 100.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na nova experiência, uma amostra de piezoresistor híbrido de metal/silício apresentou um fator de medida de 900, o maior registrado até agora em temperatura ambiente em um material. (Outros fatores de medida maiores já foram observados em temperaturas impraticavelmente baixas, onde os efeitos quânticos acentuam a piezoresistência). Estruturas com piezoresistência gigante devem ser boas novas para os projetistas de Sistemas Microeletromecânicos (MEMS = microelectromechanical systems) , dispositivos onde é importante medir acelerações extremamente pequenas, ou deflexões na escala atômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, uma maior sensibilidade ao movimento pode ser transformada em menores requisitos de energia, em aplicações (tais como telefones celulares) onde a energia das baterias é um fator importante. Um dos pesquisadores, Alistair Rowe da Ecole Polytechnique em Palaiseau, França, declara que materiais com piezoresistência gigante provavelmente não seriam usados diretamente como meio de armazenamento de energia, porém, mais provavelmente, como um processo de leitura de informação mecanicamente armazenada em dispositivos como o "Millipede" da IBM. (Rowe et al., &lt;i&gt;Physical Review Letters&lt;/i&gt;, 11 de Abril de 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LASER ATÔMICO MULTICOLOR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um novo estudo teórico sugere que os lasers de átomos intensos não serão monocromáticos. Nos lasers ópticos comuns, a acumulação coordenada de um pulso de luz coerente assegura que todas as ondas de luz terão uma só energia; em outras palavras, toda a luz laser terá uma única cor. Por analogia, a ação de um laser de átomos, que consiste da liberação de átomos gasosos (na forma de ondas) dos constritores de campos magnéticos usados para criar um Condensado de Bose-Einstein (BEC), deveriam ser "monocromáticos". Ao fim, os átomos em um BEC foram resfriados até um extremo em que todos os átomos possuem a mesma energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stephen Choi e seus colegas da Univesidade de Massachusetts-Boston sustentam que nos BEC diluídos este é realmente o caso. Mas nos BEC densos, as freqüentes colisões entre os átomos vão produzir átomos em energias mais altas também. Com efeitot, as interações interatômicas "geram" ondas de átomos em energias harmônicas alternativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pesquisadores da UMB, a seguir, demonstram como essa geração de "harmônicos" pode ser demonstrada. Eles o fazem simulando o que acontece quando um BEC é enviado através de um interferômetro, um dispositivo no qual um feixe de ondas coerentes é dividido em dois componentes, guiado através de caminhos diferentes e, então, recombinado de forma a criar um padrão de interferência característico. No interferômetro simulado, os átomos do BEC não se movem através do espaço. Em lugar disso, os processos de divisão, encaminhamento e recombinação são realizados pela sutil modulação dos campos magnéticos usados para confinar o BEC inicialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença de ondas "harmônicas" extra de átomos vai tornar o padrão do interferômetro mai complicado. Porém Choi afirma que isto não é, de modo algum, mau. Isto pode levar, por exemplo, a uma maior sensibilidade quando o interferômetro de átomos for posto em uso em certos dispositivos, tais como giroscópios.  (Choi et al., &lt;i&gt;Physical Review A&lt;/i&gt;, Abril de 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SUPERCONDUTIVIDADE EM FERRO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior temperatura de transição para um material não-cuproso, 43° K, foi obtida por cientistas japoneses da Universidade Nihon, do Centro de Pesqueisas de Fronteira e os Instituto de Tecnologia de Tóquio. Para obter uma temperatura de transição comparativamente alta, os pesquisadores tiveram que espremer sua amostra de La-O-F-Fe-As com uma pressão de 4 giga-pascals.  (Takahashi et al., &lt;i&gt;Nature&lt;/i&gt;, 23 de Abril de 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"PONTOS QUÂNTICOS" DE GRAFENO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Físicos na Universidade de Manchester conseguiram criar transistores de elétron isolado, pequenos como 30 nm de Carbono bidimensional.  (Ponomarenko et al., &lt;i&gt;Science&lt;/i&gt;, 18 de Abril de 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PHYSICS NEWS UPDATE é um resumo de notícias sobre física que aparecem em convenções de física, publicações de física e outras fontes de notícias. É fornecida de graça, como um meio de disseminar informações acerca da física e dos físicos. Por isso, sinta-se à vontade para publicá-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o crédito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de Física). O boletim Physics News Update é publicado, mais ou menos, uma vez por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como divulgado no numero anterior, este boletim é traduzido por um curioso, com um domínio apenas razoável de inglês e menos ainda de física. Correções são bem-vindas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-173669276449885414?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/173669276449885414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=173669276449885414' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/173669276449885414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/173669276449885414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/05/physics-news-update-n-863.html' title='Physics News Update n° 863'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-2650376839052209266</id><published>2008-04-30T15:07:00.002-03:00</published><updated>2008-04-30T15:55:04.055-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poluição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tecnologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meio Ambiente'/><title type='text'>O cobertor ecológico é curto...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Via EurekAlert, uma notícia que remete àquela onde se constata que a água potável contém traços de antibióticos e outras poluições:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://www.missouri.edu/"&gt;University of Missouri-Columbia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tecnologia demais pode estar matando bactérias benéficas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Engenheiro da UM preocupado com o impacto ambiental de nanopartículas de Prata no tratamento de águas servidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;COLUMBIA, Mo. – Um excesso de uma coisa boa pode ser prejudicial ao meio-ambiente. Por muitos anos, os cientistas souberam da capacidade da Prata de matar bactérias prejudiciais e, recentemente, usaram este conhecimento para criar produtos de consumo que contém nanopartículas de Prata. Agora, um pesquisador da Universidade do Missouri descobriu que as nanopartículas de Prata também podem destruir bactérias benignas que são usadas para remover Amônia em sistemas de tratamento de águas servidas. O estudo foi patrocinado por recursos da National Science Foundation.   &lt;p&gt;Diversos produtos contendo nanopatículas de Prata já estão no mercado, inclusive meias que contém nanopartículas de Prata projetadas para inibir bactérias causadoras de chulé, e máquinas de lavar "high-tech", economizadoras de energia, que desinfetam roupas gerando as pequenas partículas. Os efeitos positivos desta tecnologia podem ser ofuscados pelos potenciais efeitos negativos no meio-ambiente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Por causa do crescente uso de nanopartículas de Prata em produtos para o consumidor, o risco de que este material seja lançado em canalizações de esgotos, instalações de tratamento de águas servidas e, eventualmente, chegue a rios, correntes e lagos é preocupante”, declarou Zhiqiang Hu, professor assistente de Engenharia Civil e Ambiental na Faculdade de Engenharia da UM. “Nós descobrimos que as nanopartículas de Prata são extremamente tóxicas. As nanopartículas destroem as bactérias benignas que são usadas para o tratamento de águas servidas. Elas basicamente param a atividade de reprodução das boas bactérias”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Hu disse que as nanopartículas de Prata geram substâncias químicas mais peculiares, conhecidas como espécies de Oxigênio altamente reativas, do que pedaços de Prata maiores. Essas espécies de substâncias químicas oxigenadas provavelmente impedem o crescimento das bactérias. Por exemplo, o uso de "lodo" resultante do tratamento de águas servidas como fertilizante de solos é uma prática comum, de acordo com Hu. Se, neste "lodo", estiverem presentes altas concentrações de nanopartículas de Prata, o solo usado para agricultura pode ser prejudicado. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Hu está lançando um segundo estudo para estabelecer a que níveis a presença de nanopartículas de Prata se torna tóxica. Ele vai determinar o quanto as nanopartículas de Prata afetam o tratamento de águas servidas, introduzindo o nanomaterial em águas servidas e no lodo. Então, ele vai realizar medições do crescimento microbial para estabelecer os níveis de nanoprata que prejudicam o tratamento de águas servidas e a digestão do lodo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A Water Environment Research Foundation recentemente concedeu a Hu $150,000 para determinar quando as nanopartículas de Prata começam a prejudicar o tratamento de águas servidas. Hu declarou que as nanopartículas nas águas servidas podem ser melhor gerenciadas e reguladas. Os trabalhos na pesquisa subseqüente devem estar completos até 2010.&lt;/p&gt;  &lt;div align="center"&gt;###&lt;/div&gt;  &lt;p&gt;A pesquisa sobre nanopartículas de Prata, realizada por Hu e seu estudante graduado, Okkyoung Choi, foi recentemente publicado em "Water Research and Environmental Science &amp;amp; Technology".&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom... Há especulações de que, em parte, as canalizações de chumbo para a água foram responsáveis pela deterioração do Império Romano. Mas alguém aprende algo com a História?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-2650376839052209266?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/2650376839052209266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=2650376839052209266' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/2650376839052209266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/2650376839052209266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/04/o-cobertor-ecolgico-curto.html' title='O cobertor ecológico é curto...'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-4024392543718201824</id><published>2008-04-29T16:42:00.002-03:00</published><updated>2008-04-29T16:47:35.992-03:00</updated><title type='text'>Agora com Atom Feed</title><content type='html'>Atendendo à sugestão recebida, agora (lá no fim das trocentas matérias), os meus pacientes leitores podem "assinar" este Blog via Atom Feed. (Se clicar no título da matéria, aparece logo no fim da página).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpem o "luser" aqui não ter pensado nisso antes...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-4024392543718201824?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/4024392543718201824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=4024392543718201824' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/4024392543718201824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/4024392543718201824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/04/agora-com-atom-feed.html' title='Agora com Atom Feed'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-100115548658549054</id><published>2008-04-23T14:19:00.006-03:00</published><updated>2008-04-23T15:50:24.258-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Physics News Update'/><title type='text'>Physics News Update nº 862</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Boletim de Notícias da Física do Instituto Americano de Física, número 862, de 23 de abril de 2008 por Phillip F. Schewe e Jason  S. Bardi.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.aip.org/pnu"&gt;PHYSICS NEWS UPDATE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O AQUECIMENTO DO EFEITO ESTUFA É UM FENÔMENO CLÁSSICO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um novo estudo conjunto, realizado por cientistas franceses e russos, mostra em detalhes como as moléculas de Dióxido de Carbono absorvem e, algumas vezes, espalham a energia da luz, não apenas como moléculas isoladas, mas também durante as colisões intermoleculares. A absorção por moléculas isoladas é certamente governada por efeitos quânticos, porém a absorção pelas moléculas durante as colisões é, como mostra o novo estudo, um processo governado pelas clássicas leis de movimento. Este novo enfoque sobre este importante gás de efeito estufa deve auxiliar os cientistas a criarem melhores modelos do aquecimento pelo efeito estufa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz visível que vem do Sol banha a Terra diariamente e é refletida de volta pela Terra como radiação infravermelha (IV). Um aquecimento adicional ocorre quando parte desse IV é absorvido e retido na atmosfera. O CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; é um gás do qual só existem traços na atmosfera, onde as moléculas de O&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; e N&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; são extremamente mais numerosas, mas sua crescente presença (em parte devida à atividade humana) e sua capacidade de absorver e aprisionar a radiação IV, são encarados como importantes na produção do efeito estufa. Moléculas de CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; podem absorver luz individualmente. Mas as moléculas também podem absorver luz quando colidem com outras moléculas. Esta absorção induzida por colisão, que ocorre em comprimentos de onda diferentes daqueles das moléculas isoladas, e que responde por cerca de 10% da absorção total do IV, ainda é insuficientemente compreendida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael Chrysos e seus colegas da Universidade de Angers (França) e da Universidade de São Petersburgo (Rússia) conseguiram agora calcular as primeiras fórmulas matemáticas exatas que podem ser usadas para calcular como as colisões entre moléculas podem modificar o espectro de absorção para essas moléculas  (Ver figura em &lt;a href="http://www.aip.org/png/2008/300.htm"&gt;http://www.aip.org/png/2008&gt;/300.htm&lt;/a&gt;). E não somente entre moléculas de CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt;, mas também para colisões entre moléculas triatômicas, tais como o CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt;, e moléculas diatômicas, tais como O&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; e N&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt;, ou mesmo entre moléculas diatômicas. Ordinariamente, O&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; e N&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; não absorvem radiação IV, uma vez que não têm diversos dos movimentos vibratórios das moléculas triatômicas, porém podem absorver IV sob certas circunstâncias de colisão. Assim, as fórmulas permitem aos pesquisadores investigar como o aquecimento do efeito estufa - a captura de radiação e a subseqüente distribuição da energia térmica - acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chrysos declara que a importância da absorção induzida por colisão depende da altitude. A 600 km, por exemplo, as moléculas de ar colidem em uma taxa de uma vez por minuto, enquanto que ao nível do mar esta taxa é de 10&lt;sup&gt;10&lt;/sup&gt; por segundo. Em Vênus, onde o CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; é o gás dominante na atmosfera (96%) e onde as pressões são enormes, as colisões CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt;-CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; fornecem a maior parte do aquecimento do efeito estufa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em conclusão, o novo estudo aperfeiçoa o estudo do aquecimento por efeito estufa de diversas maneiras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Nos permite calcular exatamente quanto da energia dos fótons IV (interceptada por uma molécula de CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt;, durante uma colisão CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt;-CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt;) é transferida diretamente para a molécula de gás vizinha, onde esta é convertida em energia cinética de translação; écerca de metade da energia do fóton de IV. A outra metade da energia do fóton de IV vai para a rotação das duas moléculas que, então, passam a girar mais rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2) Mostra como introduzir efeitos de ordem mais alta, tais como a colisão simultânea de três moléculas. Em Vênus tais colisões devem acrescentar muito à absorção do IV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(3) Fornece indícios de que interações inter-moleculares a curta distância (interações que acontecem quando moléculas que vão colidir se aproximam a menos de poucos angstroms) não têm quaisquer efeitos na absorção, uma conclusão que conflita com a crença largamente difundida de que essas interações a curta distância deveriam exercer um papel importante na absorção induzida por colisão. Em lugar disto, o novo estudo argumenta que a absorção devida às colisões CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt;-CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; é exclusivamente governada pelas interações a longa distância, que podem ser modeladas e interpretadas com as conhecidas leis da física clássica somente. (Chrysos et al., &lt;i&gt;Physical Review Letters&lt;/i&gt;, artigo em publicação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PHYSICS NEWS UPDATE é um resumo de notícias sobre física que aparecem em convenções de física, publicações de física e outras fontes de notícias. É fornecida de graça, como um meio de disseminar informações acerca da física e dos físicos. Por isso, sinta-se à vontade para publicá-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o crédito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de Física). O boletim Physics News Update é publicado, mais ou menos, uma vez por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como divulgado no numero anterior, este boletim é traduzido por um curioso, com um domínio apenas razoável de inglês e menos ainda de física. Correções são bem-vindas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-100115548658549054?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/100115548658549054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=100115548658549054' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/100115548658549054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/100115548658549054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/04/physics-news-update-n-862.html' title='Physics News Update nº 862'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-8571844676369030777</id><published>2008-04-16T17:26:00.005-03:00</published><updated>2008-04-16T18:40:03.756-03:00</updated><title type='text'>Physics News Update nº 861</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Boletim de Notícias da Física do Instituto Americano de Física, número 861, de 15 de abril de 2008 por Phillip F. Schewe e Jason  S. Bardi.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.aip.org/pnu"&gt;PHYSICS NEWS UPDATE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DECOBRIR O BOSON DE HIGGS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é a tarefa imperativa para os dois mais poderosos aceleradores de partículas jamais construídos — o Tevatron, atualmente atingindo o pico de sua performance que já dura décadas, e o Large Hadron Collider (LHC) [Grande Colisor de Hádrons] no CERN, onde os feixes circularão pela primeira vez, ao longo de seu percurso de 27 km, nos próximos poucos meses. O Higgs ainda não foi descoberto, mas, no encontro desta semana da American Physical Society (APS) [Sociedade Americana de Física] em St. Louis dúzias de palestras se referiram ao estágio da busca pelo Higgs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que o Higgs é tão importante? Porque se acredita que ele preenche todo o vácuo do universo; não para, como se pensava do velho æther, dar uma base material para a propagação das ondas eletromagnéticas, mas para interagir com as partículas e dar-lhes massa. Os efeitos do Higgs usualmente ficam escondidos no vácuo, porém, se concentrarmos suficiente energia em um pequeno volume de espaço — no ponto onde duas partículas energéticas colidem — então o Higgs pode ser transformado em uma partícula real cuja existência pode ser detectada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cálculos teóricos, com base no Modelo Padrão da física de partículas combinado com experiências anteriores, servem para estabelecer a possível faixa de massas para a partícula de Higgs. Atualmente se acredita que esta massa seja maior do que 114 GeV mas menor do que cerca de 190 GeV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Tevatron fornece energia mais do que suficiente para criar uma partícula dentro dessa faixa. O principal problema, então, é a luminosidade ou a densidade do feixe de partículas colididas por segundo. O Tevatron recentemente estabeleceu um recorde de alta luminosidade: 3,1 x 10³² por cm²  por segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o que se pareceria um "evento Higgs"? Um dos palestrantes no encontro, Brian Winer (Ohio State), declarou que o "evento mais parecido com um evento-Higgs" já observado até hoje naquele (se supõe) de uma colisão próton-antipróton, no Tevatron, que criou uma bola de fogo que então decaiu em um bóson W (um vetor da força nuclear fraca) e uma partícula de Higgs. O Higgs, por sua vez, rapidamente decaiu em um par de quarks bottom-antibottom cuja massa combinada chegava a 120 GeV. Por si só, um tal evento não constitui uma descoberta. A observação bem sucedida do Higgs envolve a descoberta de um inventário de eventos candidatos substancialmente maior do que o número de efeitos de fundo esperados em colisões que não produzem uma partícula de Higgs, mas que imitam algumas de suas características.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo (e a luminosidade) dirão se o Tevatron acumula um número suficiente de eventos "candidatos a Higgs" para que se possa estabelecer uma "descoberta" estatisticamente satisfatória.  Um dos físicos do Tevatron, Dmitri Denisov, fez uma sumário do provável estado de coisas quando as experiências (os grupos de detecção CDF e D0) começarem a divulgar os resultados no ano de 2010. A luminosidade, disse ele, seria provavelmente o dobro da atual e que teriam sido analisados de 4 a 8 vezes mais dados do que os disponíveis hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;script&gt; D(["mb","\nsuperconducting mode. \u0026nbsp;Although designed to produce proton beams at\u003cbr /\u003e\n7 TeV, the accelerator will at first hold to a more conservative \u0026nbsp;5\u003cbr /\u003e\nTeV. \u0026nbsp;As for the present schedule, Seiden quoted a recent CERN\u003cbr /\u003e\nreport specifying mid June as th\u003cbr /\u003e\ne time when the machine would be\u003cbr /\u003e\ncooled and ready to circulate beams around the ring and August as\u003cbr /\u003e\nthe time when actual particle collisions will commence. \u0026nbsp;However,\u003cbr /\u003e\nseveral scientists at the meeting, when asked, were somewhat\u003cbr /\u003e\nskeptical that this timeline would be met.\u003cbr /\u003e\nAs for the prospective scenario for discoveries at LHC in coming\u003cbr /\u003e\nyears, Seiden said that finding evidence for a supersymmetric\u003cbr /\u003e\nparticle (one of a large family of hypothetical particles) might be\u003cbr /\u003e\npossible as early as the year 2009, while finding the Higgs might be\u003cbr /\u003e\npossible by 2010.\u003cbr /\u003e\n\u003cbr /\u003e\n\u003cbr /\u003e\n***********\u003cbr /\u003e\nPHYSICS NEWS UPDATE is a digest of physics news items arising\u003cbr /\u003e\nfrom physics meetings, physics journals, newspapers and\u003cbr /\u003e\nmagazines, and other news sources. \u0026nbsp;It is provided free of charge\u003cbr /\u003e\nas a way of broadly disseminating information about physics and\u003cbr /\u003e\nphysicists. For that reason, you are free to post it, if you like,\u003cbr /\u003e\nwhere others can read it, providing only that you credit AIP.\u003cbr /\u003e\nPhysics News Update appears approximately once a week.\u003cbr /\u003e\n\u003cbr /\u003e\nAUTO-SUBSCRIPTION OR DELETION: By using the expression\u003cbr /\u003e\n\u0026quot;subscribe physnews\u0026quot; in your e-mail message, you\u003cbr /\u003e\nwill have automatically added the address from which your\u003cbr /\u003e\nmessage was sent to the distribution list for Physics News Update.\u003cbr /\u003e\nIf you use the \u0026quot;signoff physnews\u0026quot; expression in your e-mail message,\u003cbr /\u003e\nthe address in your message header will be deleted from the\u003cbr /\u003e\ndistribution list. \u0026nbsp;Please send your message to:\u003cbr /\u003e\n\u003ca onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\" href\u003d\"mailto:listserv@listserv.aip.org\"\u003elistserv@listserv.aip.org\u003c/a\u003e\u003cbr /\u003e\n(Leave the \u0026quot;Subject:\u0026quot; line blank.)\u003cbr /\u003e\n\u003cbr /\u003e\n\u003c/div\u003e",0] );  //--&gt;&lt;/script&gt;O Higgs, se ele existir, deve aparecer abundantemente no LHC, onde a energia de colisão é muito mais alta do que no Tevatron.  Abraham Seiden  da UC Santa Cruz, apresentou um sumário da situação atual no LHC. No laboratório do CERN os cientistas estão, agora, resfriando os magnetos que guiarão os prótons em suas trajetórias adequadas, até as temperaturas próximas do zero absoluto necessárias para o funcionamento em modo supercondutor. Embora projetado para produzir feixes de prótons de 7 TeV, o acelerador vai, inicialmente, manter uma energia mais conservadora, na faixa de 5 TeV. Quanto ao calendário atual, Seiden citou um recente relatório do CERN que especifica que a máquina será resfriada em meados de junho e ficará pronta para fazer circular os feixes em torno dos anéis, e agosto como a data quando começarão a acontecer as reais colisões de partículas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, vários cientistas presentes ao encontro, quando inquiridos, se mostraram algo céticos sobre a factibilidade desse calendário. No tocante às perspectivas de descobertas no LHC nos anos vindouros, Seiden declarou que se pode esperar encontrar provas de uma partícula supersimétrica (uma de uma grande família de partículas hipotéticas) até 2009, enquanto que a descoberta do Higgs pode ser possível até 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PHYSICS NEWS UPDATE é um resumo de notícias sobre física que aparecem em convenções de física, publicações de física e outras fontes de notícias. É fornecida de graça, como um meio de disseminar informações acerca da física e dos físicos. Por isso, sinta-se à vontade para publicá-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o crédito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de Física). O boletim Physics News Update é publicado, mais ou menos, uma vez por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como divulgado no numero anterior, este boletim é traduzido por um curioso, com um domínio apenas razoável de inglês e menos ainda de física. Correções são bem-vindas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-8571844676369030777?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/8571844676369030777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=8571844676369030777' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/8571844676369030777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/8571844676369030777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/04/physics-news-update-n-861.html' title='Physics News Update nº 861'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-598667936851229496</id><published>2008-04-09T20:59:00.003-03:00</published><updated>2008-04-13T19:26:35.722-03:00</updated><title type='text'>Physics News Update nº 860</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Boletim de Notícias da Física do Instituto Americano de Física, número 860, de 9 de abril de 2008 por Phillip F. Schewe e Jason  S. Bardi.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.aip.org/pnu"&gt;PHYSICS NEWS UPDATE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RELÓGIOS ÓPTICOS FICAM MELHORES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas experiências separadas no Colorado conseguem leituras de freqüências de emissões, feitas por átomos ou íons, com uma incerteza de 10&lt;sup&gt;-16&lt;/sup&gt; ou melhor. Os primeiros relógios atômicos funcionavam por meio da leitura dos movimentos das transições internas de um estado quântico para outro nos átomos de Césio; a luz emitida fica na faixa das microondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o uso das técnicas de pente de freqüência (ver &lt;a href="http://chivononpo.blogspot.com/2008/01/physics-news-update-n-853.html"&gt;PNU nº 853, matéria 1&lt;/a&gt;) a medição das freqüências no espectro visível também pode ser feito com grande precisão. Na edição de 28 de março de 2008 da &lt;i&gt;Science&lt;/i&gt; dois grupos relataram novos soberbos níveis de precisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das experiências, realizada por uma equipe de JILA/Colorado/ NIST-Boulder  (Ludlow et al.), calibra a incerteza de um relógio com base em átomos neutros de Estrôncio a um nível de 10&lt;sup&gt;-16&lt;/sup&gt;, comparando-o a um relógio que usa átomos de Cálcio e está localizado a um quilômetro de distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra experiência, realizada no NIST-Boulder (Rosenband et al), observa dois relógios separados por 100 metros. Os relógios contém, respectivamente, um único íon de Alumínio e um único íon de Mercúrio. A incerteza fracionária na taxa de emissões de freqüências ficou estabelecida em 5,2 x 10&lt;sup&gt;-17&lt;/sup&gt;.  (Veja mais informações &lt;a href="http://www.nist.gov/public_affairs/clock/clock.html"&gt;nesta página do NIST&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.nist.gov/public_affairs/releases/logic_clock/logic_clock.html"&gt;nesta, também&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM ESTADO DE SUPERISOLANTE,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;foi observado por uma colaboração Argonne - Novovsibirsk - Regensburg - Bochum no estudo de películas de Nitrito de Titânio e é a antítese do estado supercondutor.&lt;br /&gt;&lt;div style="direction: ltr;"&gt;&lt;br /&gt;Na supercondutividade convencional, os elétrons se emparelham e estes pares entram em um único estado quântico, no qual a corrente flui com resistividade elétrica nula. Em contraste, a película de Nitrito de Titânio estudada aqui, embora seja normalmente um supercondutor em baixas temperaturas, pode ser forçada a se transformar em um isolante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob uma combinação de condições - uma determinada espessura para a amostra e a presença de um campo magnético externo - a redução da temperatura pode, na verdade, reverter a propriedade elétrica do material, de uma resistividade nula a uma condutividade nula; em outras palavras: um isolante perfeito. (Vinokur et al., &lt;i&gt;Nature&lt;/i&gt;,  3 de abril de 2008).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JÚPITER EM UMA BOLHA DE SABÃO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Físicos da Universidade de Bordeaux conseguiram produzir mini-tempestades, semelhantes a furacões, em bolhas de sabão semi-esféricas. Eles conseguiram até reproduzir um equivalente saponáceo da Grande Mancha Vermelha de Júpiter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As bolhas, com 6 a 10 cm de diâmetro, são aquecidas no Equador e resfriadas no Polo. Este diferencial térmico estabelece turbulências que, algumas vezes, podem se manifestar como um turbilhão do tipo da Mancha Vermelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o autor Kellay Hamid, uma particularidade que distingue a experiência de Bordeaux das anteriores na modelagem de turbulências em fluidos, é a ausência de uma parede lateral na superfície do fluido, que, no caso, é uma película hemisférica. (Seychelles et al., &lt;i&gt;Physical Review Letters&lt;/i&gt;, artigo em publicação)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PHYSICS NEWS UPDATE é um resumo de notícias sobre física que aparecem em convenções de física, publicações de física e outras fontes de notícias. É fornecida de graça, como um meio de disseminar informações acerca da física e dos físicos. Por isso, sinta-se à vontade para publicá-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o crédito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de Física). O boletim Physics News Update é publicado, mais ou menos, uma vez por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como divulgado no numero anterior, este boletim é traduzido por um curioso, com um domínio apenas razoável de inglês e menos ainda de física. Correções são bem-vindas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-598667936851229496?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/598667936851229496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=598667936851229496' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/598667936851229496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/598667936851229496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/04/physics-news-update-n-860.html' title='Physics News Update nº 860'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-7306218054613337702</id><published>2008-04-03T15:58:00.005-03:00</published><updated>2008-04-03T18:24:08.663-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética e ciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roda de Ciência'/><title type='text'>Ainda sobre ciência e ética...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/roda1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/roda1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu deveria ter ficado de boca fechada, já que eu não sou cientista e sou praticante de uma religião particularmente discutível, mas... A discussão também pode ser encarada do ponto de vista do “usuário final”, ou seja, do cidadão comum que não consegue entender direito os termos técnicos e as sutilezas do linguajar dos cientistas (mais ainda quando eles partem para a matemática...), mas que emprega em seu dia-a-dia os efeitos práticos dessa ciência: os avanços tecnológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei me embaralhando todo em um artigo onde eu pretendia dizer uma coisa e acabei me perdendo nos meandros de tentar explicar onde as religiões tinham ido buscar seus "dogmas" e "revelações divinas"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, vamos voltar à vaca-fria e, pelo processo de exposição de idéias predominante no idioma francês, começar cada parágrafo com uma assertiva e discutí-la ao longo da exposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tanto a "ciência", como a "religião", nasceram da observação que o ser humano faz da Natureza&lt;/b&gt;. Só que a ciência, a partir de um certo estágio, deixou de encontrar nas "explicações" baseadas na "vontade divina" as respostas para os fenômenos observáveis e passou a confiar no que passou a se chamar "método científico": observação do fenômeno, busca de explicações para o mesmo em hipóteses onde o "sobrenatural" não tivesse que intervir, extrapolação para hipóteses genéricas, previsões experimentáveis a partir dessas hipóteses e a realização de experiências em ambientes controlados para verificar a exatidão dessas previsões. ("Até aí morreu Neves"... calma... eu chego lá...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Para a ciência, nada é "sobrenatural": tudo tem uma explicação "natural".&lt;/b&gt; E aí começou a "briga". A partir deste posicionamento, uns radicalizaram afirmando que "religião é tolice", e seus opositores querendo "tapar o Sol com uma peneira" e se recusando a admitir o óbvio: se os "dogmas" não se enquadram na realidade, provada e comprovada, o dogma é que é a tolice... Isso é particularmente verídico para a civilização ocidental (as religiões orientais não são muito afetadas pela ciência...), onde as Igrejas majoritárias insistiam (e até hoje insistem) em igualar Π a 3, porque isso consta das "Sagradas Escrituras"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Até hoje, tanto a "ciência", como as "religiões" têm um ponto (errado) em comum: tomam o ser humano como unidade de medida.&lt;/b&gt; E esse erro persiste, por mais que a ciência tenha descoberto que a Terra &lt;b&gt;não é&lt;/b&gt; o "Centro do Universo" e que o &lt;i&gt;Homo Sapiens&lt;/i&gt; é apenas um primata "que deu certo" (pelo menos, mais "certo" do que os outros...). Esse "paroquialismo" também é um entrave à compreensão da Natureza, porque, mesmo os céticos empedernidos, têm esse &lt;b&gt;preconceito&lt;/b&gt; tão imbuído em sua mentalidade que até "fabricam" dados para "comprovar" essa "superioridade", embora não exista uma só habilidade do "ser humano" que não seja encontrável em outra espécie da Terra (e, quando se afirma isto, chovem argumentos em contrário, todos eles com o mesmíssimo ranço de preconceito que os "bons cientistas céticos" atribuem aos "reacionários religiosos"...) Ninguém está disposto a conceder o "benefício da dúvida" sobre, por exemplo, a capacidade dos chimpanzés de exprimirem abstrações (coisa já demonstrada), ou de admitirem que o cérebro dos golfinhos pelo menos parece ter uma capacidade de processar informações igual ou superior à do &lt;i&gt;Homo Sapiens&lt;/i&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Todo conceito de "ética" que não possa ser resumido a "não faça aos outros aquilo que não quer que façam com você", é apenas uma "racionalização" de algum preconceito&lt;/b&gt;. Só que esta noção também está tendo sua abrangência atualizada pelo progresso da ciência. A espécie humana já está começando a entender (nem que seja pelo processo mais doloroso) que seu meio ambiente não é "casa da sogra": o princípio &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/TANSTAAFL"&gt;TANSTAAFL&lt;/a&gt; vale para tudo, inclusive para as modificações introduzidas, mesmo que inadvertidamente, sobre o meio ambiente. E existem muitos &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Butterfly_effect"&gt;"efeitos borboleta"&lt;/a&gt; que não foram ainda adequadamente estudados... Infelizmente, a grande maioria das pessoas ainda não se deu conta disto e continua discutindo o inevitável, com base em paradigmas paroquianos e escalas de valores mesquinhos que não vão além da vaga noção de um país... As mesmas pessoas que rezam "seja feita a Sua Vontade", não são capazes de mentalizar um "Deus" que não atenda a seus caprichos vãos, e estão certíssimas de que podem ensinar ao "Criador" a gerir sua "Criação"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;As "elites", antes de terem qualquer "direito", têm OBRIGAÇÕES para com seus "súditos".&lt;/b&gt; Isso era um princípio básico no nascimento das "aristocracias"... (e, por falar nisso, nas religiões, também...) Os "mais fortes" têm a obrigação de defenderem os "mais fracos". Os "mais sábios" têm a obrigação de ensinar os "menos sábios". Os "mais rápidos" ou "mais espertos" têm o dever de servir de isca para despistar o predador. Os "mais hábeis" têm a obrigação de realizarem os serviços mais difíceis. Etc... Foi assim que esse "macaquinho metido a besta" conseguiu chegar onde chegou... Só que "tem macaco demais"... O próprio "sucesso" da espécie humana traz, em si, o germe de sua perdição: a arrogância. Um dos "Livros Sagrados" diz que "Deus" disse: "crescei e multiplicai-vos". Deveria ter "desenhado"... A parte do "multiplicai-vos" foi bastante fácil de entender (claro!... é a mais prazerosa!...) Mas a parte do "crescei" parece que foi mal entendida. Continuamos achando que somos "filhos únicos de papai rico" e que podemos gastar sem repor, usar e abusar, sujar sem limpar e destruir aquilo que obsta nosso caminho. As pessoas ficam "adultas"; a humanidade, não... E o que começou como reverência perante o desconhecido, transformou-se em mero instrumento de dominação e, atualmente, serve de pretexto para "justificar" selvagerias e obscurantismo. A "Glória de Deus" tem limites!... Limites impostos pela conveniência dos "poderosos" e dos espertalhões... O tal "Criador" não pode ter criado um universo tão grande assim, porque, se assim for, Ele não vai perder seu tempo para ouvir os choramingos e louvaminhas dos incompetentes. Não vai ter traçado um "processo evolutivo" que não pare nestes macaquinhos arrogantes. Não vai ter criado tudo, se não for para servir de &lt;i&gt;play-ground&lt;/i&gt; para uma espécie que apareceu ainda agora no universo e acha que todos os segredos podem ser revelados com sua "arte e engenho"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E o que isso tudo tem a ver com "O Papel do Cientista nas Decisões Éticas"?&lt;/b&gt; Bom... Para começo de conversa, para lembrar aos cientistas de que eles têm algumas das perguntas e muito poucas das respostas. São seres humanos como quaisquer outros e sujeitos a erros de avaliação, inclusive quanto ao significado dos dados matemáticos que colhem. A ciência é um meio, não um fim em si. Nenhum cientista que se preze diria, como um jurista, &lt;i&gt;fiat cientia, pereat mundus&lt;/i&gt;... E que, se há na Natureza alguma "ética", ela nada tem a ver com as necessidades da espécie humana. O universo andou certinho, durante muito tempo, antes da humanidade aparecer. E não vai sentir a menor saudade se formos extintos... E que sua única obrigação - enquanto cientistas - é a de apresentar os fatos conhecidos. Se, a partir de seus conhecimentos, adquirirem alguma convicção quanto a questões "éticas", se conformarem com o fato de que a grande maioria não possui estes conhecimentos e pode decidir em sentido contrário... por mais que se arrependam depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A informação pode estar disponível para todos. O discernimento para o uso dessa informação é que varia.&lt;/b&gt; E, por enquanto, nem a ciência, nem qualquer religião conhece uma "cura da estupidez". Asimov usou como título para um de seus livros de &lt;i&gt;sci-fi&lt;/i&gt; parte da frase (que ele atribui a Schiller): &lt;b&gt;Contra a estupidez, os próprios Deuses lutam em vão...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eventuais comentários &lt;a href="http://rodadeciencia.blogspot.com/2008/04/ainda-sobre-cincia-e-tica.html"&gt;aqui, por favor&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-7306218054613337702?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/7306218054613337702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/7306218054613337702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/04/ainda-sobre-cincia-e-tica.html' title='Ainda sobre ciência e ética...'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-1480847274317099589</id><published>2008-03-29T20:13:00.006-03:00</published><updated>2008-03-29T21:21:28.092-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética e ciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ciência e Idéias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aquecimento Global'/><title type='text'>Bem informado?...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"Pérola" encontrada no EurekAlert:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://www.tamu.edu/"&gt;Texas A&amp;amp;M University&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.eurekalert.org/pub_releases/2008-03/tau-ika032708.php"&gt;&lt;b&gt;Um maior conhecimento sobre o Aquecimento Global leva à apatia,  mostra um estudo&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;p&gt;COLLEGE STATION – Quanto mais uma pessoa sabe, menos se importa – ao menos é o que parece ser o caso com o Aquecimento Global. Uma pesquisa de amostragem por telefone com 1093 americanos, realizada por dois &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;[sic]&lt;/span&gt; cientistas políticos da Universidade Texas A&amp;amp;M e um antigo colega, mostra essa tendência, como explicaram em seu recente artigo na publicação (revisada) &lt;i&gt;Risk Analysis&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Os entrevistados mais informados tanto se mostraram menos pessoalmente responsáveis pelo Aquecimento Global, como também mostraram menos preocupação com o Aquecimento Global,” declara o artigo, intitulado “Personal Efficacy, the Information Environment, and Attitudes toward Global Warming and Climate Change in the USA”.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O estudo mostrou que altos níveis de confiança nos cientistas, entre os americanos, levava a um menor senso de responsabilidade pelo Aquecimento Global.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A preocupação menor e o menor senso de responsabilidade voltam na face de campanhas de conscientização sobre as mudanças climáticas, tais como os filmes "Uma verdade inconveniente" e "A Era do Gelo: o Derretimento", e a crescente ênfase dada pela grande mídia sobre o tema.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A pesquisa foi realizada por Paul M. Kellstedt, um professor associado de ciência política na Texas A&amp;M; Arnold Vedlitz, Bob Bullock, titular da cadeira "Governo e Política Pública" na Escola George Bush de Governo e Serviço Público da Texas A&amp;amp;M’s; e Sammy Zahran, anteriormente da Texas A&amp;amp;M e, atualmente, professor assistente de sociologia da Universidade do Estado do Colorado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Kellstedt diz que as descobertas foram um pouco inesperadas. O foco do estudo não era, diz ele, medir o quanto os americanos são informados acerca do Aquecimento Global, mas em entender por que alguns indivíduos que são mais ou menos informados sobre isso, mostravam mais ou menos preocupação sobre o assunto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Neste sentido, nós realmente não tínhamos quaisquer expectativas sobre o quanto conscientes ou inconscientes as pessoas eram acerca do Aquecimento Global”, diz ele.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas, acrescenta ele, “A descoberta de que os entrevistados mais informados estavam menos preocupados com o Aquecimento Global e se sentiam menos pessoalmente responsáveis por ele, nos surpreendeu. Nós esperávamos exatamente o oposto”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“As descobertas, embora de modesta magnitude – existem outras variáveis que nós medimos, que têm efeitos muito maiores sobre a conscientização sobre o Aquecimento Global – são estatisticamente robustas, o que significa que elas continuaram aparecendo, qualquer que fosse a maneira com que modelássemos os dados”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Medir o conhecimento acerca do Aquecimento Global é um negócio arriscado, acrescenta Kellstedt.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Isso é verdade para muitas outras coisas que gostaríamos de medir em pesquisas, é claro, especialmente coisas que poderiam causar embaraço nas pessoas (tais como a ignorância), ou que pudessem sofrer alguma pressão social para serem omitidas (tais como preconceitos)”, diz ele.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Não existem padrões industriais, por assim dizer, para medir o conhecimento acerca do Aquecimento Global. Nós optamos por realizar uma medição direta e entender que outras medições poderiam produzir resultados diferentes”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora, por bem ou por mal, os cientistas têm que lidar com a grande confiança que o público tem neles. “Mas não deve ser consolador para os pesquisadores na comunidade científica que, quanto mais as pessoas confiam nos cientistas, menos estejam preocupadas com suas descobertas” concluem os pesquisadores em seu estudo. &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;###&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que deixa alguma dúvida sobre se &lt;b&gt;realmente&lt;/b&gt; cabe aos cientistas algum papel nas decisões éticas... Talvez o &lt;b&gt;principal&lt;/b&gt;  papel seja esclarecer o público de que a ciência &lt;b&gt;jamais&lt;/b&gt; afirmou ter todas as respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, os cientistas responsáveis sempre apregoaram não ter, sequer todas as perguntas...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-1480847274317099589?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/1480847274317099589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=1480847274317099589' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/1480847274317099589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/1480847274317099589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/03/bem-informado.html' title='Bem informado?...'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-9010227259223318615</id><published>2008-03-25T16:03:00.005-03:00</published><updated>2008-03-25T18:35:15.651-03:00</updated><title type='text'>Physics News Update nº 859</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Boletim de Notícias da Física do Instituto Americano de Física, número 859, de 25 de março de 2008 por Phillip F. Schewe e Jason  S. Bardi.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.aip.org/pnu"&gt;PHYSICS NEWS UPDATE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LUZ CURTA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fóton singelo mais curto do mundo foi produzido pelos físicos da Universidade de Oxford. A luz pode ser vista como uma série de ondas ou, na visão dual prescrita pela ciência quântica, como uma coleção de quanta, pacotes de energia com o comportamento de partículas, chamadas de fótons. Em um lugar qualquer ao longo de um feixe de luz, podem existir vários fótons, ou, em casos especiais, apenas um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criar fótons singelos não é fácil. É possível criar fótons aos pares, enviando luz laser através de cristais especiais. Mesmo um feixe de laser monocromático vai consistir de vários fótons; porém, ocasionalmente, um desses fótons vai ser "convertido para baixo", ou seja, vai se dividir em dois fótons, cada um com metade da energia do fóton original. Quando um par é criado, a detecção de um desses fótons com metade da energia denuncia a existência de seu gêmeo. Além disto, estes fótons estão emaranhados, o que significa que as propriedades de um estão inexoravelmente ligadas às de seu parceiro, e a detecção de um deles pode arruinar o estado quântico do outro. Por meio da minimização dessas correlações quânticas, os pesquisadores obtiveram fótons "denunciados" com uma qualidade excepcionalmente alta e curta duração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na experiência de Oxford, os pares de fótons criados tinham um comprimento de onda central de cerca de 830 nm, na fronteira entre a luz visível e o infravermelho próximo. Cada um desses fótons tinha (em unidades de tempo) cerca de 65 femtossegundos (65 x 10&lt;sup&gt;-15&lt;/sup&gt; seg) de duração. Em unidades de espaço, eles tinham cerca de 20 microns de comprimento. O fóton mais curto até então produzido, tinha cerca de 1 picossegundo (10&lt;sup&gt;-12&lt;/sup&gt; seg) de duração. Pulsos de luz com extensões até menores, de apenas centenas de attosegundos, já foram criados, porém consistiam de vários fótons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos pesquisadores de Oxford, Peter Mosley, diz que esta nova experiência representa a primeira vez que se produz fótons "de livro-texto" - pacotes de ondas idênticos e localizados, contendo um único nível quântico de energia - em laboratório. (Mosley et al., &lt;i&gt;Physical Review Letters&lt;/i&gt;, artigo em publicação)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OCULTAMENTO ATÔMICO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um novo estudo mostra como uma região do espaço pode ser tornada invisível para ondas de matéria. Nos últimos anos, a possibilidade de ocultamento óptico se tornou um assunto "quente" (e.g., &lt;i&gt;Science&lt;/i&gt;, 8/9/2006). Até a ocultação com ondas de som foi proposta (&lt;a href="http://chivononpo.blogspot.com/2008/01/physics-news-update-n-853.html"&gt;PNU n° 853, matéria 2&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, os físicos do grupo do Professor Xiang Zhang na Universidade da Califórnia em Berkeley, estão tentando estender a idéia de ocultamento a ondas atômicas (átomos resfriados, cujas propriedades ondulatórias quânticas são mais importantes do que suas propriedades como partículas) que se movem através de um "meio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "meio" em questão aqui é uma rede óptica concêntrica, gerada por ondas eletromagnéticas permanentes com fases e amplitudes espacialmente controladas. O ocultamento de um objeto banhado em luz funciona pela modulação da massa efetiva e do potencial das ondas de átomos que atravessam a casca que envolve o objeto. A casca é análoga aos metamateriais (materiais construídos que consistem, freqüentemente, de arranjos de pequenas estruturas de metal na forma de hastes e objetos em forma de anéis), usados no caso óptico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos pesquisadores de Berkeley, Shuang Zhang, diz que o equivalente a um índice de refração na onda atômica seria a modulação da massa atômica efetiva no interior da rede óptica (ver figura em &lt;a href="http://www.aip.org/png"&gt;www.aip.org/png&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zhang diz que, além do ocultamento, a criação de um metamaterial a partir de ondas atômicas pode também auxiliar a focalização de ondas atômicas em pequenas áreas (super-lentes) ou para direcionar feixes de partículas como se desejar. (Zhang et al., &lt;i&gt;Physical Review Letters&lt;/i&gt;, 28 de março de 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PHYSICS NEWS UPDATE é um resumo de notícias sobre física que aparecem em convenções de física, publicações de física e outras fontes de notícias. É fornecida de graça, como um meio de disseminar informações acerca da física e dos físicos. Por isso, sinta-se à vontade para publicá-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o crédito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de Física). O boletim Physics News Update é publicado, mais ou menos, uma vez por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como divulgado no numero anterior, este boletim é traduzido por um curioso, com um domínio apenas razoável de inglês e menos ainda de física. Correções são bem-vindas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-9010227259223318615?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/9010227259223318615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=9010227259223318615' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/9010227259223318615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/9010227259223318615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/03/physics-news-update-n-859.html' title='Physics News Update nº 859'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-9220999869113613874</id><published>2008-03-24T22:18:00.002-03:00</published><updated>2008-03-24T22:39:46.314-03:00</updated><title type='text'>A Influência Através da Ignorância</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;" text="" aling="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"Pescado" do EurekAlert...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://www.usc.edu/"&gt;University of Southern California&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.eurekalert.org/pub_releases/2008-03/uosc-tmi032408.php"&gt;Informação demais? Estudo mostra a influência da ignorância.&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na corrente edição do “The RAND Journal of Economics”, pesquisadores da USC apresentam um desafio ao modelo econômico clássico de manipulação da informação, no qual saber mais do que todo o mundo é a chave para influenciar.  &lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em lugar disto, os economistas Isabelle Brocas e Juan D. Carrillo apresentam  uma situação – comumente observada na vida real – na qual todos os atores têm acesso à mesma informação, porém um dos atores ainda consegue controlar a opinião pública. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por exemplo, uma companhia farmacêutica, tal como a Merck, pode ser obrigada a tornar públicos todos os resultados de todos os estudos relacionados a uma nova droga. Testes preliminares podem indicar a ausência de efeitos colaterais a curto prazo e a companhia pode escolher não realizar  testes de acompanhamento posterior, antes de lançar o medicamento no mercado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;“Para otimizar o resultado, se deseja fornecer informação suficiente para que os outros atores cheguem a um determinado nível de confiança, mas se deve parar ao atingir esse nível,” explicou Brocas. “De outra forma, pode acontecer que mais informações façam com que o nível de confiança diminua.”&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O estudo, “Influência Através da Ignorância”, é o primeiro a examinar extensamente situações onde o poder se origina em controlar o fluxo de informação para o público, em oposição à posse de informações exclusivas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Como explicam Brocas e Carrillo, existem segredos – fatos que são deliberadamente omitidos – e existem fatos que não são conhecidos por pessoa alguma.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;“Não é necessário ter informações extra,” afirma Brocas. “Você pode induzir as pessoas a fazer o que você quer, apenas por cessar o fluxo de informação ou por fazê-lo continuar. Isto basta.”&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Incrivelmente, o ator que manipula o fluxo de informação deve deliberadamente escolher permanecer desinformado, também – o que pode sair pela culatra.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No caso da Merck, um estudo, publicado cinco anos depois que o medicamento foi introduzido no mercado,  mostrava que tomar Vioxx aumentava significativamente o risco de ataques cardíacos. A Merck financiou o estudo, que foi realizado para verificar se o analgésico era também eficaz contra pólipos no cólon.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Aí, envolvida em uma pendência judicial de US$4,85 bilhões, a companhia afirma que o Vioxx, estatisticamente, não oferece qualquer risco significativo a longo prazo para o coração, uma vez que sua administração tenha sido suspensa. Esta afirmação é discutível: a Merck parou de monitorar os pacientes depois de apenas um ano, cessando o estudo logo que o medicamento foi retirado do mercado. &lt;/p&gt; &lt;p&gt; Da mesma forma, explicam os pesquisadores, o presidente de um conselho pode encerrar as discussões e a apresentação de novos indícios, digamos, sobre a continuação da procura por armas de destruição em massa. Exigir uma votação enquanto os sentimentos parecem estar com uma certa tendência, efetivamente restringe o quanto todos os membros, inclusive o presidente, sabem acerca do assunto em questão.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No geral, a capacidade de controlar o fluxo de notícias e permanecer publicamente ignorante, dá ao líder algum poder, que é usado para influenciar as ações dos seguidores,” afirmaram os pesquisadores. “Nossos resultados  sugerem que um presidente (de qualquer comitê), o Presidente (da República) e a mídia podem influenciar as decisões de um comitê, do eleitorado e do público, por meio de uma restrição estratégica do fluxo de informações.”&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Brocas e Carrillo estão realizando um estudo complementar que mede o quanto as pessoas compreendem, de maneira intuitiva, o fenômeno da “influência através da ignorância”: “Estamos interessados em saber se as pessoas entendem sua capacidade de manipular informações e se o fazem de maneira otimizada”, diz Brocas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O estudo também aborda as implicações de diversas variáveis importantes, tais como o quanto a opinião pública é afetada quando existe mais de uma fonte de informação disponível para todos e que não seja excessivamente custosa para obter (em outras palavras, disponível e acessível para todos).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A competição, provida pela diversidade da mídia e por fontes públicas de verbas para pesquisas, não só faz com que as fontes de informação revelem mais dados, como também faz com que o efeito de “influência através da ignorância” diminua – e, sob certas circunstâncias, desapareça – descobriram os pesquisadores. &lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;###&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Brocas, Isabelle and Juan D. Carrillo, “Influence Through Ignorance.” The RAND Journal of Economics: 38:4; 931-947.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comparar com o famoso "De Bonner para Homer"... E tirem suas próprias conclusões...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas existe o velhíssimo adágio: "Quem só ouve um sino, só ouve um som"...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-9220999869113613874?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/9220999869113613874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=9220999869113613874' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/9220999869113613874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/9220999869113613874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/03/influncia-atravs-da-ignorncia.html' title='A Influência Através da Ignorância'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-8462355389705724777</id><published>2008-03-20T19:26:00.006-03:00</published><updated>2008-03-20T23:41:51.696-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ciência e Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética e ciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roda de Ciência'/><title type='text'>O Papel do Cientista nas Decisões Éticas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a style="font-family: verdana;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/roda1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/roda1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por mais que se queira dissociar o tema deste mês do confronto "ciência vs. religião", não há como fugir a isto, uma vez que o próprio tema surgiu da atualidade da decisão que o Supremo Tribunal Federal vai ter que tomar (em minha opinião, já devia ter tomado...) sobre uma questão de suposta "ética", que, na verdade, é apenas sobre um dogma religioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, não me resta outro remédio senão analisar, desde a origem, a convivência entre "ciência e religião", uma vez que sou suspeito por ambos os "lados" desse confronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu afirmei, em comentário ao artigo do Osame, que as religiões tiveram como base a "ciência" (na sua acepção de "conhecimento adquirido"), só que as religiões não foram capazes de se adaptar ao progresso da ciência e se tornaram, mesmo, um entrave ao progresso da humanidade, quando deveriam ser, ao contrário, um esteio ético para este desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos à pré-história e analisemos a "ciência" de então, para podermos avaliar de onde surgiu toda essa idéia de "religião" e qual papel ela deveria ter, bem como sua ligação com os conceitos de "moral" e "ética".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira coisa que nossos ancestrais devem ter reparado, deve ter sido a alternância quase regular entre o dia e a noite. Recém saídos de uma Era Glacial que, por pouco não encerrou a promissora carreira desse bando de primatas, o Sol e o calor devem ter sido particularmente proeminentes, apesar da grande importância da Lua, principalmente da Lua Cheia que permitia uma melhor vigilância contra os predadores noturnos. [Parêntesis (primeiro de uma série de muitos): existe muita discussão quanto à coincidência dos ciclos lunares e a fertilidade das mulheres. Usando um raciocínio bem primário, se pode aventar a hipótese de que as mulheres que ficavam férteis no período da Lua Nova, teriam uma melhor chance de procriação; nessas noites mais escuras, é de se esperar que os caçadores estivessem de volta à proteção da caverna...] Bom, já temos duas entidades cujo comportamento era particularmente importante para os humanos e, portanto, sérios candidatos a serem deificados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas qual seria a idéia de um "Deus"?... Afinal, com quem os homens podiam se comparar para criar os seres superiores?... Certos animais eram mais fortes, outros mais rápidos, outros demonstravam habilidades especiais de visão, audição, alguns, mesmo, pareciam possuir um "sentido" desconhecido aos homens. Ora, se os homens eram "superiores" aos animais, os "Deuses" deveriam ser "superiores" aos homens na mesma medida: mais fortes, mais inteligentes, mais belos, mais tudo... "Super-homens". E é exatamente o que vamos encontrar nas primeiras civilizações: "super-homens" com atributos animais. E, como toda tribo tinha um chefe, normalmente escolhido entre os mais "sábios" (ou seja, mais velhos - a figura do guerreiro-chefe só veio aparecer mais tarde) e as mulheres eram naturalmente mais longevas, o matriarcado parece ser apenas um  resultado natural. Logo, as Deusas-Mães são apenas um passo lógico adiante. [Parêntesis: em diversas culturas a associação de gênero é inversa à que temos hoje em dia: é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A&lt;/span&gt; Sol e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O&lt;/span&gt; Lua...] A "civilização" ("reunião em cidades") parece ter acabado com o matriarcado: os antigos caçadores-coletores já podiam ficar nas habitações, sem se afastar demais dos rebanhos e plantações, e a força física dos machos da espécie, combinada à fragilidade da mulher gestante, parece ter relegado as mulheres a uma função "subordinada" - a de "reprodutora", uma vez que a sobrevivência ainda dependia muito dos números. Os Deuses machos começam igualmente a assumir o comando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, de uma pletora de "Deuses" que "governavam" todos os fenômenos naturais, cuja imprevisibilidade era uma ameaça à sobrevivência da espécie e precisava de alguma maneira de "ser propiciada", à exemplo dos homens que os criaram, os Deuses precisavam de um "chefe". E, como tudo que se conhece e é vivo, nasceu e morre, também os Deuses precisavam ter nascido de algum lugar. "É claro" que vamos precisar de um "criador" que, do nada, criou tudo o que existia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chega de digressão acerca de Deuses e Deus... O importante é que todas essas noções nasceram da "ciência" disponível: a observação da Natureza e a comparação das coisas da natureza à única medida disponível: o ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passando à questão de "moral" e "ética", a Teoria dos Jogos está aí mesmo para comprovar, matematicamente, que o "jogo da sobrevivência da espécie" passa, necessariamente, pelo "altruísmo". Embora em questões menores o "gene egoísta" seja preponderante, para a sobrevivência de uma sociedade é fundamental que o altruísmo seja incentivado. Qual incentivo melhor para forçar um comportamento harmonioso e devidamente cooperativo do que "a vontade divina"?... O medo da morte pode ser habilmente explorado com a crença em uma "vida eterna", na qual o indivíduo será "julgado" por tudo o que fez e deixou de fazer - segundo um conjunto de normas atribuídas ao(s) Deus(es) - e terá recompensa pelos eventuais sofrimentos injustos a que se submeteu, enquanto os infratores serão severamente punidos, por mais "poderosos" que possam ter sido nesta Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a base de toda e qualquer religião: "esta vida não é tudo" e "quem se comportar bem, ganha um presente"... E este "se comportar bem" geralmente inclui todas as normas necessárias ao "jogo cooperativo" entre os vivos (e os "mais vivos", diria o Barão de Itararé...). Toda a ética humana pode ser resumida a: "não faça com os outros o que você não gostaria que fizessem com você". E todas as "normas morais" que forem além de "mulheres e crianças primeiro, depois os idosos (sua sabedoria é útil...)" é pura conveniência local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a humanidade poderia ter ficado nisso e apenas deixado que a inveja, a cobiça e a preguiça assumissem seus aspectos positivos: a inveja estimulando o aperfeiçoamento pessoal (não que os demais piorem); a cobiça estimulando a "ter mais" (não necessariamente tirando de quem tem; quando toda a sociedade prospera, cada indivíduo é beneficiado); e a preguiça buscando soluções mais eficientes e menos trabalhosas para realizar o trabalho inevitável (não postergando o que tem que ser feito).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o ser humano é um bichinho curioso... Quer porque quer saber como, quando, onde e por que... E não descansa enquanto não conseguir controlar tudo, desde o meio-ambiente até a "vontade de (os) Deus(es)". E como (os) Deus(es) é(são) caprichoso(s) e nunca desvenda todos os seus segredos, o ser humano resolveu que ia estudar, até entender, pelo menos os mistérios da Natureza. E, de repente, descobriu que não morava no Centro do Universo, mas em um planetinha xinfrim, que orbita uma estrela de quinta, na periferia de uma galáxia perfeitamente medíocre, entre um nunca-acabar de galáxias... Aquele "Super-homem" com poderes compreensíveis e bajulável para ser propício, corruptível com meia-dúzia de louvaminhas e "protestos de elevada estima e consideração" (junto com um suborninho...), já não dava mais para a tarefa para lá de hercúlea de criar um universo desse tamanho... O(s) Deus(es) ficou(aram) irremediavelmente paroquiano(s).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior: o ser humano descobriu que nem seu aparente controle do meio-ambiente é suficiente... Nem a velha "Mamãe Natureza" está disposta a aguentar indefinidamente os maus modos desse filho bestalhão que gasta como se não houvesse amanhã... Tudo o que o homem tira da Natureza, está fadado a voltar para ela, com direito a uma catástrofezinha para ensinar ao moleque que com "Mamãe não se brinca"... De "ápice da Criação" e "imagem e semelhança do Criador", o ser humano se viu reduzido, por sua própria curiosidade, a um triste macaquinho "melhorado" que - por muito favor - tem um planeta para morar, mas tem que cuidar dele, senão, é "despejado" e o Planeta nem liga... (e (os) Deus(es) também não...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem este "Deus-bedel" para vigiar e punir/recompensar, sem sequer um "referencial inercial absoluto" para calcular, de onde derivar as certezas sobre o que é "certo" ou "errado"?... Da velocidade da luz no vácuo?... Da absoluta amoralidade da "seleção natural", um "Jogo de Soma Zero", onde a fome do lobo tem o mesmo valor que a vida do carneiro?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não... Certamente a ciência não tem respostas para a eterna pergunta da humanidade: "o que é que eu estou fazendo aqui?" E pode apenas apontar, estatisticamente, qual comportamento - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a curto prazo&lt;/span&gt; - pode trazer uma recompensa maior. O ser humano é muito pequeno, mesmo se comparado apenas com o planetinha xinfrim onde vive... A humanidade pode ser apenas uma doença cutânea temporária no planeta e toda a sua filosofia e ciência serem uma "ilusão impermanente", como afirmam os buddhistas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, afinal, qual é o papel do cientista nas Decisões Éticas?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas isso: &lt;b&gt;buscar os fatos!...&lt;/b&gt; Apontar as inconsistências da auto-imagem que o ser humano tem de si próprio e lembrá-lo, sempre, que, se existe um Deus (ou Deusa, ou Deuses...), ele(a, es) é(são) profundamente indiferente(s) a detalhes insignificantes como os enormes dinossauros ou toda a nossa "ciência" E TEMOS QUE PARAR DE NOS COMPORTAR COMO CRIANÇAS MIMADAS E ASSUMIR RESPONSABILIDADE POR NOSSOS ATOS, PORQUE NÃO ADIANTA REZAR QUE A ÁGUA NÃO VAI SUBIR O MORRO!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota de rodapé: seja qual for a decisão do STF sobre as células-tronco embrionárias, nada vai mudar o fato de que aquele embriões estão vivos, mas não são gente... &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quer o Papa (o Dalai Lama, ou o Bispo Macedo) goste disso ou não!...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Comentários &lt;a href="http://rodadeciencia.blogspot.com/2008/03/o-papel-do-cientista-nas-decises-ticas.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, por favor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-8462355389705724777?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/8462355389705724777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/8462355389705724777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/03/o-papel-do-cientista-nas-decises-ticas.html' title='O Papel do Cientista nas Decisões Éticas'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-1426083352655192898</id><published>2008-03-14T15:45:00.006-03:00</published><updated>2008-03-14T22:43:06.824-03:00</updated><title type='text'>Physics News Update nº 858</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Boletim de Notícias da Física do Instituto Americano de Física, número 858, de 14 de março de 2008 por Phillip F. Schewe e Jason  S. Bardi.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.aip.org/pnu"&gt;PHYSICS NEWS UPDATE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MENOR ANEL DE DIAMANTES DO MUNDO, medindo somente 5 mícrons (milionésimos de metro) de diâmetro e 300 nanômetros (bilionésimos de metro) de espessura, foi feito pelos cientistas na Universidade de Melbourne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anel é um componente em um dispositivo para a produção e detecção de fótons isolados. Uma figura do anel (ver a imagem &lt;a href="http://www.aip.org/png/2008/299.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;) foi exibida por Steven Prawer em uma sessão dedicada aos circuitos com base em diamantes artificiais, durante o Encontro de Março da Sociedade Americana de Física (American Physical Society = APS) em Nova Orleans. Para mais informações sobre o trabalho australiano ver na página  do &lt;a href="http://www.qcaustralia.org/home.htm"&gt;Centre for Quantum Computer Technology&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUBITS DE DIAMANTE.  Essa sessão da APS apresentou diversos outros resultados impressionantes no processamento quântico de informação (quantum information processing = QIP).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, em primeiro lugar: por que diamantes? O diamante é um excelente condutor de calor e isolante elétrico, e parece que vai ser um excelente hospedeiro para os qubits.  Qubits são um tipo especial de bit. Diferentemente dos bits (que podem ter os valores "1" ou "0"), empregados nos computadores digitais normais, os qubits podem ter os valores de 1 e 0 ao mesmo tempo. Isso se deve ao fato de que o qubit se manifesta na forma de um sistema quântico que existe em uma superposição de dois estados diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os exemplos incluem fótons que podem estar em qualquer um de dois estados de polarização, ou Pares de Cooper que podem ficar de ambos os lados de uma &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_Josephson"&gt;Junção Josephson&lt;/a&gt;, ou o spin  total (para cima ou para baixo) de um "ponto quântico" ("quantum dot").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma forma relativamente nova de qubit emprega as duas orientações de um elétron não-emparelhado que circula um estranho tipo de "molécula" no coração de uma película de diamante artificial. A molécula consiste de um átomo de Nitrogênio e um vazio próximo, um local no cristal que não contém qualquer átomo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vantagens de empregar esse "centro de cor NV"¹ (assim chamado porque a molécula, quando excitada, re-emite um fóton de cada vez) inclui o fato de que ela é facilmente polarizável por luz laser; ela permanece polarizada até um milissegundo, em comparação com os meros nanossegundos para a maioria dos elétrons em um semicondutor; e tudo isso à temperatura ambiente. Colocar o elétron simultaneamente em ambos os estados de spin o torna um qubit de longa duração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com mais algumas redes ópticas, este qubit pode ser emaranhado (colocado em coerência) com outros qubits próximos, criando uma porta lógica ou processador lógico para um futuro computador quântico. (O artigo de David Awschalom na edição de Out 2007 da "Scientific American" fornece um excelente "background".)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em rápida sucessão, aqui vão algumas das notícias sobre diamantes do encontro da APS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESR DE ELÉTRON ISOLADO. Ronald Hanson (do Instituto Kavli, Delft, Holanda) relatou resultados da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara que revelam a capacidade de inverter o spin de um elétron (associado com o centro NV) em poucos nanossegundos e observar esse elétron, na medida em que o mesmo perde sua determinada polarização, por meio de interações com o ambiente circundante do diamante; este ambiente é chamado de "banho de spin", já que ele é composto por vários átomos de Nitrogênio circundantes, cujos spins podem ser ajustados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hanson argumenta que ele e seus colegas obtiveram ressonância de spin eletrônico (electron spin resonance = ESR, essencialmente o equivalente à ressonância magnética nuclear {nuclear magnetic resonance = NMR}, para elétrons) com sensibilidade para um elétron individual. Os resultados foram igualmente relatados na "Science on-line" de 13 de março.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTROLE DE SPIN DE NUCLEOS INDIVIDUAIS. Mikhail Lukin, de Harvard, descreveu o efeito de um núcleo magnético de Carbono-13 no comportamento observado de centros de cor no diamante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Carbono-13, um isótopo presente em diamantes muito puros na faixa de 1%, é magnético, ao passo que os núcleos comuns de Carbono-12 não são.  Lukin disse que ele espera emaranhar vários desses NV/C-13 qubits, criando um registrador potencial para a realização de processamento quântico (ver Dutt et al., Science, 1 de junho de 2007, para "background").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um único átomo de C-13 poderia ser localizado dentro de um espaço de 1 nm e seu spin pode permanecer estável por períodos tão grandes quanto 1 segundo. Além disso, a interação do NV/C-13 fornece uma maneira de realizar espectroscopia NMR em um único spin nuclear isolado e sensoriar campos magnéticos muito fracos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lukin e seus colegas realizaram experiências nas quais um sítio NV em um pequeno diamante, montado na extremidade de uma sonda, foi usado para sensoriar a assinatura magnética de uma amostra em repouso logo abaixo.   Campos tão pequenos como 10 nanoTesla foram sensoriados. Com efeito, afirmou Lukin, este dispositivo atuou como um magnetômetro de um único átomo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REDE FOTÔNICA DE QUBIT. Finalmente, Charles Santori (da Hewlett Packard) relatou a criação de qubits em diamantes à temperatura ambiente, sem a necessidade de qualquer campo magnético externo (para polarizar elétrons) ou microondas (para inverter a polarização). Todas essas tarefas, disse ele, podem ser realizadas com um laser de luz visível modulada em duas freqüências.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abordagem totalmente óptica para a manipulação de spins, empregando guias de onda ópticos e cavidades, era um passo necessário para a aceleração e ampliação da escala do processo de criação e interligação de vários qubits, em um computador quântico viável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¹ Nota do Tradutor: eu mantive a forma usada pelos redatores do PNU "centro de cor NV" ("NV color center"), embora a forma mais correta talvez não seja essa. O mais usual é chamar isso de "Centro F" (do alemão: &lt;i&gt;Farbzentrum &lt;/i&gt;) e foi assim que eu encontrei referências a esse fenômeno, composto de um átomo de "impureza" (no caso Nitrogênio, "N") e um "vazio" ("V").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PHYSICS NEWS UPDATE é um resumo de notícias sobre física que aparecem em convenções de física, publicações de física e outras fontes de notícias. É fornecida de graça, como um meio de disseminar informações acerca da física e dos físicos. Por isso, sinta-se à vontade para publicá-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o crédito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de Física). O boletim Physics News Update é publicado, mais ou menos, uma vez por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como divulgado no numero anterior, este boletim é traduzido por um curioso, com um domínio apenas razoável de inglês e menos ainda de física. Correções são bem-vindas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-1426083352655192898?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/1426083352655192898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=1426083352655192898' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/1426083352655192898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/1426083352655192898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/03/physics-news-update-n-858.html' title='Physics News Update nº 858'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-8515069959870201248</id><published>2008-03-10T14:17:00.011-03:00</published><updated>2008-03-13T23:21:12.829-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Questões Militares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia Mundial. Geopolítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><title type='text'>"Guerra Contra o Terrosimo": quem aproveita?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Meu amigo virtual, que prefere ser identificado apenas como o &lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=15906875653046622511"&gt;Moderador&lt;/a&gt; da Comunidade &lt;a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=36249056"&gt;"Geopolitical Analisys"&lt;/a&gt; do Orkut, consegue desencavar matérias incríveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das mais recentes, ele foi buscar no &lt;a href="http://www.independent.com.mt/mainpage.asp"&gt;"The Independent"&lt;/a&gt;... da Ilha de Malta!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma reflexão interessante sobre essa nova onda de "proteção contra o terrorismo internacional" e a real validade das medidas adotadas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.independent.com.mt/news.asp?newsitemid=66127"&gt;Re-pensando o contraterrorismo&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;por Bjørn Lomborg e Todd Sandler&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardas de fronteira de faces sombrias e duras medidas de segurança em aeroportos internacionais nos dão uma poderosa sensação de segurança em que o mundo desenvolvido está gastando centenas de bilhões de dólares para nos proteger contra o terrorismo. Mas será que isso vale a pena?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora cidadãos dos países ricos vejam o terrorismo como uma das maiores ameaças mundiais, os terroristas transnacionais tiram, em média, somente 420 vidas a cada ano. Será que, então, os terroristas obtiveram sucesso em fazer com que o mundo desenvolvido realize investimentos de baixo retorno em contraterrorismo, enquanto problemas mais urgentes, tais como os que envolvem saúde, meio ambiente, conflitos e governabilidade, são ignorados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, o "Consenso de Copenhagen" (&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Copenhagen_Consensus"&gt;"Copenhagen Consensus"&lt;/a&gt;), cujo propósito é sopesar os custos e benefícios de diferentes soluções para os maiores problemas do mundo, recomendou novas pesquisas sobre os méritos dos diferentes métodos de combate ao terrorismo. Os resultados são surpreendentes e preocupantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gastos globais com segurança nacional registraram um aumento de cerca de US$70 bilhões desde 2001. De maneira nada surpreendente, isto se traduziu, inicialmente, em uma queda de 34% nos ataques terroristas transnacionais. O que surpreende é que aconteceram mais 67 mortes, em média, a cada ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este aumento na taxa de mortes é causado pela resposta racional dos terroristas aos maiores riscos, impostos pelas medidas de segurança mais rígidas. Eles passaram a realizar ataques onde podem causar maiores carnificinas, de modo a aumentar o impacto com um número menor de ataques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As medidas antiterrorismo aumentadas, simplesmente transferiram a atenção dos terroristas para outros lugares. A instalação de detectores de metais nos aeroportos em 1973 diminuiu os seqüestros de aeronaves, mas aumentou o de seqüestros de pessoas; a fortificação das embaixadas americanas reduziu os ataques às embaixadas, mas aumentou o número de assassinatos de diplomatas. Desde que as medidas de contraterrorismo foram aumentadas na Europa, Estados Unidos e Canadá, houve uma clara mudança de alvo para ataques contra os interesses americanos no Oriente Médio e na Ásia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gastar importâncias cada vez maiores para tornar os alvos mais "difíceis" é, na verdade, uma má escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aumento nas medidas defensivas em escala mundial em 25%, custaria ao menos US$75 bilhões em cinco anos. Os terroristas irão, inevitavelmente, se voltar para alvos mais frágeis. No cenário extremamente improvável de que os ataques caíssem os mesmos 25%, o mundo economizaria cerca de US$22 bilhões. Mesmo assim, os custos são três vezes mais altos do que os benefícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito de outra forma, cada dólar extra gasto no aumento de medidas defensivas obterá – no máximo – um retorno de cerca de 30 cents. Poderíamos salvar cerca de 105 vidas por ano, neste cenário mais otimista. Para colocar isso no devido contexto, 30.000 vidas são perdidas anualmente nas rodovias dos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do efeito do aumento das medidas defensivas, patrocinar uma maior cooperação internacional para cortar o financiamento dos terroristas seria relativamente mais barato e mais eficaz. Isto envolveria uma maior extradição de terroristas e um aperto nos fundos de ajuda humanitária, tráfico de drogas, mercadorias "piratas", comércio de "commodities" e atividades ilícitas que lhes permitem continuar com suas atividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora esta abordagem tenha pouca ou nenhuma eficácia na redução de eventos de pequeno escopo, tais como atentados a bomba "rotineiros" ou assassinatos políticos, ela prejudicaria sensivelmente os ataques espetaculares que envolvem uma grande soma de planejamento e recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aumento da cooperação internacional que esta abordagem necessita, seria difícil de se conseguir, porque as nações protegem agressivamente sua autonomia sobre questões de polícia e segurança interna. Uma única nação não-cooperativa pode desfazer muito dos esforços das outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, as vantagens seriam substanciais. Dobrar o orçamento da Interpol e alocar um décimo do orçamento anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a monitoração financeira e capacitação, para rastrear os fundos de financiamento do terrorismo, custariam cerca de US$128 milhões anualmente. Impedir um evento terrorista catastrófico, faria o mundo economizar ao menos US$1 bilhão. Os benefícios seriam 10 vezes maiores do que os custos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra opção é que as nações-alvos pensem com mais largueza em suas abordagens do contraterorismo. Alguns observadores argumentam que os EUA – o alvo chave – poderia fazer mais para projetar uma imagem positiva e negar a propaganda dos terroristas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto poderia ser parcialmente obtido mediante a realocação ou aumento na ajuda externa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, os EUA destinam apenas 0,17% de seu PIB para assistência oficial para o desenvolvimento – a segunda menor parcela de contribuição entre os países da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Organiza%C3%A7%C3%A3o_para_a_Coopera%C3%A7%C3%A3o_e_Desenvolvimento_Econ%C3%B3mico"&gt;OCDE&lt;/a&gt; – e sua ajuda é altamente direcionada para países que apóiam a agenda de política externa americana. Ao estender o auxílio humanitário sem anzóis dentro, os Estados Unidos poderiam fazer mais para lidar com problemas tais como a fome, doenças e miséria, colhendo ao mesmo tempo consideráveis benefícios para sua imagem e diminuindo os riscos de ser alvo do terror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estamos advogando concessões às reivindicações dos terroristas: em lugar disto, nós recomendamos que a política externa seja mais astuta e mais inspiradora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe uma panacéia contra o terrorismo. Ele é, por si só, assustador. Entretanto, não devemos deixar que o medo nos desvie de responder a ele da melhor forma. Nem deve o medo nos impedir de salvar mais vidas, por gastar o dinheiro nas questões menos alardeadas que desafiam nosso planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bjørn Lomborg é o organizador do "Copenhagen Consensus", professor adjunto na Escola de Administração de Copenhagen e autor de &lt;a href="http://www.amazon.com/Cool-Skeptical-Environmentalists-Global-Warming/dp/0307266923/ref=pd_bbs_sr_1?ie=UTF8&amp;amp;s=books&amp;amp;qid=1205272983&amp;amp;sr=1-1"&gt;"Cool It: The Skeptical Environmentalist Guide to Global Warming"&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.amazon.com/Skeptical-Environmentalist-Measuring-State-World/dp/0521010683/ref=pd_bbs_2?ie=UTF8&amp;amp;s=books&amp;amp;qid=1205272983&amp;amp;sr=1-2"&gt;"The Skeptical Environmentalist: Measuring the Real State of the World"&lt;/a&gt;. Todd Sandler é Professor de Economia e Política Econômica, na Universidade do Texas em Dallas, e recebeu o &lt;a href="http://www.nasonline.org/site/PageServer?pagename=AWARDS_behavioral_research"&gt;Prêmio da Academia Nacional de Ciências para Pesquisa de Comportamento Relevante para a Prevenção da Guerra Nuclear&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Copyright (devidamente ignorado): Project Syndicate, 2008.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta tradução contou com a inestimável colaboração do "Moderador". Como a matéria foi traduzida a quatro mãos, eu não vou incluir, por hora, comentários pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Atualizando em 13/03/2008:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que nem meu cúmplice se dignou a comentar, eu vou continuar... Em primeiro lugar, é muito otimismo dos autores acharem que um país que chama seu campeonato nacional de beisebol de "World Series", vá se importar com uns sujeitinhos que vestem camisolões e "batem cabeça" voltados para uma obscura cidade na Península Arábica onde não há um poço de petróleo sequer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, é meio irônico um "Consenso de Copenhagen" se a Dinamarca é o primeiro país insignificante que fica sacaneando os muçulmanos, com as infelizes "charges de Maomé"... Bem "jesuítico": "faça o que eu digo, não o que eu faço"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que é muito mais fácil se livrar de terroristas se, em primeiro lugar, eles não tiverem motivos para explodir ninguém!... Elimine a fome, a miséria, os governos corruptos e ditatoriais de Faissal &amp;amp; curriola, Musharraf &amp;amp; patota, e, sobretudo, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;parem de dar apoio ao Estado Terrorista de Israel e desmontem o KZ de Guantánamo, &lt;/span&gt;e dá para começar a conversar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A velha União Soviética "foi para o vinagre" exatamente porque gastava demais com "Segurança &amp;amp; Repressão". Espero estar vivo para ver a "balcanização" dos EUA... (Não fui eu quem lançou este vaticínio: foi &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Robert_A._Heinlein"&gt;Robert Anson Heinlein&lt;/a&gt; , o mesmo que previu a implosão da União Soviética, desde 1955). Já passou por perto, quando o Furacão Katrina assolou a Costa do Golfo do México, mas o W. Bush estava mais preocupado com o que acontecia no Golfo Pérsico... O "Direito de Secessão" continua na Constituição de lá... E a Governadora Blanco da Louisiana teve que ameaçar exercer esse direito para ter sua Guarda Nacional de volta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me incomoda são as alternativas disponíveis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-8515069959870201248?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/8515069959870201248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=8515069959870201248' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/8515069959870201248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/8515069959870201248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/03/guerra-contra-o-terrosimo-quem.html' title='&quot;Guerra Contra o Terrosimo&quot;: quem aproveita?'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-5393845715835491041</id><published>2008-02-28T21:26:00.004-03:00</published><updated>2008-02-28T22:27:27.076-03:00</updated><title type='text'>Physics News Update nº 857</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Boletim de Notícias da Física do Instituto Americano de Física, número 857, de 28 de fevereiro de 2008 por Phillip F. Schewe e Jason  S. Bardi.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.aip.org/pnu"&gt;PHYSICS NEWS UPDATE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FRACTAIS ATRAVÉS DO TEMPO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um novo estudo teórico observa não só como coisas fractais se parecem quando são ampliadas no espaço (elas apresentam invariância de escala: parecem exatamente iguais em escalas de tamanho cada vez menores), mas também como se as amplia no tempo — ou seja, quando se observa as mesmas em intervalos de tempo cada vez menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fractais são aquelas formas geométricas que são tão tortuosamente intrincadas que assumem uma dimensionalidade extra. Por exemplo, uma curva, nominalmente unidimensional, pode, com suficientes volutas, começar a ser caracterizada em uma dimensão em algum lugar entre 1 e 2. Em outras palavras, a curva começa a apresentar as características de uma superfície. Da mesma forma, uma superfície bidimensional pode ser tão dobrada que adquire um "volume".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta geometria fractal é especialmente interessante quando se considera os minerais e certos seres vivos (tais como tumores) onde interfaces altamente não-Euclideanas são importantes. Em um novo artigo, Carlos Escudero do Instituto de Matemática e Física Fundamental de Madri, realiza cálculos da ampliação dinâmica (como uma superfície se modifica no espaço e através do tempo em diversas escalas diferentes) de estruturas em crescimento, tais como os filmes de semicondutores usados na indústria de microchips, onde, mesmo nas condições mais cuidadosamente controladas, podem acontecer geometrias não-Euclideanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele descobriu que o comportamento, momento a momento, das superfícies são fortemente afetadas pela geometria fractal. Em breve, Escudero estará testando suas teorias com colegas em várias áreas de pesquisas práticas, inclusive o crescimento de tecidos tumoríferos em plantas e o crescimento dos filmes semicondutores. (&lt;i&gt;Physical Review Letters&lt;/i&gt;, artigo em publicação; na página &lt;a href="http://www.aip.org/png/2008/297.htm"&gt;http://www.aip.org/png/2008/297.htm&lt;/a&gt;   foi colocada uma figura de um tumor de planta fornecida pelo Laboratório de Sistemas Complexos da Universidade Técnica de Madri. )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAIS ANOMALIAS NAS VELOCIDADES DE NAVES ESPACIAIS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nova observação das trajetórias de várias naves espaciais, à medida em que elas passam pela Terra, tem encontrado em cada caso um pequeno excesso de velocidade. Para as naves que seguem uma trajetória mais simétrica com respeito ao Equador, o efeito é mínimo. Para naves que seguem uma trajetória mais assimétrica, o efeito é maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da nave &lt;a href="http://www.blogger.com/-%22http://pt.wikipedia.org/wiki/NEAR_Shoemaker%22"&gt;NEAR&lt;/a&gt; (&lt;&lt;a href="http://near.jhuapl.edu/"&gt;http://near.jhuapl.edu/&lt;/a&gt;&gt;), por exemplo, a anomalia na velocidade chega a 13 mm/seg. Embora isso seja apenas um milionésimo da velocidade total, a precisão da medição da velocidade, realizada mediante a pesquisa do efeito Doppler nas ondas de rádio refletidas pela nave, é de 0,1 mm/seg, e isto sugere que a anomalia representa um efeito real e um que precisa de uma explicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A uns dez anos atrás, outra anomalia foi identificada na nave Pioneer 10 (ver &lt;a href="http://www.aip.org/pnu/1998/split/pnu391-1.htm"&gt;PNU nº 391, matéria nº 1&lt;/a&gt;) e uma certa controvérsia sobre o assunto se estabeleceu, desde então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos pesquisadores que participou daquelas primeiras medições, faz parte do novo estudo, conduzido pelos cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL). John D.  Anderson diz que os cientistas do JPL estão, agora, trabalhando em conjunto com colegas alemães para procurar possíveis anomalias na recente passagem da espaçonave Rosetta.  (Anderson et al., &lt;i&gt;Physical Review Letters&lt;/i&gt;, artigo em publicação, designado como "sugestão do editor" )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PHYSICS NEWS UPDATE é um resumo de notícias sobre física que aparecem em convenções de física, publicações de física e outras fontes de notícias. É fornecida de graça, como um meio de disseminar informações acerca da física e dos físicos. Por isso, sinta-se à vontade para publicá-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o crédito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de Física). O boletim Physics News Update é publicado, mais ou menos, uma vez por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como divulgado no numero anterior, este boletim é traduzido por um curioso, com um domínio apenas razoável de inglês e menos ainda de física. Correções são bem-vindas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-5393845715835491041?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/5393845715835491041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=5393845715835491041' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/5393845715835491041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/5393845715835491041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/02/physics-news-update-n-857.html' title='Physics News Update nº 857'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-4483828807064721393</id><published>2008-02-19T20:04:00.002-03:00</published><updated>2008-02-19T20:30:11.675-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geopolítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ciência e Idéias'/><title type='text'>Uma (outra) nação de idiotas...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pescado do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Washington Post&lt;/span&gt; do último domingo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2008/02/15/AR2008021502901_pf.html"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;A estupidificação da América&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Podem me chamar de ensobe, mas, realmente, somos uma nação de ignorantes&lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Susan Jacoby&lt;br /&gt;Domingo, 17 de fevereiro de 2008&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;“A mente deste país, ensinada a mirar em objetivos baixos, devora a si própria”. Ralph Waldo Emerson apresentou esta observação em 1837, mas suas palavras ecoam com uma dolorosa presciência nos atuais e muito diferentes Estados Unidos. Os americanos estão com sérios problemas intelectuais ─ em risco de perderem nosso arduamente conquistado capital cultural para uma virulenta mistura de anti-intelectualismo, anti-racionalismo e baixas espectativas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;Este é o último assunto que qualquer candidato ousaria levantar no caminho longo e tortuoso para a Casa Branca. É praticamente impossível falar sobre a maneira com que a ingorância do público contribui para agravar os problemas nacionais, sem ser taxado como “elitista”, um dos pejorativos mais poderosos que podem ser aplicados a qualquer um que aspira a um alto cargo eletivo. Em vez disto, nossos políticos repetidamente asseguram aos americanos que eles são apenas “povão”, um eufemismo que você pode procurar, em vão, nos discursos presidenciais anteriores a 1980. (Imagine só: “Nós aqui soberanamente resolvemos que esses mortos não terão morrido em vão... e que o governo do povão, pelo povão, para o povão, não perecerá deste mundo”). Tais exaltações de mediocridade estão entre os indícios seguros de anti-intelectualismo em qualquer era.&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;O trabalho clássico sobre este assunto é o “Anti-Intellectualism in American Life”, do historiador Richard Hofstadter da Universidade de Columbia, publicado no início de 1963, entre as cruzadas  anti-comunistas da era McCarthy e as convulsões sociais do final da década de 1960. Hofstadter viu que o anti-intelectualismo americano era, basicamente, um fenômeno cíclico que freqüentemente se manifestava como o lado negro dos impulsos democráticos do país em religião e educação. Mas a atual marca de anti-intelectualismo é menos um ciclo do que uma enchente. Se Hofstadter (que morreu de leucemia em 1970 com a idade de 54) tivesse vivido o suficiente para escrever uma continuação atual, ele teria descoberto que nossa era de “info-entretenimento” (“infotainment”) 24/7 teria superado suas previsões mais apocalípticas acerca do futuro da cultura americana.&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;A ignorância, parafraseando o falecido senador Daniel Patrick Moynihan, tem sido constantemente definida em termos cada vez mais baixos por várias décadas, pela combinação de duas forças, até hoje, irresistíveis. Elas incluem o triunfo da cultura do vídeo sobre a cultura impressa (e, quando  eu digo vídeo, eu quero dizer qualquer forma de meio digital, inclusive os mais velhos meios eletrônicos); uma defasagem entre o crescente nível de educação formal do americano e sua frágil compreensão das noções mais básicas de geografia, ciência e história; e a fusão do anti-racionalismo com o anti-intelectualismo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;O primeiro e principal vetor do novo anti-intelectualismo é o vídeo. O declínio da leitura de livros,  jornais e revistas, já é matéria velha. Esta tendência é mais pronunciada entre os jovens, mas continua a se acelerar e a afligir americanos de todos as idades e níveis de educação.&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;O hábito da leitura não declinou apenas entre os menos educados, de acordo com um relatório do ano passado do National Endowment for the Arts (nota do tradutor: um programa federal para o patrocínio das artes nos EUA). Em 1982, 82 % dos formandos em universidades liam novelas ou poemas por prazer; duas décadas depois, somente 67% o faziam. E mais de 40% dos americanos com menos de 44 anos não leu um único livro &lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;─&lt;/span&gt; de ficção ou não-ficção &lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;─&lt;/span&gt; durante o período de um ano. A proporção de pessoas com 17 anos que não lê coisa alguma (a menos que obrigada pela escola) mais do que dobrou entre 1984 e 2004. Este período de tempo, é claro, abrange o crescimento do uso de computadores pessoais, &lt;i&gt;Web surfing&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;video games&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;Será que isso importa? Os tecnófilos ridicularizam as catilinárias acerca do fim da cultura impressa como sendo apenas como “contemplação-do-próprio-umbigo” dos (quem mais?) elitistas. Em seu livro “Everything Bad Is Good for You: How Today's Popular Culture Is Actually Making Us Smarter” (“Tudo que é ruim é bom para você: como a atual cultura popular está nos tornando mais sabidos”) o escritor de ciências Steven Johnson nos assegura que não temos com o que nos preocupar. Claro, os pais podem ver seus “vibrantes e ativos filhos fitando silenciosamente, de bocas abertas, uma tela”. Mas este comportamento de zumbis “não são sinais de uma atrofia mental. São sinais de atenção focalizada”.  Baboseira. O problema real é o que as crianças estão assistindo, não no que a atenção deles está focalizada, enquanto eles se sentam mesmerizados por vídeos que eles já assistiram dezenas de vezes.&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;A despeito de uma agressiva campanha de marketing que visa encorajar crianças a partir de 6 meses a assisitir vídeos, não há qualquer indício de que focalizar uma tela seja outra coisa que não prejudicial para ciranças de tenra idade. Em um estudo publicado em agosto passado, pesquisadores da Universidade de Washington descobriram que bebês entre 8 e 16 meses reconheciam uma média de menos seis a oito palavras para cada hora gasta assitindo vídeos.&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;Eu não posso provar que ler por horas em uma casa-na-árvore (que é o que eu fazia quando tinha 13 anos) cria cidadãos mais informados do que martelar horas na Microsoft Xbox ou ser obsessivo acerca de perfís do Facebook. Mas a incapacidade em se concentrar por longos períodos de tempo &lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;─&lt;/span&gt; ao contrário de breves buscas por informação na Web &lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;─&lt;/span&gt; me parece intimamente relacionada com a incapacidade do público em se lembrar até de notícias de eventos recentes. Não é surpreendente, por exemplo, que se tenha ouvido menos dos candidatos à presidência sobre a guerra no Iraque nestes últimos estágios da campanha, do que no começo dela, simplesmente porque têm havido menos reportagens e vídeos sobre a violência no Iraque. Os candidatos, tal como os eleitores, dão ênfase às últimas notícias, não necessariamente às mais importantes.&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;Não surpreende que propagandas políticas negativas funcionem. “Com o texto, é até fácil perceber os diferentes níveis de confiabilidade entre diferentes pedaços de informação”, observou recentemente o crítico cultural Caleb Crain no &lt;i&gt;New Yorker&lt;/i&gt;. “Uma comparação entre duas reportagens de vídeo, por outro lado, é mais difícil. Forçado a escolher entre duas histórias conflitantes na televisão, o espectador recai nos seus palpites, ou no que ele já acreditava antes de começar a ver”.&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;No mesmo passo em que os consumidores de vídeo ficam cada vez mais impacientes com o processo de aquisição de informação através da linguagem escrita, todos os políticos se acham sob a pressão de entregar suas mensagens tão rápido quanto possível &lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;─&lt;/span&gt; e “rápido”, atualmente, é muito mais “rápido” do que costumava ser. Kiku Adatto, da Universidade de Harvard, descobriu que, entre 1968 e 1988, a “deixa” média de um candidato à presidência nos noticiários &lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;─&lt;/span&gt; onde aparecia a voz do próprio candidato &lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;─&lt;/span&gt; caiu de 42,3 segundos para 9.8 segundos. No entorno de 2000, de acordo com outro estudo de Harvard, a &lt;span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;deixa” diária do candidato tinha caído para apenas 7,8 segundos.&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;O encolhimento da amplitude de atenção do público, promovida pelo vídeo, é intimamente ligada à segunda importante força anti-intelectual na cultura americana: a erosão da cultura geral.&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;Pessoas acostumadas a ouvirem seu presidente explicar complicadas escolhas políticas com um desdenhoso “Quem decide sou eu”, devem achar quase impossível imaginar o trabalho que Franklin D. Roosvelt teve, nos sombrios meses depois de Pearl Harbor, para explicar por que as forças dos EUA estavam sofrendo uma derrota atrás da outra no Pacífico. Em fevereiro de 1942, Roosevelt pediu aos americanos que abrissem um mapa, durante suas “conversas ao pé do fogo” pelo rádio, de modo a que compreendessem melhor a geografia da batalha. Nas lojas por todo o país os mapas foram vendidos; cerca de 80% dos adultos americanos ligavam seus rádios para ouvir o presidente. FDR tinha dito a seus redatores de discursos que estava certo de que, se os americanos entendessem a imensidão das distâncias pelas quais os suprimentos tinham que viajar até as forças armadas, “eles poderiam tomar com as más notícias na ponta do queixo”.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;Isto é um retrato não só de uma presidência diferente, mas também de um país e de cidadãos diferentes, um que não tinha o acesso aos Google Maps por satélite, mas era muito mais receptiva à idéia de aprendizado e de complexidade do que o público atual. De acordo com uma pesquisa de 2006 da National Geografic-Roper, quase metade dos americanos entre 18 e 24 anos não achavam necessário saber a localização dos outros países onde as importantes notícias estavam acontecendo.   Mais de um terço considerava “nem um pouco importante” saber uma língua estrangeira e somente 14% consideravam isto “muito importante”.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;Isso nos leva ao terceiro e final fator por trás da nova ignorância americana: não a fata do conhecimento, em si, mas a arrogância acerca desta falta de conhecimento. O problema não é apenas o que não sabemos (considerem que um em cada cinco adultos americanos, de acordo com a Fundação Nacional de Ciências, pensa que o Sol gira em torno da Terra); é o alarmante número de americanos que petulantemente concluiu que não precisa saber dessas coisas, para começo de conversa. Chame isto de anti-racionalismo &lt;span style="font-family:Times New Roman,serif;"&gt;─&lt;/span&gt; uma síndrome que é particularmente perigosa para nossas instituições e o discurso público. Não conhecer uma língua estrangeira ou a localização de um país importante é uma manifestação de ignorância; negar a importância de tal conhecimento é puro anti-racionalismo. O hálito tóxico do anti-racionalismo e da ignorância fere as discussões das políticas públicas dos EUA em tópicos que vão da política de saúde aos impostos.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;Não existe uma cura rápida para esta epidemia de anti-racionalismo e anti-intelectualismo arrogante; esforços “tipo decoreba” para aumentar os resultados de exames padronizados, por meio de fazer os estudantes “decorebar” respostas específicas para perguntas específicas em exames específicos, não vai resolver o assunto. Além disto, as pessoas que personificam o problema são, usualmente, ignorantes do próprio probelma.  (“Vai ser difícil achar alguém que se ache ser contra o pensamento e a cultura”, notou Hofstadter). Já passou da hora de uma séria discussão nacional acerca de se, como uma nação, nós realmente valorizamos o intelecto e a racionalidade. Se esta se tornar, realmente, uma “eleição de mudanças”, o baixo nível do discurso em um país cuja mente foi ensinada a mirar em objetivos baixos, tem que ser o primeiro item da agenda de mudanças.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:info@susanjacoby.com"&gt;info@susanjacoby.com&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;i&gt;O último livro de Susan Jacoby se chama "The Age of American Unreason" (“A Era do Irracionalismo Americano”)&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Adendo do tradutor:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;E isso no país mais rico do mundo, com escolas de fazer qualquer professor (de qualquer grau) do Brasil babar de inveja, onde o transporte escolar não é feito em "pau-de-arara" e a Merenda Escolar não vai parar na casa dos apaniguados do prefeito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em um certo país democrático da America do Sul, onde o Presidente democraticamente eleito pelo voto majoritário direto (não por um "Colégio Eleitoral" que só quem usa sistema de medidas "Avoirdupois" entende...), o BBB-8 vai "bombando" na audiência, e o Fantástico desse mesmo domingo em que esse artigo foi publicado, concedeu o dobro do tempo da reportagem sobre a precariedade do transporte escolar, para a bombástica estréia em carreira solo de uma cantora de "axé-bunda", cuja apresentação foi a modesta frase: "eu sou a mulher mais gostosa do mundo!"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Áurea mediocritas!...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-4483828807064721393?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/4483828807064721393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=4483828807064721393' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/4483828807064721393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/4483828807064721393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/02/uma-outra-nao-de-idiotas.html' title='Uma (outra) nação de idiotas...'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-6185794719125683833</id><published>2008-02-15T17:00:00.005-02:00</published><updated>2008-02-15T19:49:41.602-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Questões Militares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geopolítica'/><title type='text'>Um Americano Intranqüilo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"Pirateado" da &lt;a href="http://www.newsweek.com/id/110937"&gt;Newsweek:&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ndn.newsweek.com/media/64/080213_MichellCIA_vl-vertical.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://ndn.newsweek.com/media/64/080213_MichellCIA_vl-vertical.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;“Nosso País Está em Perigo”&lt;/b&gt;                    &lt;p&gt;Um ex-caçador de bin Laden explica porque os EUA não venceram a Al Qaeda.&lt;/p&gt;                   Por John Barry | Newsweek Web Exclusive                       13 de fevereiro de 2008          &lt;p&gt;             Michael Scheuer é um homem preocupado — e zangado. Ele está preocupado com o que ele vê como o fracasso dos Estados Unidos em traçar uma estratégia de sucesso contra  Osama bin Laden e zangado com o que ele vê como uma timidez política por trás desse fracasso. Scheuer tem motivos para ser ouvido. Ele foi um agente da CIA por quase 20 anos. Nos anos 1980 ele esteve envolvido com o fornecimento de armamentos para os mujahedin do Afeganistão contra os Soviéticos. Pela maior parte da década de 1990 ele liderou a equipe que caçou Osama bin Laden. Em 2004 ele deixou a CIA e escreveu um livro, intitulado "Imperial Hubris" ("Arrogância Imperial"), um relato dos anos de fracasso do Ocidente em tratar seriamente a crescente ameaça do terrorismo Islâmico. Agora Scheuer escreveu um novo livro, "Marching Toward Hell: America and Islam After Iraq" ("Caminhando para o Inferno: a América e o Islam depois do Iraque"). Ele falou ao repórter da NEWSWEEK, John Barry, acerca do livro. &lt;strong&gt;Extratos: &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;             &lt;strong&gt;NEWSWEEK: Por que você escreveu este novo livro?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Michael Scheuer: &lt;/strong&gt; Porque eu acho que nosso país está em perigo. O inimigo que estamos encarando, Osama bin Laden e o movimento que ele chefia, é muito mais perigoso do que qualquer um acredita. É muito mais esperto, muito mais talentoso e, agora, está recrutando, cada vez mais, uma nova geração que é melhor educada, não somente em termos de escolaridade, mas em termos operacionais e tecnológicos. Nós derrotamos os espadachins. Os Errol Flynns do  jihad  se foram; eles estão perto de serem julgados em Guantánamo. Agora, nós temos os mocinhos de terno cinza que são calmos, não atraem atenções para si, mas são tremendamente sabidos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;             &lt;strong&gt;Nós subestimamos Osama bin Laden?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;         Eu acho que existe um tremendo racismo em nossa resposta a bin Laden. Ele usa uma barba e umas roupas esquisitas e vive em uma caverna. (Eu duvido que isso seja verdade, por falar nisso. Esta a versão feita-para-Hollywood). De forma que desprezamos ele. Mas é incrível tratar seu inimigo como um idiota, especialmente quando você está perdendo duas guerras para ele, e quando seu diretor da Inteligência Nacional está avisando que a Al Qaeda foi reconstruída, reequipada e está mais forte do que nunca.&lt;/p&gt;           &lt;!--AD BEGIN--&gt;&lt;!--AD END--&gt;           &lt;p&gt;             &lt;strong&gt;Nós estamos combatendo bin Laden a mais tempo do que lutamos na Segunda Guerra Mundial. Por que não ganhamos?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;Porque nossa elite política não quer se rebaixar a explicar ao povo americano as reais razões porque bin Laden nos odeia e se opõe a nós. Nossos líderes dizem que ele e seus seguidores nos odeiam por causa de quem somos, porque temos primárias antecipadas em Iowa a cada quatro anos e deixamos nossas mulheres trabalharem. Isto é idiotice. Eu não acho que ele queira essas coisas no país dele. Mas não é por isso que ele se opõe a nós. Eu leio os escritos de bin Laden e aceito a palavra dele. Ele e seus seguidores nos odeiam por causa de aspectos específicos de nossa política externa. Bin Laden expõe esses motivos para qualquer um que queira ler. Seis elementos: nosso inqualificável apoio a Israel; nossa presença na península Arábica, cuja terra eles julgam sagrada; nossa presença militar em outros países Islâmicos; nosso apoio a outros estados que oprimem muçulmanos, especialmente Russia, China e India; nossa política de longo prazo de manter os preços do petróleo artificialmente baixos para beneficiar os consumidores ocidentais em detrimento do povo árabe; e nosso apoio às tiranias árabes que concordam com isso. &lt;/p&gt;           &lt;p&gt;             &lt;strong&gt;Você diz que bin Laden explicou tudo isto. Mas não é o que se ouve na corrente campanha presidencial.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;Eu cheguei à conclusão de que isto é apenas inconveniente demais para nossa classe política. É muito mais fácil dizer aos americanos que uns malucos estão querendo pegar você e que amanhã sua filha vai ter que ir para a escola usando uma burqa. E nós temos pouquíssimas pessoas, ainda hoje, com conhecimentos sobre o mundo árabe. No mesmo ano do ataque de 11/9, houve três PhDs concedidos sobre assuntos árabes. Três, no país todo. Um foi sobre Arquitetura Islâmica. Um foi sobre a Poesia Islâmica. O terceiro foi sobre a História Islâmica. E as coisas não melhoraram muito desde então. Nós ainda estamos construindo o capital intelectual que precisamos. Na Guerra Fria, será que nós dizíamos: "Nós não precisamos realmente entender o que Marx, Lênin ou Stálin escreveram, porque eles são gangsters, não pessoas brilhantes, são somente niilistas e nós podemos vencer eles porque nós somos 'os mocinhos'"? Não. Nos construímos, com dinheiro do governo, instituições para estudar a União Soviética. Mas nada comparável a isso está sendo feito agora. O esforço é mínimo. E, cada vez mais, você descobre que os institutos existentes são financiados por dinheiro saudita. O que significa que existem limitações reais sobre o que eles podem dizer. Então eu leio na National Review ou no Weekly Standard acerca de Osama bin Laden ser um gangster ou  um idiota, ou ambos. Mas eu tenho que dizer que há um toque de gênio aí. Pegar em seis elementos da política externa americana que são os mais identificados com nossas políticas domésticas é uma grande peça de análise. Porque isso torna o debate franco tão difícil.  &lt;/p&gt;           &lt;p&gt;             &lt;strong&gt;E se não tivermos este debate?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;     &lt;br /&gt;Veja, nós temos uma classe política neste país que vive e morre com base em pesquisas. Eles não vão ao banheiro sem ver as pesquisas. Pois bem, as pesquisas nos dizem que, no mundo muçulmano, algo como 75 a 80 % concordam com Osama bin Laden em que a política externa americana é destinada a prejudicar ou destruir o Islam. Bem, pouquíssimos deles vão pegar em uma AK-47. Mas quantos são precisos para causar um problema? Osama bin Laden está, de alguma forma, falando de uma guerra de libertação. E é verdade que por 50 anos nós apoiamos tiranias que oprimiam muçulmanos, tiranias com fortes elementos fascistas. Nós ouvimos um bocado sobre os "Islamofascistas". Sim, existem muitos deles por aí. E eles estão todos do nosso lado. Eles estão em Riyadh, Amman, Kuwait City, Cairo. Até Bernard Lewis, o santo patrono de nossos "neocons", escreveu que os governos que dominam os muçulmanos estão praticando basicamente um Facismo Europeu adaptado às areias...  Nós podemos manter o atual curso da política externa americana, mas temos que compreender que, com o tempo, isto pode acabar nos envolvendo em enviar tropas para lutar em cada continente, na medida em que novos jovens muçulmanos se alistem na bandeira da Al Qaeda. Os candidatos na campanha presidencial estão falando de ressuscitar empregos e salários, e partir para uma saúde universal. Nada disso vai ser possível se nosso país estiver envolvido. Meu próprio ponto de vista é que é mais sensato enfrentar o fato de que nossa política externa com relação aos árabes é o único aliado indispensável para Osama bin Laden.&lt;/p&gt;           &lt;p&gt;             &lt;em&gt;© 2008 Newsweek, Inc.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;###&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caramba! Contrariando todos os indícios, existe vida inteligente em Washington!... Só que deveria ser inscrita entre as espécies ameaçadas de extinção...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-6185794719125683833?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/6185794719125683833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=6185794719125683833' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/6185794719125683833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/6185794719125683833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/02/um-americano-intraqilo.html' title='Um Americano Intranqüilo'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-2842711943064369673</id><published>2008-02-15T16:53:00.003-02:00</published><updated>2008-02-15T17:55:38.678-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mudanças climáticas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mares do Planeta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aquecimento Global'/><title type='text'>Nova Zona Morta - 2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Via EurekAlert, esta matéria se relaciona com &lt;a href="http://chivononpo.blogspot.com/2006/08/nova-zona-morta.html"&gt;Nova Zona Morta&lt;/a&gt; cuja tradução eu publiquei em 07 de agosto de 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.eurekalert.org/pub_releases/2008-02/nh-ors021508.php"&gt;Pesquisadores do Oregon estudam amplas áreas de baixa oxigenação ao largo da Costa Noroeste&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cientista de pesca da NOAA trabalha no caso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma equipe de cientistas que estudam a Corrente da Califórnia  – uma massa de águas frias que se move lentamente para o Sul ao longo da costa, desde a Colúmbia Britânica até a Baja Califórnia – estão encontrando áreas cada vez maiores, ao largo das costas de Washington e Oregon com pouco ou nenhum oxigênio, que possivelmente resultarão na morte de animais marinhos que não conseguem sair dessas áreas de baixa oxigenação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nós estamos vendo agora baixos níveis de oxigênio que estão muito mais difundidos e muito mais intensos do que qualquer registro passado”, declara William Peterson, um dos pesquisadores e um oceanógrafo do centro de ciências do Serviço de Pesca do NOAA em Newport, Oregon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os peixes simplesmente se mudaram dessas áreas e, provavelmente, estão muito bem em outro lugar qualquer”, diz Peterson. “Mas animais que não podem se mudar para águas melhores, tais como o caranguejo Dungeness, anêmonas e estrelas-do-mar, vão morrer”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peterson acrescenta que, durante o verão de 2006, a anoxia – uma completa falta de oxigênio na água – foi registrada na região central da costa do Oregon  pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um artigo publicado hoje na revista 'Science', os pesquisadores dizem que os dados, que remontam a 1950, mostram poucos indícios de baixa oxigenação generalizada ao longo da estreita plataforma continental antes de 2000. Desde então as condições começaram a mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A equipe realizou uma pesquisa com base em submersíveis no verão de 2006 e descobriu que não havia peixes vivendo ao longo dos penhascos rochosos que são, normalmente, o saudável habitat para várias espécies de peixes comercialmente importantes. Isto contrasta com pesquisas semelhantes, realizadas entre 2000 e 2004, que registraram abundantes populações de peixes. Nas áreas de águas rasas, em particular, a equipe encontrou uma quase completa ausência de organismos habitantes do fundo do mar e um aumento no número de bactérias que florescem nas condições de baixa ou nenhuma oxigenação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora as causas para as condições de baixa e nenhuma oxigenação ainda não sejam totalmente compreendidas, é sabido que água com baixa oxigenação é associada com a ressurgência costeira – o processo no qual águas ricas em nutrientes são trazidas do fundo para a superfície do mar. Aí, estes nutrientes alimentam uma produção extraordinariamente alta de pequenos vegetais e animais ao largo das costas do Pacífico Noroeste, durante o verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eventualmente, a maior parte desse plâncton morre e cai para o fundo do oceano, onde se decompõe, reduzindo o conteúdo de oxigênio da água e causando a hipoxia (pouca oxigenação) e até a anoxia (nenhum oxigênio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;###&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;O artigo da "Science", “Emergence of Anoxia in the California Current,” foi escrito por F. Chan, J.A. Barth, J. Lubchenco, A. Kirincich e B.A. Menge da Oregon State University, H. Weeks com o Oregon Department of Fish and Wildlife, e Peterson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Administração Nacional do Oceano e Atmosfera (National Oceanic and Atmospheric Administration = NOAA), uma agência do Departamento de Comércio do governo dos EUA, é dedicada ao aumento da segurança econômica e a segurança nacional, através da previsão e pesquisa de eventos relacionados com o clima e o tempo, e o fornecimento de informações para transportes e a gerência geral dos recursos marítimos e costeiros da nação. Através do nascente projeto Sistema de Sistemas de Observação Global da Terra (Global Earth Observation System of Systems = GEOSS), a NOAA trabalha em conjunto com seus parceiros federais, mais de 70 países e a Comissão Européia para desenvolver uma rede de monitoramento global que seja integrada como o planeta que ela observa, prediz e protege.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Web:&lt;br /&gt;NOAA Fisheries Service: http://www.nmfs.noaa.gov&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-2842711943064369673?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/2842711943064369673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=2842711943064369673' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/2842711943064369673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/2842711943064369673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/02/nova-zona-morta-2.html' title='Nova Zona Morta - 2'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-7744384675494348467</id><published>2008-02-13T18:55:00.012-02:00</published><updated>2008-02-13T20:02:10.336-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Physics News Update'/><title type='text'>Physics News Update nº 856</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Boletim de Notícias da Física do Instituto Americano de Física, número 856, de 13 de fevereiro de 2008 por Phillip F. Schewe e Jason  S. Bardi.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.aip.org/pnu"&gt;PHYSICS NEWS UPDATE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAOS SUPERCONDUTOR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nova experiência na Universidade do Estado do Colorado estuda a dinâmica caótica das "gotas de fluxo" — vórtices microscópicos de supercorrente — que fluem ao longo de um estreito canal que cruza uma faixa supercondutora. Uma corrente aplicada perpendicularmente ao canal faz com que uma gota de fluxo se forme, cresça e se rompa no final do canal. Esta gota é, então, carregada ao longo do canal pela corrente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este processo é uma reminiscência de gotas d'água que pingam de um registro, o que tem sido por longo tempo um dos principais processos para a compreensão do caos. Os investigadores da Universidade do Estado do Colorado utilizaram um sensor magnético, micrométrico, para detectar diretamente o campo magnético das gotas individuais, à medida em que passavam por baixo dele. A resultante seqüência temporal das gotas de fluxo, exatamente como as gotas d'água em uma torneira,  exibem claras assinaturas de caos determinístico, o que implica em que a seqüência aparentemente irregular de gotas não é aleatória, mas previsível, a partir do conhecimento dos intervalos de tempo das gotas anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, predizer a seqüência além de 4 ou 5 gotas futuras se torna exponencialmente mais difícil — uma outra marca registrada do caos. De acordo com Stuart Field, esta  é a primeira observação conclusiva de comportamento caótico em estruturas de fluxos móveis. A observação direta de uma série temporal permite uma identificação sem ambiguidade do caos neste sistema. (Field and Stan, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Physical Review Letters&lt;/span&gt;, artigo em publicação, designado como "sugestão do editor")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÁTOMOS DE ANTI-HIDROGÊNIO DETECTADOS EM UMA ARMADILHA PENNING-IOFFE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Colaboração de Armadilhas para Antiprótons (Antiproton Trap Collaboration = ATRAP) que funciona no CERN, obteve sucesso em detectar, pela primeira vez, a presença de átomos de anti-Hidrogênio  (cada um feito de um antipróton e um posítron) no interior de uma armadilha combinada  Penning-Ioffe. Ambos os tipos de armadilha combinam campos elétricos e magnéticos para capturar partículas carregadas e partículas neutras com momentos magnéticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambas as armadilhas desempenham um papel importante: a armadilha Penning é necessária para capturar e controlar os posítrons e antiprótons o suficiente para que eles possam se unir na contraparte dos átomos de Hidrogênio, enquanto a armadilha Ioffe é necessária para capturar esses átomos, uma vez feitos, a fim de realizar estudos espectroscópicos de alta precisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produzir e, depois, resfriar antiprótons (criados em poderosas colisões em energias de bilhões de elétron-Volts e, então, freados por estágios até energias da ordem de mili e micro-elétron-Volts) é difícil de fazer, em primeiro lugar, e, mais difícil ainda, é combiná-los com posítrons de uma fonte radiativa. Alguns cientistas temiam que fosse impossível manter os posítrons e antiprótons por tempo suficiente para produzir anti-átomos quando uma Iofffe para átomos neutros estivesse em posição, mas esta nova experiência acabou com esta preocupação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerald Gabrielse, chefe da equipe ATRAP (&lt;&lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://hussle.harvard.edu/%7Eatrap/" target="_blank"&gt;http://hussle.harvard.edu/&lt;wbr&gt;~atrap/&lt;/a&gt;&gt;), diz que eles ainda não têm provas de anti-átomos capturados, somente de que os anti-átomos estão sendo produzidos; na verdade, o número de anti-átomos sobe quando a armadilha Ioffe é ligada. (Gabrielse et al., &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Physical Review Letters&lt;/span&gt;, artigo em publicação)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS PRÊMIOS DO INSTITUTO AMERICANO DE FÍSICA para obras científicas foi anunciado. Há quatro categorias de obras: jornalismo, cientista, difusão e literatura infantil.&lt;br /&gt;Tim Folger ganhou o prêmio de 2007 na categoria de jornalismo por seu artigo na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Discover Magazine&lt;/span&gt;, "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;If an Electron can be in Two Places at Once, Why Can't You?&lt;/span&gt;" ("Se um elétron pode estar em dois lugares ao mesmo tempo, por que você não pode?")&lt;br /&gt;James Trefil ganhou o prêmio da categoria cientista de 2007 por seu artigo na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Astronomy Magazine&lt;/span&gt;, "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Where is the Universe Heading?&lt;/span&gt;" ("Para onde vai o universo?")&lt;br /&gt;Jacob Berkowitz ganhou o prêmio na categoria literatura infantil com seu livro "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jurassic Poop&lt;/span&gt;", (trocadilho com "Jurassic Park" e que usa o termo "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;poop&lt;/span&gt;" que pode significar "popa" ou "titica") publicado pela &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kids Can Press&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;E o prêmio de difusão foi para os novamente premiados Bob McDonald, Pat Senson e Jim Handman pelo programa "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Multiple Worlds, Parallel Universes&lt;/span&gt;" ("Múltiplos Mundos, Universos Paralelos") que foi ao ar no programa de rádio da  CBC "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quirks &amp;amp; Quarks&lt;/span&gt;" (nem vale a pena tentar traduzir...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PHYSICS NEWS UPDATE é um resumo de notícias sobre física que aparecem em convenções de física, publicações de física e outras fontes de notícias. É fornecida de graça, como um meio de disseminar informações acerca da física e dos físicos. Por isso, sinta-se à vontade para publicá-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o crédito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de Física). O boletim Physics News Update é publicado, mais ou menos, uma vez por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como divulgado no numero anterior, este boletim é traduzido por um curioso, com um domínio apenas razoável de inglês e menos ainda de física. Correções são bem-vindas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-7744384675494348467?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/7744384675494348467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=7744384675494348467' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/7744384675494348467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/7744384675494348467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/02/physics-news-update-n-856.html' title='Physics News Update nº 856'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-4763725849531255922</id><published>2008-02-05T15:52:00.000-02:00</published><updated>2008-02-05T16:56:05.442-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Physics News Update'/><title type='text'>Physics News Update nº 855</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Boletim de Notícias da Física do Instituto Americano de Física, número 855, de4 de fevereiro de 2008 por Phillip F. Schewe e Jason  S. Bardi.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.aip.org/pnu"&gt;PHYSICS NEWS UPDATE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MATERIAL MAIS ESCURO JAMAIS FEITO, consiste de um tapete de nanotubos de Carbono orientados verticalmente. A escuridão ou brilho de qualquer objeto depende da fração da luz incidente sobre o objeto que é refletida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A refletividade do dispositivo de nanotubos desenvolvido pelos físicos do Rensselaer Polytechnic Institute (RPI) é de somente 0,045%, três vezes menor do que o objeto mais escuro anterior (ver figura em  &lt;a href="http://www.aip.org/png/2008/296.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt; ). Shawn Lin e seus colegas montam os nanotubos sobre nanopontos no topo de um "wafer" de Silício. O tapete resultante é fino (10-800 microns) e leve (0,01- 0,02 g/cm³).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possíveis aplicações incluem a revisão dos padrões de escuridão, tais como os empregados pelos fotógrafos. O ponto inferior da escala de escuridão atualmente definida pelo NIST é de refletividades de cerca de 1,5%.  O material pode também ser útil em detectores astronômicos (onde se deseja enxugar a radiação difusa) ou em células fotovoltáicas que transformam a luz solar em eletricidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lin diz que uma característica adicional deste novo material é que ele representa uma substância controlavelmente porosa com um índice de refração (1,02) não muito diferente do ar.  (Yang et al., &lt;i&gt;NanoLetters&lt;/i&gt;, 9 de janeiro de 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANTI-NEUTRINOS E NÃO-PROLIFERAÇÃO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um novo detector compacto pode auxiliar os inspetores internacionais a bisbilhotar o interior de um reator nuclear em funcionamento de maneira não-invasiva, medindo diretamente o fluxo de antineutrinos que é emitido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que entraram em uso, os reatores nucleares, pelo menos em princípio, têm sido estreitamente relacionados com armas nucleares. Por exemplo, reatores produzem Plutônio que pode, depois, ser utilizado na fabricação de bombas nucleares. A questão de como monitorar o funcionamento de um reator nuclear em particular e comparar os estoques de Plutônio esperados de um funcionamento normal (digamos, a produção de energia elétrica) é um dos principais componentes nos esforços da não-proliferação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O detector na escala de metros cúbicos, proposto por Adam Bernstein, chefe do Grupo de Detectores Avançados do Lawrence Livermore National Laboratory e construído por uma equipe do Livermore e do Sandia National Laboratories da California, não necessitaria monitorar o desempenho do reator em uma base momento a momento. Em lugar disto, sua sensibilidade é mais dirigida ao número de antineutrinos produzidos em intervalos horários, diários e semanais. Estas escalas de tempo, diz Bernstein, são bem adequadas para o tipo de monitoramento realizado pela AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O detector construído pela colaboração LLNL/SNL funciona sozinho por longos períodos sem necessitar de manutenção significativa, é auto-calibrador e não afeta o funcionamento ds instalações de forma alguma (ver ilustração de um detector em funcionamento &lt;a href="http://www.aip.org/png/2008/295.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt; ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dados do detector são obtidos remotamente em tempo-real. O módulo do detector pode ser tornado à prova de fraudes pelo emprego de técnicas padrão e a assinatura dos antineutrinos, observada pelo detector (a chegada de um posítron seguida de um nêutron 30 microssegundos depois) é difícil de imitar com fontes alternativas de nêutrons ou raios Gama. Em conjunção com o conhecimento da entrada de combustível e o projeto do núcleo, o fluxo de antineutrinos observado fornece uma medição direta da potência do reator e do seu conteúdo de isótopos. (Bernstein et al., &lt;i&gt;Applied Physics Letters&lt;/i&gt;, artigo em publicação)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;i&gt;PHYSICAL REVIEW LETTERS&lt;/i&gt; está celebrando seu quinquagésimo aniversário este ano. Vários eventos especiais estão planejados, tais como os encontros vindouros de  março e abril da APS. Igualmente, vários artigos famosos da PRL publicados neste último meio século, estão disponíveis&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, junto com um breve sumário da importância dos artigos,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; no seguinte &lt;i&gt;website&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;a href="http://prl.aps.org/50years/milestones"&gt;http://prl.aps.org/50years/milestones&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PHYSICS NEWS UPDATE é um resumo de notícias sobre física que aparecem em convenções de física, publicações de física e outras fontes de notícias. É fornecida de graça, como um meio de disseminar informações acerca da física e dos físicos. Por isso, sinta-se à vontade para publicá-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o crédito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de Física). O boletim Physics News Update é publicado, mais ou menos, uma vez por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como divulgado no numero anterior, este boletim é traduzido por um curioso, com um domínio apenas razoável de inglês e menos ainda de física. Correções são bem-vindas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-4763725849531255922?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/4763725849531255922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=4763725849531255922' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/4763725849531255922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/4763725849531255922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/02/physics-news-update-n-855.html' title='Physics News Update nº 855'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-6157059167301431506</id><published>2008-01-30T00:19:00.000-02:00</published><updated>2008-01-30T00:28:12.427-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><title type='text'>Ajude a manter o "Domínio Público" na ar!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Divulgaram uma mensagem na comunidade de Astronomia do Orkut, alertando que o  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;site&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.dominiopublico.gov.br/"&gt;Domínio Público&lt;/a&gt; estaria para ser desativado por falta de uso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai ser mais uma derrota para as boas iniciativas em matéria de educação no Brasil, se isso realmente acontecer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, divulgue, escreva para lá, faça o que puder... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-6157059167301431506?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/6157059167301431506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=6157059167301431506' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/6157059167301431506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/6157059167301431506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/01/ajude-manter-o-domnio-pblico-na-ar.html' title='Ajude a manter o &quot;Domínio Público&quot; na ar!'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-2104942116438941117</id><published>2008-01-23T20:47:00.000-02:00</published><updated>2008-01-23T22:21:42.415-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Physics News Update'/><title type='text'>Physics News Update nº 854</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Boletim de Notícias da Física do Instituto Americano de Física, número 854, de 23 de janeiro de 2008 por Phillip F. Schewe e Jason  S. Bardi.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.aip.org/pnu"&gt;PHYSICS NEWS UPDATE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM NOVO CÁLCULO EXPLICA O MECANISMO POR TRÁS DA DATAÇÃO POR CARBONO, em termos da maneira com que a massa dos mésons muda, à medida em que eles se deslocam através de um núcleo atômico. Acredita-se que os mésons (patículas tais como os píons {ou mesons PI} que contém um quark e um antiquark) sejam os mediadores da Força Nuclear {Forte} entre dois núcleons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A datação por Carbono radiativo começou a ser feita em 1949 quando Willard Libby disse que a quantidade de Carbono-14 (o primo radiativo do Carbono-12) remanescente em um objeto (tal como uma árvore fossilizada) poderia dar uma estimativa de quão antigo o objeto era. A idéia era que o organismo, enquanto estava vivo, iria ingerir constantemente o raro Carbono-14 em quantidade suficiente para substituir os núcleos que decaíam abaixo de 14 (sendo os outros subprodutos um elétron e um neutrino).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, assim que o organismo morria, a proporção entre C-14/C-12 começaria a diminuir exponencialmente, uma vez que o C-14 não estaria mais sendo substituído. A medição dessa proporção em termos de meias-vidas dos isótopos radiativos forneceria uma boa estimativa da idade do fóssil. Este processo tem sido empregado desde então pelos arqueologistas para medir a idade das coisas, ao menos das coisas que estiveram vivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma grande questão se apresentava: se a meia-vida radiativa do C-11 é 20 minutos, a do O-14 é de 1 minuto, a do O-15 é de 2 minutos e a do N-13 é de 10 minutos, por que a meia-vida do C-14 é de cerca de 3 bilhões de minutos (cerca de 5.730 anos)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi isto que Jeremy Holt e seus colegas em Stony Brook, TRIUMF (o acelerador de partículas em Vancouver) e da Universidade do Idaho se propuseram a estabelecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Holt declara que a meia-vida anormalmente longa do C-14 tem sido um mistério para os teóricos por meio século. Uma teoria anterior, chamada de escala Brown-Rho (assim chamada por ter sido apresentada por Gerry Brown e Mannque Rho, em 1991), sugeria que as massas da maior parte dos mésons diminuía uniformemente quando eles atravessavam o denso material nuclear (na medida em que eles portam a Força Nuclear {Forte} - ver figura &lt;a href="http://www.aip.org/png/2008/294.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt; ). Holt e seus colegas autores atualizam o assunto, dando conta, de maneira particularmente precisa, da observada longa vida do C-14.  (Holt et al., &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Physical Review Letters&lt;/span&gt;, artigo em publicação e designado como uma "Sugestão do Editor")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VELOCIDADE RECORDE NO GRAFENO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andre Geim e seus colegas na Universidade de Manchester observaram a maior &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mobilidade_%28F%C3%ADsica%29"&gt;mobilidade&lt;/a&gt; para um elétron em qualquer material eletrônico. Neste caso, os elétrons se moviam através de Grafeno, com uma mobilidade de 200.000 cm²/Volt-segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Grafeno só foi descoberto há poucos anos (por Geim: ver see &lt;a href="http://www.aip.org/pnu/2006/split/769-2.html"&gt;PNU nº 769, matéria 1&lt;/a&gt; ). Um material verdadeiramente bidimensional já é suficientemente espantoso, porém ainda menos usual era a facilidade observada com com que os elétrons se movem através do Grafeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elétrons que se movem através de qualquer estrutura de cristal ficam interagindo constantemente com os átomos na estrutura, especialmente se houver irregularidades presentes. Isto faz com que os elétrons diminuam a velocidade. Sua massa efetiva será diferente para cada tipo de cristal. No Grafeno a massa efetiva dos elétrons é zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra maneira de descrever quantitativamente  a viagem de um elétron através dos "becos" de um cristal é em termos de sua "mobilidade", expressa em unidades de cnetímetros quadrados por Volt/segundo. A mobilidade do portador de carga é, talvez, a mais importante característica meritória para um material eletrônico, de forma que os pesquisadores procuram sempre por uma mobilidade maior. Para dar alguns exemplos: a mobilidade no Silício é 1.500, enquanto no GaAs é de 8.500. É por isso os circuitos nos telefones celulares são baseados no GaAs. Para o InSb a mobilidade é ainda maior: 80.000. O novo recorde de mobilidade de Gelm de 200.000 não vai fazere com que a indústria de eletônicos jogue no lixo o Si ou o GaAs em um futuro próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas com os primeiros circuitos de Grafeno agora, diz Gelm, são, primeiro, que o Grafeno não pode ser fabricado em "wafers" de qualidade uniforme; e, segundo, que o protótipo de transistor-comutador de Grafeno (que passa de "desligado" para "ligado") é muito lento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, Geim prediz que, a curto prazo (3 a 5 anos), o Grafeno pode emergir como a base para sensores químicos e para geradores de luz na faixa de TeraHerz - uma faixa de freqüências (e que ainda não foi conseguida de qualquer modo prático) onde os corpos humanos ficam transparentes - tornando possível máquinas de imageamento para segurança e medicina. (Morozov et al., &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Physical Review Letters&lt;/span&gt;, artigo em publicação)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POLÍTICA PRESIDENCIAL DOS EUA. Os políticos, embora tenham preocupações com assuntos tais como guerras, imigração e a economia, também têm um lado voltado para ciência e tecnologia. Para saber o que os candidatos estão dizendo sobre tópicos relacionados à ciência, visitem estes sites da Physics Today: &lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://blogs.physicstoday.org/politics08/" target="_blank"&gt;http://blogs.physicstoday.org&lt;wbr&gt;/politics08/&lt;/a&gt; ou &lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://physicstoday.org/" target="_blank"&gt;http://physicstoday.org&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PHYSICS NEWS UPDATE é um resumo de notícias sobre física que aparecem em convenções de física, publicações de física e outras fontes de notícias. É fornecida de graça, como um meio de disseminar informações acerca da física e dos físicos. Por isso, sinta-se à vontade para publicá-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o crédito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de Física). O boletim Physics News Update é publicado, mais ou menos, uma vez por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como divulgado no numero anterior, este boletim é traduzido por um curioso, com um domínio apenas razoável de inglês e menos ainda de física. Correções são bem-vindas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-2104942116438941117?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/2104942116438941117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=2104942116438941117' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/2104942116438941117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/2104942116438941117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/01/physics-news-update-n-854.html' title='Physics News Update nº 854'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-4676165760321975482</id><published>2008-01-11T19:22:00.000-02:00</published><updated>2008-01-11T23:22:22.598-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Physics News Update'/><title type='text'>Physics News Update nº 853</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Boletim de Notícias da Física do Instituto Americano de Física, número 853, de 11 de janeiro de 2008 por Phillip F. Schewe e Jason  S. Bardi.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.aip.org/pnu"&gt;PHYSICS NEWS UPDATE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESPECTROSCOPIA SEM PRECEDENTES, UTILIZANDO A MELHOR ESCALA JÁ FEITA PARA A LUZ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os físicos do NIST-Boulder realizaram um novo poderoso estudo espectroscópico de uma amostra de gás, utilizando pentes de freqüência. O trabalho do NIST, que pode, muito bem, modificar a maneira de fazer espectroscopia, é particularmente remarcável porque ele fornece o espectro completo do gás, em uma ampla região do espectro e com uma precisão de freqüência que pode chegar a 1 Hz (para freqüências de espectro da ordem de 2 x 10&lt;sup&gt;14&lt;/sup&gt; Hz).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O feito espectroscópico do NIST é equivalente a enviar, simultaneamente, 155.000 lasers individuais de freqüência singela através da amostra e medir a amplitude e o desvio de fase de cada laser individual. Além disto, o espectro é medido rapidamente, usando um dispositivo sem peças mecânicas móveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A invenção do processo de pente óptico de freqüência foi um grande passo adiante na tecnologia de laser. John Hall (NIST) e Ted Haensch (Max Planck) ganharam  o Prêmio Nobel em 2005 por seu trabalho pioneiro nesta área. (Para um tutorial [em inglês, é claro] sobre pentes de freqüência, veja &lt;a href="http://www.nist.gov/public_affairs/newsfromnist_frequency_combs.htm"&gt;esta página do NIST&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No processo do pente, um laser de pulsos emite luz, não em uma única freqüência, mas em uma série de freqüências. Um espectro de freqüências desse laser composto se parece com um pente, com as emissões de luz em intervalos de freqüência regulares, que cobrem a faixa infravermelha do espectro eletromagnético [ou, como está virando moda dizer: "luz"]. O pente de freqüências é uma ferramenta ideal para a espectroscopia por várias razões. Sua luz cobre uma grande parte do espectro óptico e a freqüência de cada linha individual do pente pode ser conhecida com uma precisão de 1 Hz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se faz passar um pente de freqüências através de uma célula de gás, uma dada linha, tal como qualquer feixe laser, vai ser absorvida quando for ressonante  com qualquer um dos vários níveis de energia quântica do gás. O desafio com os pentes de freqüências é descobrir quais dentre as cem mil linhas do pente são absorvidas e quais não são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para resolver este problema, os pesquisadores do  NIST pegam o pente usado para a espectroscopia e o misturam com um segundo pente de freqüências cuidadosamente planejado. Este conjunto de pulsos de luz resulta em um pulso de "batimento de freqüência" que pode ser medido com dispositivos eletrônicos convencionais. A partir desse pulso de batimento de freqüência, a absorção e o desvio de fase de cada linha individual do pente podem ser observados separadamente. Este trabalho representa, de longe, o maior número de "dentes" em um pente de freqüências já observado individualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presente experiência do NIST procura pelos efeitos de absorção por um gás de 155.000 linhas do pente, intervaladas de 125 nm em comprimento de onda. A precisão de 1 Hz do NIST deve ser comparada com a precisão de dezenas de MHz que caracteriza outras técnicas de espectroscopia. Os pesquisadores do  NIST acreditam que este novo trabalho pode mudar o modo de realizar espectroscopias. (Coddington, Swann, Newbury, &lt;i&gt;Physical Review Letters&lt;/i&gt;, 11 de janeiro de 2008; este é um dos artigos em destaque pelos editores da &lt;i&gt;PRL&lt;/i&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OCULTAMENTO ACÚSTICO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simulações em computador e o emprego da teoria de dispersão de ondas demonstraram que, ao contrário do anteriormente previsto, deve ser possível produzir uma cápsula tridimensional material, invisível para as ondas de som, analogamente ao "ocultamento óptico", o processo pelo qual as ondas de luz são guiadas em torno de um objeto e re-focalizadas na outra ponta e na mesma direção (sem qualquer reflexão de luz que traia a posição) de forma a tornar o objeto "invisível".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ocultamento óptico ainda não foi conseguido, porém os pesquisadores esperam ser capazes de fazê-lo. Pode a mesma coisa ser feita com ondas de som?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em princípio, não há razão para que isso não possa ser feito.  O líder de um grupo de cientistas que está examinando a questão, Steven Cummer da Duke University, diz que vários dos princípios que dizem respeito à canalização de ondas de luz em torno de um objeto, podem ser também aplicáveis a ondas de som. Certamente, existem diferenças. As ondas de som oscilam na direção de seu movimento, enquanto os campos elétrico e magnético que compõem as ondas de luz, oscilam perpendicularmente à direção de movimento da onda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso óptico, o ocultamento vai requerer um material (na verdade um meta-material) específico, com um índice de refração altamente anisotrópico (que varie largamente de acordo com a direção através do material). Na prática,  o índice de refração para ondas eletromagnéticas depende da permissividade, uma medida da resposta do material a um campo elétrico aplicado, e da permeabilidade, sua resposta a um campo magnético aplicado (para um relato sobre a demonstração de materiais com índice negativo, veja  &lt;a href="http://www.aip.org/pnu/2000/split/pnu476-1.htm"&gt;Boletim PNU n° 476, matéria  n°1&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;script&gt;D(["mb","limitation of electromagnetic cloaking, he says, is that it requires\u003cbr /\u003eportions of the wave to move faster than the speed of light (in full\u003cbr /\u003eaccordance with special relativity); this can be done for very\u003cbr /\u003elimited frequency ranges but not for wider ranges, limiting the\u003cbr /\u003eapplicability of optical cloaking. \u0026nbsp;This limitation does not apply\u003cbr /\u003eto sound waves moving through matter. \u0026nbsp;Furthermore, the acoustic\u003cbr /\u003eproperties of most materials means that sound waves might not be\u003cbr /\u003eabsorbed as readily in acoustic cloaking as light waves are absorbed\u003cbr /\u003ein optical cloaking (in which case the cloaking would be something\u003cbr /\u003eless than perfect). \u0026nbsp;Applications of acoustic cloaking come easily\u003cbr /\u003eto mind:\u003cbr /\u003ehiding submarines from sonar, for example. \u0026nbsp;Another potential\u003cbr /\u003epractical application might be in architecture, where acoustic\u003cbr /\u003econsiderations (reducing noise) might not have to be sacrificed in\u003cbr /\u003ethe interest of structural integrity. \u0026nbsp;Among Cummer*s collaborators\u003cbr /\u003eare David Smith of Duke (one of the early pioneers in the field of\u003cbr /\u003enegative-index materials) and John Pendry of Imperial College (the\u003cbr /\u003eearly theorist of negative-index studies). \u0026nbsp;(Cummer et al., Physical\u003cbr /\u003eReview Letters, 11 January 2008; \u0026nbsp;considered an editor*s Suggested\u003cbr /\u003earticle in PRL)\u003cbr /\u003e\u003cbr /\u003e***********\u003cbr /\u003ePHYSICS NEWS UPDATE is a digest of physics news items arising\u003cbr /\u003efrom physics meetings, physics journals, newspapers and\u003cbr /\u003emagazines, and other news sources. \u0026nbsp;It is provided free of charge\u003cbr /\u003eas a way of broadly disseminating information about physics and\u003cbr /\u003ephysicists. For that reason, you are free to post it, if you like,\u003cbr /\u003ewhere others can read it, providing only that you credit AIP.\u003cbr /\u003ePhysics News Update appears approximately once a week.\u003cbr /\u003e\u003cbr /\u003eAUTO-SUBSCRIPTION OR DELETION: By using the expression\u003cbr /\u003e\u0026quot;subscribe physnews\u0026quot; in your e-mail message, you\u003cbr /\u003ewill have automatically added the address from which your\u003cbr /\u003emessage was sent to the distribution list for Physics News Update.\u003cbr /\u003eIf you use the \u0026quot;signoff physnews\u0026quot; expression in your e-mail message,\u003cbr /\u003ethe address in your message header will be deleted from the\u003cbr /\u003edistribution list. \u0026nbsp;Please send your message to:\u003cbr /\u003e\u003ca onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\" href\u003d\"mailto:listserv@listserv.aip.org\"\u003elistserv@listserv.aip.org\u003c/a\u003e\u003cbr /\u003e(Leave the \u0026quot;Subject:\u0026quot; line blank.)\u003cbr /\u003e\u003cbr /\u003e\u003c/div\u003e",0] );  //--&gt;&lt;/script&gt;Os equivalentes acústicos desses dois parâmetros são a densidade de massa e a compressibilidade (a resiliência) do fluido ambiente (usualmente ar ou água) no qual o objeto se encontra. Cummer diz que, a curto prazo, o ocultamento acústico pode ser mais prático do que o ocultamento óptico. Uma das limitações do ocultamento eletromagnético, declara ele, é que requer que partes da onda se movam mais rápido do que a velocidade da luz (em total concordância com a Relatividade Restrita); isto pode ser feito com amplitudes de freqüência muito limitadas, porém não para amplitudes maiores, o que limita a aplicabilidade do ocultamento óptico. Esta limitação não se aplica a ondas de som que se propagam pela matéria. Além disto, as propriedades acústicas da maior parte dos materiais significam que ondas de som podem não ser absorvidas tão prontamente como o são as ondas de luz no ocultamento óptico (caso no qual o ocultamento óptico seria menos do que perfeito).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As aplicações do ocultamento acústico vêm à mente facilmente: esconder submarinos do sonar, por exemplo. Outra aplicação prática potencial pode ser na arquitetura, onde considerações sobre a acústica (redução de ruídos) não precisarão ser sacrificados em favor da integridade estrutural. Entre os colaboradores de Cummer estão David Smith da Duke (um dos primeiros pioneiros no campo de materiais com índices negativos) e John Pendry do Imperial College (o teórico inicial dos estudos sobre índices negativos).  (Cummer et al., Physical Review Letters, 11 de janeiro de 2008; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;este é outro dos artigos em destaque pelos editores da &lt;i&gt;PRL&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PHYSICS NEWS UPDATE é um resumo de notícias sobre física que aparecem em convenções de física, publicações de física e outras fontes de notícias. É fornecida de graça, como um meio de disseminar informações acerca da física e dos físicos. Por isso, sinta-se à vontade para publicá-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o crédito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de Física). O boletim Physics News Update é publicado, mais ou menos, uma vez por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como divulgado no numero anterior, este boletim é traduzido por um curioso, com um domínio apenas razoável de inglês e menos ainda de física. Correções são bem-vindas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-4676165760321975482?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/4676165760321975482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=4676165760321975482' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/4676165760321975482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/4676165760321975482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/01/physics-news-update-n-853.html' title='Physics News Update nº 853'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-8999675440262523547</id><published>2008-01-03T20:35:00.001-02:00</published><updated>2008-01-03T22:08:47.745-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Physics News Update'/><title type='text'>Physics News Update nº 852</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Boletim de Notícias da Física do Instituto Americano de Física, número 852, de 3 de janeiro de 2008 por Phillip F. Schewe e Jason  S. Bardi.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.aip.org/pnu"&gt;PHYSICS NEWS UPDATE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AMEBAS ANTECIPAM MUDANÇAS CLIMÁTICAS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nova experiência mostra que amebas diminuem sua movimentação em sincronia com mudanças adversas periódicas no ambiente e irão, como se antecipando um evento, diminuir o movimento até quando as condições adversas não ocorrerem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma equipe de cientistas da Universidade de Hokkaido e dos Laboratórios de Engenharia de Ondas ATR, no Japão, cultivaram Micetozoários Physarum Polycephalum (um membro do clan das amebas) em uma camada de flocos de aveia em lagar. A cada dez minutos o ar era tornado ligeiramente mais frio e mais seco, o que resultava na diminuição da movimentação das amebas por um caminho estreito. Então, as melhores condições do ar eram restauradas e a movimentação retornava ao que era antes. Depois de vários ciclos, as amebas reduziam a movimentação mesmo quando as condições adversas não se materializavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posteriormente, quando os organismos já tinham sido tapeados em antecipar mudanças climáticas iminentes várias vezes, elas deixavam de reduzir a movimentação sem uma verdadeira mudança nas condições. Um dos pesquisadores, Toshiyuki Nakagaki de Hokkaido, alerta para o fato de que amebas não possuem cérebros e isso não é um exemplo do clássico comportamento de "reflexo condicionado" Pavloviano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante, isto pode indicar um maior indício de de uma sensibilidade primitiva ou "inteligência" baseada no comportamento dinâmico das estruturas tubulares desdobradas pela ameba. (Saigusa et al., &lt;i&gt;Physical Review Letters&lt;/i&gt;, 11 de janeiro de 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEMOLINDO VÍRUS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um novo estudo está tentando estabelecer os modos intrínsecos de vibração dos capsídeos — as cascas de proteínas das partículas de vírus que embalam seu material genético — com vistas a rompê-los e, desta forma, matar os vírus patogênicos. Se as freqüências de ressonância dos capsídeos puderem ser estabelecidas, então será possível que ondas de luz ou som possam ser usadas para romper os capsídeos da forma com que alegadamente o cantor de ópera Enrico Caruso estilhaçava copos de vinho, sustentando uma nota na exata freqüência de ressonância do vidro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta abordagem de ataque aos vírus é uma alternativa a tratá-los com substâncias químicas, que não são sempre eficazes; além disto, as substâncias químicas podem causar danos a células sadias, ou os vírus podem passar por mutações e vencer as defesas químicas. Daí a importância de desfazer os vírus com processos mecânicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eric Dykeman e Otto Sankey, físicos da Arizona State University, estão modelando vibrações de capsídeos a nível atômico para comparar com as experiências que estão sendo realizadas por K.T. Tsen na ASU, nas quais pulsos laser de picossegundos são defletidos por capsídeos. Os capsídeos que são feitos em sua maior parte de complexos aglomerados de proteínas, tipicamente absorvem algo da luz laser, um processo que os faz vibrar. O resto do feixe laser, com sua energia algo diminuída, terá sua freqüência diminuída. Isto permite que os observadores deduzam a freqüência de ressonância dos capsídeos. Induzindo o pulso laser de curta duração de modos diferentes, todo um catálogo de freqüências de ressonância pode ser obtido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sankey diz que as simulações realizadas até agora, sugerem que as freqüências de ressonância para seu vírus escolhido, o vírus satélite de necrose de tabaco (ver aqui &lt;a href="http://www.aip.org/png/2008/292.htm"&gt;a animação da vibração&lt;/a&gt;), estão nas vizinhanças de 60 a 90 GHz. (Dykeman e Sankey, &lt;i&gt;Physical Review  Letters&lt;/i&gt;, artigo em publicação)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PHYSICS NEWS UPDATE é um resumo de notícias sobre física que aparecem em convenções de física, publicações de física e outras fontes de notícias. É fornecida de graça, como um meio de disseminar informações acerca da física e dos físicos. Por isso, sinta-se à vontade para publicá-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o crédito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de Física). O boletim Physics News Update é publicado, mais ou menos, uma vez por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como divulgado no numero anterior, este boletim é traduzido por um curioso, com um domínio apenas razoável de inglês e menos ainda de física. Correções são bem-vindas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-8999675440262523547?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/8999675440262523547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=8999675440262523547' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/8999675440262523547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/8999675440262523547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/01/physics-news-update-n-852.html' title='Physics News Update nº 852'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-5592292588880956237</id><published>2008-01-03T00:14:00.000-02:00</published><updated>2008-01-03T22:05:53.287-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='John Baez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relatividade'/><title type='text'>O Paradoxo do Celeiro e da Lança</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu já traduzi o "Crackpot Index" do John Baez. Agora me deu na telha traduzir o &lt;a href="http://math.ucr.edu/home/baez/physics/Relativity/SR/barn_pole.html"&gt;"The Barn and The Pole"&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Atualizado em 1997 por PEG.&lt;br /&gt;Atualizado em 1992 por SIC.&lt;br /&gt;Original de Robert Firth.&lt;/p&gt;&lt;b&gt;Um Paradoxo da Relatividade Restrita: O Celeiro e a Lança&lt;/b&gt;  &lt;p&gt;Estes são os materiais. Você possui um celeiro, com 40m de comprimento, com portas automáticas em ambas as extremidades, que podem ser abertas e fechadas simultaneamente por um comutador. Você também tem uma lança, com comprimento de 80m, que, é claro, não cabe dentro do celeiro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora, alguém pega a lança e tenta passar correndo (quase à velocidade da luz) através do celeiro com a lança na horizontal. A Relatividade Restrita (RR) diz que um objeto em movimento se contrai na direção do movimento: isso se chama a Contração de Lorentz. Assim, se a lança é posta em movimento no sentido de seu comprimento, ela vai se contrair no referencial de um observador estacionário.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Você é o observador, sentado no telhado do celeiro. Você vê a lança vindo em sua direção e ela se contraiu para um pouco menos do que 40m, em seu referencial.  (Ela realmente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;parece&lt;/span&gt; mais curta para você? Veja em &lt;a href="http://math.ucr.edu/home/baez/physics/Relativity/SR/penrose.html"&gt;Can You See the Lorentz-Fitzgerald Contraction?&lt;/a&gt; a surpreendente resposta. Mas, de qualquer forma,  você iria &lt;span style="font-style: italic;"&gt;medir&lt;/span&gt; seu comprimento como menos de &lt;em&gt;&lt;/em&gt; 40m.)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Assim, quando a lança passar através do celeiro, vai haver um instante em que ela fica inteiramente dentro do celeiro. Neste instante, você fecha ambas as portas simultaneamente, com seu comutador. É claro, você as abre novamente, bem rapidinho, mas, ao menos momentaneamente, você ficou com a lança contraída fechada dentro de seu celeiro. A corredora emerge da porta de trás sem um arranhão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Porém, considere o problema do ponto de vista da corredora. Ela vai observar a lança como estando estacionária e o celeiro se aproximando em alta velocidade. Neste referencial, a lança ainda mede 80m, e o celeiro tem menos de 20m de comprimento. Certamente a corredora estará com problemas se as portas fecharem quando ela estiver lá dentro. A lança certamente vai ficar presa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Bom, afinal, a lança fica presa na porta ou não? Você não pode ter ambas as respostas. Este é o chamado "Paradoxo Celeiro-Lança". A resposta está enterrada no uso errado do termo "simultaneamente" na primeira sentença da estória. Na RR, os eventos separados no espaço que parecem simultâneos em um referencial, não precisam parecer simultâneos em outro referencial. As portas que se fecham são dois eventos separados.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A RR explica que as duas portas jamais ficam fechadas ao mesmo tempo no referencial da corredora. De forma que sempre há espaço para a lança. De fato, a transformada de Lorentz para o tempo é&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;t'=(t-v*x/c&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;)/sqrt(1-v&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;/c&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;)&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o termo &lt;b&gt;&lt;i&gt;v*x &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;no numerador que causa o problema aqui.  No referencial da corredora, o evento mais distante  (com um valor de &lt;em&gt;x  &lt;/em&gt;maior) acontece mais cedo. A porta mais distante se fecha primeiro. Ela se abre antes dela chegar lá e a porta mais próxima se fecha atrás dela.  Salva novamente -- de qualquer modo que você veja a coisa, conquanto que você se lembre que a simultaneidade não é uma constante na física.&lt;/p&gt;  &lt;b&gt;E se as portas ficarem fechadas?&lt;/b&gt;  &lt;p&gt;Se as portas forem mantidas fechadas, a lança obviamente vai se esmagar na porta do celeiro em uma das extremidades. Se a porta aguentar a ponta da frente da lança, esta ponta da lança vai entrar em repouso no referencial do observador estacionário. Não pode haver uma coisa tal como uma lança rígida na Relatividade, de forma que a ponta de trás não vai parar imediatamente e a lança vai ser comprimida além da Contração de Lorentz. Se alnça não explodir sob a pressão e for suficientemente elástica, ela vai entrar em repouso e começar a voltar a seu formato original, mas, como ela é grande demais para o celeiro, a outra extremidade vai bater na porta que ficou atrás e a lança vai ficar presa em um estado comprimido dentro do celeiro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Referências:  &lt;em&gt;Spacetime Physics&lt;/em&gt; de Taylor e Wheeler é o clássico. As &lt;em&gt;Lectures &lt;/em&gt; de Feynman, também são interessantes.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;###&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nota tardia do tradutor: eu tinha traduzido "Special Relativity" por "Relatividade Especial", mas modifiquei para "Relatividade Restrita" porque é como eu vejo a maior parte das referências a ela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-5592292588880956237?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/5592292588880956237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=5592292588880956237' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/5592292588880956237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/5592292588880956237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/01/o-paradoxo-do-celeiro-e-da-lana.html' title='O Paradoxo do Celeiro e da Lança'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-6378127703843003069</id><published>2008-01-02T11:45:00.000-02:00</published><updated>2008-01-03T22:09:07.388-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><title type='text'>Lá, como cá...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A gente reclama (e com razão) da violência no Brasil e dos péssimos serviços públicos. Por isso, eu adoro encontrar esse tipo de notícia nos jornais estrangeiros... Faz o tupiniquim se sentir um pouco menos selvagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No &lt;i&gt;The New York Times&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.nytimes.com/2008/01/02/nyregion/02shot.html"&gt;Uma segunda menina é ferida por bala perdida&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pela segunda vez em menos de 12 horas, uma menina é atingida por uma bala perdida na Cidade de Nova York. (...) Às 3:50 a menina estava voltando a pé, acompanhada por parentes, da casa de uma amiga, quando começou um tiroteio na esquina da Terceira Avenida com a Rua 116. (...)" (As duas meninas foram feridas de raspão e passam bem...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No &lt;i&gt;The Guardian&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=12783477"&gt;Raiva contra os trens: Milhares ficam sem transporte, enquanto o preço das passagens sobe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(...) A interrupção [dos serviços] - que vai afetar cerca de 150.000 passageiros na Inglaterra - acontece logo quando os preços das passagens, com grande impacto na inflação, sobem. (...) O preço das passagens [ferroviárias] sobe 11% hoje - mais do que o dobro da taxa de inflação." (O jornal comenta que é provável a ocorrência de distúrbios civis provocados pela má qualidade e o aumento dos preços, ainda nessa quinzena).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No &lt;i&gt;Le Figaro&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lefigaro.fr/actualites/2008/01/02/01001-20080102ARTFIG00010-plus-de-voituresont-brule-l-an-dernier.php"&gt;Mais de 40.000 automóveis queimados no ano passado&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(...) Imperturbável, o Ministro do Interior declarou que este foi um &lt;i&gt;Reveillon&lt;/i&gt; "relativamente calmo". Oficialmente, o número de carros incendiados na passagem do ano diminuiu, de 397 para 372. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_inZfsZd_qg8/R3ueXnTOA1I/AAAAAAAAABE/0RVjKnI712s/s1600-h/Franca+carro+queimado.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_inZfsZd_qg8/R3ueXnTOA1I/AAAAAAAAABE/0RVjKnI712s/s200/Franca+carro+queimado.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150884727352066898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na legenda da foto: "Com quarenta carros destruídos, Nantes detém o recorde de incêndios criminosos na noite do &lt;i&gt;Reveillon&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contraditoriamente, a notícia declara em outra parte: "Na Região Parisiense, 102 carros foram incendiados na noite de São Silvestre".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais interessante é que, logo no início, a notícia esclarece que os incidentes do &lt;i&gt;Reveillon&lt;/i&gt; não estão contabilizados em 2007. Só serão considerados nas estatísticas de 2008... Já começaram bem, ao que parece...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-6378127703843003069?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/6378127703843003069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=6378127703843003069' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/6378127703843003069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/6378127703843003069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/01/l-como-c.html' title='Lá, como cá...'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_inZfsZd_qg8/R3ueXnTOA1I/AAAAAAAAABE/0RVjKnI712s/s72-c/Franca+carro+queimado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-8027280255232829018</id><published>2008-01-01T14:43:00.000-02:00</published><updated>2008-01-01T20:15:52.320-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='genética'/><title type='text'>A "evolução" da espécie humana</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Traduzo, abaixo, uma notícia veiculada pelo EurekAlert, que vem se somar a duas outras divulgadas pelo Daniel no seu &lt;a href="http://kungfuphysics.wordpress.com/2007/12/16/whats-interesting-this-week%e2%80%a6/"&gt;"What's interesting this week"&lt;/a&gt; de 16 de dezembro ("&lt;a href="http://www.sciam.com/article.cfm?id=culture-speeds-up-human-evolution&amp;amp;page=1"&gt;Culture speeds up Human Evolution&lt;/a&gt;" do Sientific American, e "&lt;a href="http://www.newscientist.com/channel/being-human/mg19626343.900-modern-times-causing-human-evolution-to-accelerate.html?feedId=online-news_rss20"&gt;Modern times causing human evolution to accelerate&lt;/a&gt;", do NewScientist). Eu peço especial atenção porque é uma constatação do óbvio, mas que pode ter profundas implicações - e do tipo desastroso - sobre as relações humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://www.utah.edu/unews"&gt;University of Utah&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Estão os seres humanos evoluindo mais depressa?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Descobertas sugerem que estamos nos tornando mais diferentes, não iguais&lt;/i&gt;   &lt;p&gt;Pesquisadores descobriram indícios genéticos de que a evolução do ser humano está se acelerando – e não que tenha se detido ou prosseguido em um ritmo constante, como se pensava – o que indica que os seres humanos nos diferentes continentes estão se tornando cada vez mais diferentes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; “Nós empregamos uma nova tecnologia genômica para mostrar que os humanos estão evoluindo rapidamente e que o ritmo da mudança se acelerou nos últimos 40.000 anos, especialmente desde o fim da Era Glacial, a aproximadamente 10.000 anos atrás”, afirma o pesquisador chefe Henry Harpending, um distinto professor de antropologia na Universidade de Utah.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Harpending diz que existem implicações instigantes a partir do estudo, publicado online na 2ª feira 10 de dezembro no jornal Proceedings of the National Academy of Sciences:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; -- “Nós não somos o mesmo povo de 1.000 ou 2.000 anos atrás”, diz ele, o que pode explicar, por exemplo, parte da diferença entre os guerreiros invasores Vikings e seus pacíficos descendentes suecos. “ O dogma é que isso resulta de flutuações culturais, porém quase todas as características de temperamento que se examina, estão sob forte influência genética”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; -- “As raças humanas estão se desenvolvendo em rumos que se afastam” diz Harpending. “ Os genes estão evoluindo rapidamente na Europa, Ásia e África, porém todos eles são peculiares a seu continente de origem. Nós estamos ficando menos parcidos, não nos miscigenando em uma única Humanidade mestiça”. Ele afirma que isto está acontecendo porque os seres humanos se dispersaram da África para outras regiões a 40.000 anos atrás, “ e, desde então, não tem havido muita troca de genes entre as regiões”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; “Nossos estudos negam a crença amplamente difundida de que os modernos seres humanos [estes que adotaram largamente ferramentas e artes avançadas] que apareceram a 40.000 anos atrás, não mudaram desde então e que nós somos ainda os mesmos. Nós demonstramos que os seres humanos estão mudando relativamente rápido em uma escala de séculos a milênios e que estas mudanças são diferentes em diferentes grupos continentais”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O aumento da população humana de milhões para bilhões nos últimos 10.000 anos acelerou o ritmo de evolução porque “nós estamos em novos ambientes aos quais precisamos nos adaptar”, adicona Harpending. “E, com uma população maior, ocorreram mais mutações”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O co-autor do estudo, Gregory M. Cochran, diz: “A história parece cada vez mais com uma novela de ficção científica na qual os mutantes surgem repetidamente e tomam o lugar dos humanos normais –algumas vezes pacificamente, sobrevivendo melhor a fomes e doenças, e outras vezes como uma horda de conquistadores. E nós somos estes mutantes”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Harpending conduziu o estudo com Cochran, um médico do Novo México, auto-didata em biologia evolucionária e professor adjunto de biologia evolucionária na Universidade de Utah; o antropologista John Hawks, um antigo pesquisador pós-doutoral de Utah, agora na Universidade de Wisconsin, Madison; o geneticista Eric Wang da Affymetrix, Inc. em Santa Clara, Califórnia; e o bioquímico Robert Moyzis da Universidade da California, Irvine.&lt;/p&gt;  &lt;b&gt;&lt;p&gt;Não se trata de justificativa para discriminação&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;  &lt;p&gt;O novo estudo vem dos mesmos cientistas da Universidade de Utah – Harpending e Cochran – que criaram um "frisson" em 2005, quando publicaram um estudo que argumentava que a inteligência acima da média dos Judeus Ashkenazi –  os de ascendência Norte Européia – resultava da seleção natural na Europa medieval, quando eles foram empurrados para profissões tais como financistas, mercadores, gerentes e coletores de impostos. Os mais inteligentes prosperavam, se tornavam ricos e tinham famílias maiores para transmitir seus genes. Entretanto, essa inteligência também era associada a doenças genéticas tais como as síndromes de Tay-Sachs e de Gaucher em judeus.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Aquele estudo e outros que lidavam com diferenças genéticas entre seres humanos – cujo DNA é mais de 99% idêntico – gerou receios de que tais pesquisas solapassem o princípio da igualdade humana e justificar racismos e discriminação. Outros críticos questionavama qualidade científica e argumentavam que a cultura tem um papel maior do que a genética.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Harpending diz que as diferenças genéticas entre as diversas populações humanas “não podem ser usadas para jsutificar discriminação. Os direitos na Constituição não são baseados na total igualdade. As pessoas têm direitos e devem ter oportunidades qualquer que seja seu grupo”.&lt;/p&gt;  &lt;b&gt;&lt;p&gt;Analisando os SNPs da aceleração evolucionária&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;  &lt;p&gt;Os estudo procurou por indícios genéticos de seleção natural – as evolução das mutações favoráveis dos genes – durante os últimos 80.000 anos, analizando o DNA de 270 indivíduos no International HapMap Project, um esforço para identificar variações nos genes humanos que causam doenças e servem como alvos para novos medicamentos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O novo estudo procurou especificamente pelas variações genéticas chamadas “polimorfismo de nucleotídeo simples”, (conhecido pela sigla em inglês de “single nucleotide polymorphisms,” SNPs [pronounciado como “snips”]) que são mutações puntuais em cromossomos que estão se disseminando por uma significativa parte da população.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Imagine um passeio ao longo de dois cromossomos – o mesmo cromossomo de duas pessoas diferentes. Cromossomos são feitos de DNA, uma estrutura em forma de escada espiral, na qual cada degrau é feito de um “par básico” de amino ácidos, G-C, ou A-T. Harpending diz que no entorno de cerca de cada 1.000 pares básicos, haverá uma diferença entre os dois cromossomos. Isto é conhecido como um SNP.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os dados examinados no estudo incluiam 3,9 milhões de SNPs de 270  pessoas em quatro populações: Chineses Han, Japoneses, Yorubas Africanos e Norte-Europeus, representados grandmente por dados dos  Mórmons do Utah, diz Harpending.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com o tempo, os cromossomos se quebram e se recombinam, aleatoriamente, criando novas versões ou variantes do cromossomo. “Se aparecer uma mutação favorável, então o número de cópias deste cromossomo aumenta rapideamente” na população porque as pesssoas com esta mutação têm mais chances de sobreviver e se reproduzir, diz Harpending.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; “E se isto aumenta rapidamente, se torna comum em uma população em um curto prazo”, acrescenta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os pesquisadores tiraram vantagem disso para determinar se os genes nos cromossomos tinham evoluído recentemente. Os humanos têm 23  pares de cromossomos, com cada pai/mãe passando uma cópia de cada um dos 23. Se o mesmo cromossomo de vários indivíduos tiver um segmento com um padrão idêntico de SNPs, isto é um indício de que este segmento do cromossomo não se quebrou e recombinou recentemente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Isso significa que um gene neste segmento de cromossomo deve ter evoluído recentemente e rápido; se tivesse evoluído a muito tempo, o cromossomo teria quebrado e recombinado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Harpending e seus colegas usaram um computador para examinar os dados à procura de segmentos de cromossomos que tivessem padrões idênticos de SNP e, assim, não tivessem quebrado e recombinado, o que significa que eles teriam evoluído recentemente. Eles também calcularam o quão recentemente os genes tinham evoluído.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma descoberta chave: 7% dos genes humanos estão passando por uma evolução rápida e recente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os pesquisadores construíram um caso em em que a evolução humana tivesse acelerado para comparar os dados com o que deveriam ser os dados se a evolução humana tivesse sido cosntante:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;O estudo descobriu que existe muito mais diversidade genética nos SNPs do que seria de se esperar se a evolução humana tivesse permanecido constante.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;  &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Se o ritmo no qual os genes estão evoluindo nos Africanos fosse extrapolado para 6 milhões de anos atrás, quando os humanos e os chimpanzés se separaram, a diferença entre os chimpanzés modernos e os humanos modernos teria que ser 160 vezes maior do que realmente é. Portanto o ritmo da evolução dos Africanos representa uma aceleração recente na evolução.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;  &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Se a evolução tivesse sido rápida e constante por um longo tempo, deveria haver muitos genes recentemente evoluídos que teriam se espalhado por todos. No entanto, o estudo revelou que vários genes ainda estão se tornando mais freqüentes na população, indicando uma recente aceleração evolucionária.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;  &lt;p&gt;A seguir, os pesquisadores examinaram a história do tamanho da população humana em cada continente. Eles descobriram que os padrões de mutação observados nos dados dos genomas eram consistentes com a hipótese de que a evolução é mais rápida em populações maiores.&lt;/p&gt;  &lt;b&gt;&lt;p&gt;Mudança Evolucionária e História Humana: Vai um leite aí?&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;  &lt;p&gt; “O rápido crescimento da população tem correspondido a vastas mudanças nas culturas e na ecologia, que criam novas oportunidades de adaptação”, declara o estudo. “Os últimos 10.000 anos testemunharam uma rápida evolução nos esqueletos e na dentição das populações humanas, bem como o aparecimento de várias novas respostas genéticas a dietas e doenças”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os pesquisadores notam que as migrações humanas para os novos ambientes Eurasianos, criaram pressões seletivas que favoreceram uma menor pigmentação da pele (de forma a poder absorver mais luz solar pela pele para criar vitamina D), adaptação a climas frios e mudanças na dieta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Porque a população humana cresceu de vários milhões, no final da Era Glacial, até os 6 bilhões atuais, mais genes favoráveis emergiram e a evolução acelerou, tanto em escala global, como nos grupos continentais de pessoas, diz Harpending.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; "Temos que entender as mudanças genéticas para poder compreender a história”, ele acrescenta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Por exemplo, na China e na maior parte da África, poucas pessoas podem digerir leite fresco quando se tornam adultas. No entanto, na Suécia e na Dinamarca, o gene que produz a enzima que digere a lactose permanece ativa, de forma que “quase todos podem beber leite fresco”, o que explica porque os laticínios são mais comuns na Europa do que no Mediterrâneo e na África, diz Harpending.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ele agora está estudando se a mutação que permitiu a tolerância à lactose estimulou algumas das grandes expansões de população da história, inclusive quando os povos de idioma indo-europeu partiram do Noroeste da Índia e da Ásia Central, através da Pérsia e através da Europa, entre 4.000 e 5.000 anos atrás. Ele suspeita que o consumo de leite deu aos Indo-Europeus, tolerantes à lactose, mais energia, permitindo que eles conquistassem uma grande área.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas Harpending acredita que a aceleração da evolução humana “é um estado de coisas temporário, por causa dos novos ambientes desde a dispersão dos humanos modernos, a 40.000 anos, e especialmente após a invenção da agricultura a 12.000 anos atrás. Isto modificou nossa dieta e mudou nossos sistemas sociais. Se pegassem caçadores-coletores e, subitamente, lhes dessem uma dieta a base de milho, eles ficariam diabéticos com freqüência. Nós ainda estamos nos adaptando a isso. Vários novos genes que se observa estarem se disseminando pela população, estão envolvidos com nos auxiliar a prosperar com uma dieta rica em carboidratos”.&lt;/p&gt;  &lt;div align="center"&gt;###&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uma curiosa mistura de fatos históricos, científicos e "achismos"... Eu cá, um pouco menos auto-didata em genética do que o Dr. Cochrane, fico em dúvida se pelo menos metade desta argumentação não é do tipo "o focinho que causa o rabo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomemos o exemplo, tão bem explorado, da tolerância à lactose. É claro que o pastoreio em regiões montanhosas, onde a agricultura é quase impossível e a caça é extremamente arriscada, é uma vantagem para a sobrevivência. Eu gostaria de ter alguns dados sobre essa característica entre nepaleses e tibetanos, por exemplo... Ou entre os Watusi e os Bantus...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto que passa "batido" nessa pesquisa são os grupos de mestiços. Quais seriam os resultados da população afro-descendente no Brasil, por exemplo, onde os negróides são extremamente miscigenados com caucasóides?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que mutações apresentam, por outro lado, os Afrikaans e os Australianos não-aborígenes? E - que me perdoe o eminente pesquisador - mas usar os Mórmons do Utah como representantes dos caucasóides é brincadeira!... Os Mórmons são extremamente endógenos; por que eles não estudaram os Amishes de uma vez?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o parágrafo sobre "não justifica discriminação" é perfeitamente dispensável... Não há Lei ou Decreto que torne um negróide em caucasóide: a bendita Constituição pode dizer o que quiser, mas a anemia falciforme vai atacar mais os povos oriundos de regiões onde abunda a malária - lá, isso é uma característica favorável!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa dos Ashkenazi terem "um QI superior" por conta de sua tradição mercantil é a piada do milênio!... E os Ashkenazi que eram ourives e cortadores de gemas?... Têm maiores habilidades manuais e um QI mais baixo?... Ou "isso não conta; varre para debaixo do tapete!..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais curioso é que esta "pesquisa" vem na esteira daquela "cincada" do eminente &lt;a href="http://chivononpo.blogspot.com/2007/10/elementary-dear-watson.html"&gt;Dr. Watson&lt;/a&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-8027280255232829018?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/8027280255232829018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=8027280255232829018' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/8027280255232829018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/8027280255232829018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2008/01/evoluo-da-espcie-humana.html' title='A &quot;evolução&quot; da espécie humana'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-4290585909855606117</id><published>2007-12-21T18:48:00.000-02:00</published><updated>2007-12-21T21:47:24.402-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Physics News Update'/><title type='text'>Physics News Update nº 851</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Boletim de Notícias da Física do Instituto Americano de Física, número 851, de 21 de dezembro de 2007 por Phillip F. Schewe e Jason  S. Bardi.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.aip.org/pnu"&gt;PHYSICS NEWS UPDATE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM FLUXO PERSISTENTE DE ÁTOMOS BOSONICAMENTE CONCENTRADOS EM UMA ARMADILHA TOROIDAL, que foi conseguido pela primeira vez, oferece aos físicos uma melhor oportunidade para estudar o parentesco entre os Condensados de Bose-Einstein (BEC) e superfluidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos envolvem o estabelecimento de um conjunto no qual vários átomos se juntam em uma única entidade quântica. Mas eles não são exatamente a mesma coisa. Em um banho de Hélio líquido a baixas temperaturas, por exemplo, quase 100% dos átomos estão em um estado de superfluido, mas apenas cerca de 10% estão no estado BEC (em um BEC milhões de átomos se tornaram, de uma certa forma, um único átomo). Mas os físicos geralmente acreditam que a maior parte ou todo um BEC é superfluido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cientistas foram capazes de criar vórtices quânticos em amostras de BEC, um indício que os BEC são superfluidos. Porém, até agora os pesquisadores não tinham sido capazes de fazerem um BEC se mover por um caminho em um fluxo persistente, um outro sinal de superfluidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova experiência, realizada pelo Prêmio Nobel William Philips e seus colegas do NIST-Gaithersburg e do Joint Quantum Institute of NIST e da University of Maryland, resfriaram átomos de Sódio em uma armadilha toroidal, puseram-nos em movimento com luz laser e observaram um fluxo por inteiros 10 segundos, quando o Condensado começou a se desfazer por que os delicados parâmetros magnéticos e ópticos, ajustados para conter os átomos, sairam de seus ajustes ideais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos cientistas do projeto, Kristian Helmerson, diz que átomos neutros fluindo em um recipiente toroidal podem ser empregados em um sistema atômico análogo ao Dispositivo Supercondutor de Interferência Quântica (Superconducting Quantum Interference Device, ou, abreviadamente, SQUID, que é usado como um sensível detector de magnetismo); este dispositivo BEC, sensoreando, não o magnetismo, mas pequenas mudanças na direção, poderia servir como um giroscópio sensível, possivelmente para emprego na navegação. (Ryu et al., &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Physical Review Letters&lt;/span&gt;, artigo em publicação)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O TAMANHO DO NÚCLEO DE HÉLIO-8 foi medido. Para ser mais preciso, o raio da carga do isótopo mais pesado do Hélio (com dois prótons e seis nêutrons) foi medido pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O raio da carga diz o quanto a carga dos prótons se espalha pelo espaço. O novo trabalho, conduzido por uma colaboração Argonne-Chicago-GANIL-Windsor (Canada)-Los Alamos, chegou a um valor de 1,93 fm (1 fermi = 10&lt;sup&gt;-15&lt;/sup&gt;m).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para comparação, o raio da carga do isótopo He-6 é 2,068 fm; ou seja, o isótopo mais leve tem, na verdade, um raio de carga maior, resultado do efeito de ligação da força nuclear forte. He-8 é muito raro, difícil de fazer e representa o material mais rico em nêutrons conhecido na Terra. Agrupamentos de Hélio ainda mais pesados, tais como He-10, não são entidades realmente ligadas — elas só podem ser consideradas "ressonâncias".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a nova experiência, foi produzido He-8 por meio do bombardeio de um alvo de Carbono com um feixe de 1 GeV de íons de C-13. O raio de carga dos respectivos isótopos — He-4, He-6 e He-8 — é determinado pela comparação das sutis mudanças nos espectros das três diferentes espécies de átomo de Hélio. As medições espectroscópicas envolvem apenas a força eletromagnética entre os elétrons e o núcleo desses átomos, e não a força nuclear forte que mantém este núcleo unido. Entretanto, uma vez que se determina a distribuição das cargas, isso pode ser usado para inferir coisas acerca das forças de ligação que estão em funcionamento no núcleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia corrente sobre a distribuição de prótons e nêutrons (ilustrada na figura em &lt;a href="http://www.aip.org/png/2007/291.htm"&gt;http://www.aip.org/png/2007/291.htm&lt;/a&gt;), sugere que o núcleo de He-4, composto por dois prótons e dois nêutrons (uma unidade conhecida como "Partícula Alfa") forma o núcleo padrão, enquanto que, no He-6, os dois nêutrons extra (supõe-se) ficam orbitando o núcleo-padrão ["core"] como uma espécie de "halo". Neste modelo, o núcleo-padrão Alfa oscila um pouco em torno do centro de massa conjunto com o par de nêutrons do halo. Isto permite que o núcleo-padrão oscile um pouco menos no caso do He-6, o que permite que o raio de carga do He-8 seja um pouco menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos pesquisadores, Peter Mueller, diz que a corrente teoria nuclear realizou um excelente trabalho ao predizer o raio de carga do He-8, dando confiança aos que criam modelos para núcleos maiores. (Mueller et al., &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Physical Review Letters&lt;/span&gt;, 21 de dezembro de 2007; ver também &lt;a href="http://www.phy.anl.gov/mep/atta/"&gt;&lt;i&gt;website do laboratório&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PHYSICS NEWS UPDATE é um resumo de notícias sobre física que aparecem em convenções de física, publicações de física e outras fontes de notícias. É fornecida de graça, como um meio de disseminar informações acerca da física e dos físicos. Por isso, sinta-se à vontade para publicá-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o crédito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de Física). O boletim Physics News Update é publicado, mais ou menos, uma vez por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como divulgado no numero anterior, este boletim é traduzido por um curioso, com um domínio apenas razoável de inglês e menos ainda de física. Correções são bem-vindas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-4290585909855606117?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/4290585909855606117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=4290585909855606117' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/4290585909855606117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/4290585909855606117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2007/12/physics-news-update-n-851.html' title='Physics News Update nº 851'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-8331963326371176850</id><published>2007-12-18T11:14:00.000-02:00</published><updated>2007-12-18T11:18:01.358-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ciência e Idéias'/><title type='text'>Falando em pseudo-ciência...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Os médicos estão sempre me surpreendendo com sua capacidade de observar o óbvio e, a partir daí, tirar conclusões imbecis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senão, vejamos esta notícia, originária da BBC-Brasil, &lt;a href="http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2007/12/18/327659380.asp"&gt;reproduzida n'"O Globo"&lt;/a&gt; de hoje:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;BBC&lt;br /&gt;Dieta medieval era 'mais saudável', diz estudo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicada em 18/12/2007 às 09h21m&lt;br /&gt;BBC&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LONDRES - Um estudo realizado por um médico britânico sugere que a dieta das pessoas que viveram durante a Idade Média era mais saudável que a atual. Segundo a pesquisa, realizada na região rural de Shropshire, no leste da Inglaterra, a dieta medieval, menos gordurosa, rica em verduras e com menos açúcar, era mais saudável para o coração que os alimentos processados e gordurosos consumidos nos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A dieta, combinada com o volume de trabalho, fazia o homem medieval sofrer menos risco de doenças cardíacas e diabetes que hoje em dia", afirma o médico Roger Henderson, responsável pela pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o estudo, um camponês medieval comia em média dois pães, 220 gramas de carne ou peixe e quase dois litros de cerveja por dia, o equivalente a cerca de 3,5 a quatro mil calorias. Além disso, a jornada diária de trabalho era de 12 horas, em média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Idade Média é definido por historiadores como o período entre 476 e 1453, que segue a Antigüidade e precede a Era Moderna. [a notícia vai adiante...]&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que o "bom doutor" se lembra de que "a vida dos camponeses medievais era mais difícil e a expectativa de vida era menor por causa das doenças e epidemias que assolaram o período". E ainda menciona: "Naquela época, se alguém passasse dos 30 anos estava bom, mais de 40 já estava bem velho". O que ele parece que não sabe é por que as especiarias tinham tanto valor na Europa: para esconder o cheiro e o gosto de podre dos alimentos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente, não há grandes estatísticas sobre a incidência de diabetes e doenças cardiovasculares na Idade Média... Ele tira conclusões sobre o que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;deveria&lt;/span&gt; acontecer na Idade Média com base nos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;atuais&lt;/span&gt; dados de nutricionismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só resta saber se o "bom doutor" se lembrou que o diabetes e as doenças cardiovasculares costumam "atacar" depois dos 40 os homens modernos e, como ele não tem um "grupo de controle" na época medieval, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;suas conclusões são mera especulação...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso o gordo cardiopata, com episódios de diabetes eventuais, aqui olha bestificado para a "sapiência" dos modernos Esculápios e dá graças a Deus que a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cirurgia&lt;/span&gt; não depende dos médicos para progredir... A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tecnologia&lt;/span&gt; atual nasceu sempre fora da "medicina"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, sinceramente, gostaria de saber o que mais os médicos aprendem nas Faculdades, além de escrever de modo ilegível e em "marciano hierático"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;curar&lt;/span&gt;, certamente não é... Isso fica por conta dos bioquímicos e cirurgiões...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-8331963326371176850?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/8331963326371176850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=8331963326371176850' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/8331963326371176850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/8331963326371176850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2007/12/falando-em-pseudo-cincia.html' title='Falando em pseudo-ciência...'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-5263693842199527853</id><published>2007-12-16T13:22:00.000-02:00</published><updated>2008-01-03T22:09:30.647-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><title type='text'>Falência! [final]</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sabe aquela sensação que você tem quando descobre que nem os "disparates" que você diz são originais?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é... Estou eu aqui gastando meu "latim" e minha indignação, quando bastava ler mais atentamente o "&lt;a href="http://diariodoprofessor.com/"&gt;Diário do Professo&lt;/a&gt;r", do Declev... Está tudo lá... A noção de que o sistema de ensino vigente afugenta, em vez de atrair os alunos; uma argumentação (bem melhor fundamentada do que a minha) sobre o erro em dar mais ênfase a certas matérias; relatos de experiências criativas que funcionaram, mas não tiveram continuidade; comentários de quem sofre na carne o que eu repito: a maior parte do tempo dos professores deveria ser empregada fora da sala de aula, preparando aulas, estratégias, abordagens multisiciplinares integradas e na atualização e expansão dos próprios conhecimentos... e vai por aí...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu sou maluco, "ponto fora da reta", um visionário que "fala do que não entende", pelo menos, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;eu estou bem acompanhado&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá, também, encontro o desespero de um professor dedicado quando confrontado com alunos que fazem questão de não aprender... Será que minha proposta de que isso pode ser corrigido com a universalização da pré-escola é mesmo válida?... Ou a questão vai ainda mais fundo: abrange toda a escala de valores vigentes na atual sociedade?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, me calo por aqui... Não que eu tenha esgotado o assunto: apenas "me manquei" que o "sapateiro" aqui estava indo muito "além das sandálias".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou voltar ao meu "forte": traduzir artigos de ciência, política, economia (por falar nisso: O New York Times deste domingo tem seis artigos que discutem se os EUA estão à beira, ou já enfiados em uma recessão...) e outras mazelas internacionais, para a gente, aqui em Pindorama, perceber que nós, tupiniquins, não somos nem piores, nem melhores que ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dixit&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-5263693842199527853?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/5263693842199527853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=5263693842199527853' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/5263693842199527853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/5263693842199527853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2007/12/falncia-final.html' title='Falência! [final]'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-3965339252417069247</id><published>2007-12-13T21:11:00.000-02:00</published><updated>2008-01-03T22:09:43.327-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Physics News Update'/><title type='text'>Physics News Update nº 850</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Boletim de Notícias da Física do Instituto Americano de Física, número 850, de 13 de dezembro de 2007 por Phillip F. Schewe e Jason  S. Bardi.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.aip.org/pnu"&gt;PHYSICS NEWS UPDATE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS DEZ MELHORES NOTÍCIAS DE FÍSICA DE 2007, em ordem cronológica, durante o ano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luz, freada em um Condensado de Bose-Einstein (BEC), é passada por outro BEC (&lt;a href="http://chivononpo.blogspot.com/2007/02/physics-news-update-n-812.html"&gt;PNU nº 812, matéria 1&lt;/a&gt;);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tunelamento de elétron em tempo real pode ser observado com o uso de pulsos de attossegundos (&lt;a href="http://chivononpo.blogspot.com/2007/04/physics-news-update-n-818.html"&gt;PNU nº 818, matéria 2&lt;/a&gt;);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resfriamento a laser de um objeto do tamanho de uma moeda, em, ao menos, uma dimensão (&lt;a href="http://chivononpo.blogspot.com/2007/04/physics-news-update-n-818.html"&gt;PNU nº 818, matéria 1&lt;/a&gt;);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor teste já realizado da Segunda Lei de Newton, usando um pêndulo de torsão giratório (&lt;a href="http://chivononpo.blogspot.com/2007/04/physics-news-update-n-819.html"&gt;PNU nº 819, matéria 1&lt;/a&gt;);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiros resultados da Sonda Gravity-B, a medição do efeito geodésico — o encurvamento do espaço-tempo nas vizinhanças e causado pela Terra — com uma precisão de 1%, com uma precisão ainda maior por vir (&lt;a href="http://chivononpo.blogspot.com/2007/05/physics-news-update-n-820.html"&gt;PNU nº 820, matéria 2&lt;/a&gt;);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência MiniBooNE no Fermilab resolve um mistério dos neutrinos, aparentemente descartando a possibilidade de uma quarta espécie de neutrino (&lt;a href="http://chivononpo.blogspot.com/2007/05/physics-news-update-n-820.html"&gt;PNU nº 820, matéria 1&lt;/a&gt;);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Tevatron, em sua busca para observar o Bóson de Higgs, atualizou a massa do quark top e observou diversos novos tipos de eventos de colisão, tais como os em que um só quark up é produzido, e os em que são produzidos, simultaneamente, um Bóson W e um Z, ou dois Bósons Z (&lt;a href="http://chivononpo.blogspot.com/2007/05/physics-news-update-n-821.html"&gt;PNU nº 821, matéria 1&lt;/a&gt;);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais curto pulso de luz, um jato de 130 attossegundos de luz no extremo ultravioleta (&lt;a href="http://chivononpo.blogspot.com/2007/07/physics-news-update-n-823.html"&gt;PNU nº 823, matéria 1&lt;/a&gt;);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base nos dados gravados pelo Observatório Auger, os astrônomos concluem que os raios cósmicos de maior energia vêm de núcleos galáticos ativos (&lt;a href="http://chivononpo.blogspot.com/2007/11/physics-news-update-n-846.html"&gt;PNU nº 846, matéria 1&lt;/a&gt;); e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A observação de Pares de Cooper em isolantes (&lt;a href="http://chivononpo.blogspot.com/2007/12/physics-news-update-n-849.html"&gt;PNU nº 849, matéria 1&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EFEITO FOTOELÉTRICO  DE ALTA INTENSIDADE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os físicos no  Free-electron LASer em Hamburgo (FLASH) realizaram uma experiência de efeito fotoelétrico em um comprimento de onda de extremo ultravioleta, 13 nm, e intensidades ultra-altas de fótons. No processo, eles removeram elétrons de átomos de Xenônio, algumas vezes, 21 deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O efeito fotoelétrico — no qual luz ultravioleta ou extremo ultravioleta, ao incidir sobre uma superfície de metal, chuta os elétrons para fora — foi usado por Albert Einstein para argumentar em favor da existência de luz em forma quantizada, o que atualmente chamamos de fótons. A explicação, que ganhou para Einstein o Prêmio Nobel em 1921, é um marco na primitiva teoria quântica, já que sugeria que a luz em um comprimento de onda fixo consistia de fótons com uma energia fixa (quantizada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na experiência de Hamburgo, a radiação do laser de elétrons livres (free electron laser  =FEL) é trazida a um foco (3 mícrons de largura por 350 mícrons de comprimento) dentro de uma célula que contém gás de Xenônio. A irradiância do feixe laser, a quantidade de potência por unidade de área, foi de 10&lt;sup&gt;16&lt;/sup&gt;W/cm², um recorde para luz ultravioleta extremo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz ejeta elétrons do Xenônio e os íons resultantes são detectados. Neste caso, foram detectados íons com até 21 elétrons removidos. Esta foi a primeira vez em que um número de elétrons tão grande como 21 foi removido durante uma experiência fotoelétrica e os resultados surpreendentes não estão bem explicados pela quantização da luz e dos fótons como partículas de luz. (Sorokin et al., &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Physical Review Letters&lt;/span&gt;, 23 de novembro de 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A VOYAGER 2 CHEGA À HELIOSFERA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal com a sua irmã, a Voyager 1, fez a anos atrás, a Voyager 2, agora, foi longe o bastante do Sistema Solar para encontrar a Heliosfera, onde o vento das partículas solares se encontra com o meio interestelar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sabíamos que a superfície dessa zona de fronteira tem formato irregular, por causa das medições anteriores da Voyager 1 (&lt;a href="http://chivononpo.blogspot.com/2006/05/physics-news-update-n-778.html"&gt;PNU nº 778, matéria 1&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Voyager 1 está, atualmente, a cerca de 9,8 bilhões de milhas (cerca de 16 bilhões de km) da Terra e viajando a uma velocidade de 38.000 milhas por hora (cerca de 61.000 km/h). A Voyager 2 está a cerca de 7,8 bilhões de milhas (cerca de 12,5 bilhões de km) e viajando a uma velocidade de 35.000 milhas por hora (pouco mais do que 56.000 km/h). A Voyager 1 pode estar mais rápida e mais longe, e chegar mais cedo, porém o instrumento de medição de plasma da Voyager 2 ainda está funcionando, ao contrário do da Voyager 1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  Voyager 2 confirma que a camada de fronteira é irregular e descobriu que a temperatura logo além da fronteira é cerca de dez vezes mais fria do que se esperava. (Resultados relatados no encontro, nesta semana, da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;American Geophysical Union&lt;/span&gt; em San Francisco.)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PHYSICS NEWS UPDATE é um resumo de notícias sobre física que aparecem em convenções de física, publicações de física e outras fontes de notícias. É fornecida de graça, como um meio de disseminar informações acerca da física e dos físicos. Por isso, sinta-se à vontade para publicá-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o crédito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de Física). O boletim Physics News Update é publicado, mais ou menos, uma vez por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como divulgado no numero anterior, este boletim é traduzido por um curioso, com um domínio apenas razoável de inglês e menos ainda de física. Correções são bem-vindas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-3965339252417069247?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/3965339252417069247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=3965339252417069247' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/3965339252417069247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/3965339252417069247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2007/12/physics-news-update-n-850.html' title='Physics News Update nº 850'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-4693264184001185822</id><published>2007-12-11T23:39:00.000-02:00</published><updated>2007-12-13T11:19:52.926-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><title type='text'>Falência! [2]</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vou começar minha diatribe seguinte, tomando como base o questionamento do Professor Declev Dib-Ferreira, em seu artigo &lt;a href="http://diariodoprofessor.com/2007/12/07/o-que-e-uma-boa-escola/"&gt;O que é uma boa escola?&lt;/a&gt;, no &lt;a href="http://diariodoprofessor.com/"&gt;Diário do Professor&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Portanto, a “boa” escola seria aquela que conseguiria fazer aprender aqueles que não aprenderiam &lt;u&gt;apesar&lt;/u&gt; da escola, aqueles que não têm o que citamos que os bons têm: aquelas condições extra-escolares que fazem de um aluno, um bom aluno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta sim, seria uma boa escola, que atenderia a todos, sem eliminação da massa e sobrevivência dos ”mais fortes e mais adaptados”. Uma escola para uma nova sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer seres competitivos é fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil é fazer pra todos.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, vem a pergunta: como?... Não podemos nos esquecer que as crianças têm vários graus diferentes de habilidades de aprendizado (por menos "politicamente correto" que isso possa parecer, é um fato que não podemos ignorar). Se soubéssemos ao certo se isso tem fundo genético, congênito, ambiental, ou uma combinação dos três, seria mais fácil lidar com as disparidades. Mas o fato é que não sabemos e, ao que tudo indica, não saberemos tão cedo. Portanto, é aceitar o fato e procurar a melhor maneira de lidar com ele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem as mais recentes pesquisas na área da neurociência que essas habilidades começam a se desenvolver na tenra infância, no mesmo passo em que as crianças começam a aprender coisas básicas, tais como falar, andar e controlar os esfíncteres (desculpem... sem referências). O certo é que, quanto mais cedo começar o aprendizado "formal", mais fácil ele se torna. E é nesta fase em que começam a aparecer os "superdotados". No entanto, a idade prevista para o início do aprendizado é entre os 5 e 6 anos, quando o "estrago" já está feito. Nesta idade, as crianças já são mais "parecidas" com o ambiente em que cresceram e, convenhamos, a maior parte desses "ambientes" não é nada favorável aos estudos e ao aprendizado de nada que preste...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso eu dou tanta importância à pré-escola. O hábito de passar algumas horas (ou até a maior parte delas) do dia em um ambiente onde as "brincadeiras" são direcionadas à socialização e ao aprendizado, principalmente o "disfarçado" de forma lúdica, não priva as crianças do divertimento a que têm direito e pode ajudar muito a criar a noção de que "escola é divertido".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é aqui que eu entro com mais um de meus "achismos". Eu tenho observado, acompanhando a educação de meus filhos e de meu neto (já que não posso confiar nas minhas memórias de infância) que, nestes últimos vinte e poucos anos, uma coisa não mudou: há uma brusca transição da pré-escola para a educação básica. O caráter "lúdico" é, de repente, removido e se procura incutir nas crianças uma preocupação de "levar os estudos a sério". A bendita "nota", "conceito", ou o que for, começa a ser "importante" e "passar de ano" uma "obrigação". Eu não tenho nada contra ensinar as crianças sobre "responsabilidade individual", mas será que essa transição brusca tem mesmo algum significado?... Me lembra muito a "Classificação Etária" para diversas atividades. Por exemplo: um jovem com 17 anos e 364 dias é "inaceitável" para receber uma Carteira de Motorista e ainda é "legalmente inimputável". No  dia seguinte, ele já pode sair dirigindo e já pode ser legalmente responsabilizado por todas as ilegalidades que cometer... E, o que era um direito, "o soberano exercício do sua cidadania" (leia-se: voto), a partir dos 16 anos, passa a ser uma "obrigação", cujo não-cumprimento acarreta as penalidades da Lei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contra-argumento de "em algum lugar tem que se traçar uma linha divisória", para mim, é falta de argumento... Como se costuma dizer, na Infantaria, "o Regulamento é a Primeira Linha de Defesa do incompetente"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como toda transição, essa também pode ser feita de modo suave e não-assustador para as crianças. Bruno Bettelheim (em "Parents Good Enough" = "Uma vida para seu filho") aponta o fato de que a maior parte do desentendimento entre as gerações e á incapacidade dos adultos em verem o mundo com os olhos de uma criança. Para alguém com cinco a seis anos de idade, o universo inteiro tem uns quatro... E adolescentes acham que o "amanhã" sempre vai existir e, portanto, tudo pode ser postergado. Exigências de  "ser responsável", como se isso fosse uma noção nata, é de uma total estupidez. Isso de "responsabilidade" é uma capacidade adquirida e deve ser ensinada, não com palmatória, mas com exemplo e incentivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que isso dá mais trabalho e exige um acompanhamento individual mais próximo, o que acarreta a necessidade de turmas menores, o que, por sua vez, acarreta uma necessidade de mais professores, mais pedagogos, e até de profissionais de fonoaudiologia, psicologia infantil e (é até ridículo mencionar isto...) oftalmologistas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se a idéia é criar novas safras de cidadãos melhores do que as já existentes, não há como dissociar o apoio de saúde, o transporte, a alimentação, e - muito importante - o acompanhamento por assistentes sociais das famílias. "Escola" tem que ser mais do que um prédio com salas de aula e professores dentro. Tem que ser um local que preste diversos serviços sociais, inclusive a instrução. Utopia?... Vendo as condições atuais do que passa por "escola" neste Brasil, a idéia parece realmente utópica... Mas nem sequer é nova: a proposta original dos CIEPS, trazida ao Brasil por Darcy Ribeiro, era exatamente esta (não aquela "máquina eleitoreira" de construir prédios pré-fabricados — e outra "heresia": projetados como o nariz de quem os projetou... [sim... eu sei quem foi e o conheço pessoalmente] —  à vista de ruas movimentadas que se fez no Estado do Rio de Janeiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-4693264184001185822?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/4693264184001185822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=4693264184001185822' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/4693264184001185822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/4693264184001185822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2007/12/falncia-2.html' title='Falência! [2]'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-7907674735207791643</id><published>2007-12-11T14:44:00.000-02:00</published><updated>2007-12-11T18:57:18.080-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><title type='text'>Falência! [1]</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu pretendia abordar o assunto em uma única matéria, mas já percebi que não vai ser possível. Tem a ver com o péssimo desempenho dos estudantes brasileiros na avaliação do PISA, com discussões em grupos no Orkut, com discussões no "Roda de Ciência", tudo sobre educação — ou antes: a falta de educação — no  Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tem a ver, também, com a situação da política brasileira, com a política econômica brasileira e internacional, e com um monte de outras coisas — aparentemente sem relação entre si — que passam pela repercussão do filme "Tropa de Elite", pelas mudanças climáticas, e por um monte de exemplos de "Chi vó, non pó" que andam por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu tenho que começar por algum lugar, vamos começar pelo PISA, que foi comentado aqui, na matéria &lt;a href="http://chivononpo.blogspot.com/2007/12/que-raios-de-ensino-esse.html"&gt;"Que raios de ensino é este?"&lt;/a&gt;, pelo Adilson J A de Oliveira, em seu artigo &lt;a href="http://pordentrodaciencia.blogspot.com/2007/11/o-nosso-ensino-de-cincias-continua.html"&gt;"O nosso ensino de ciências continua muito precário"&lt;/a&gt;, no "Por dentro da Ciência", e pela Ana Cláudia Lessinger, no "Via Gene", nos artigos &lt;a href="http://viagene.blogspot.com/2007/12/cincia-foi-pro-espao-no-mau-sentido.html"&gt;"A ciência foi pro espaço... no mau sentido"&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://viagene.blogspot.com/2007/12/e-nem-nos-damos-conta.html"&gt;"e nem nos damos conta..."&lt;/a&gt; (esses foram os que eu vi... provavelmente há muitos outros...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho ainda uma observação a acrescentar: Ah!... Se fosse só a ciência!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que não é!... Não é uma questão só sobre o ensino de ciências: a coisa é muito mais grave. É sobre o ensino, em geral... É sobre a inversão de valores que insiste em continuar acontecendo: para os responsáveis pelas políticas de ensino, o que importa são números: tantas crianças matriculadas em uma ponta, tantas outras com um certificado de conclusão na outra; e que se dane se realmente houve aprendizado entre uma ponta e outra!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, para esses senhores, o "número" mais significativo é a "evasão escolar" (computada como a diferença entre o número de crianças que entra por uma ponta e o das que sai pela outra). "Qualidade"?... O que é isso?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tome de "políticas afirmativas"... "Progressão automática"... Claro, se o "coitadinho" do estudante repetir o ano, porque não aprendeu as matérias, ele é capaz de abandonar os estudos e teremos mais um caso da terrível "evasão escolar"... "Ensino a distância", não para realmente qualificar os professores, mas para promover uma farta distribuição de diplomas de licenciatura àqueles que, em falta dos verdadeiros licenciados, dão aulas sobre o que não conhecem (afinal, com os salários que o ensino público remunera seus professores, a maioria dos verdadeiros licenciados vai para o ensino particular...) E, para por a cereja no topo do "sundae", "Quotas" nas Universidades Públicas para os "estudantes" oriundos desse sistema público de formação de analfabetos funcionais... (quando não é maior ainda o descaramento: financiamento de cursos superiores em instituições particulares, de qualidade para lá de duvidosa, que será pago pelos "depromados" com suas receitas de salários de empregos públicos cuja exigência seja 2º grau, ou venda de sanduíche natural na praia...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, por acaso, de estranhar que a Ordem dos Advogados do Brasil tenha instituído uma prova para (des)qualificar a miríade de "Bacharéis em Direito" que são despejados todo ano no mercado de trabalho e não sabem sequer redigir uma Petição Inicial sem separar o sujeito do predicado por (nem digo uma vírgula, mas) um ponto parágrafo? (estão achando mentira?... Pois lembrem-se do ofício, assinado por um Delegado da Polícia Federal, dirigido a um juiz no Estado da Bahia, solicitando autorização para a escuta telefônica dos adversários políticos do extinto ACM: o predicado dos sujeitos no primeiro parágrafo aparecia no segundo, precedido de um verbo no gerúndio...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois eu afirmo que no dia em que o Conselho Federal de Medicina resolver fazer a mesma coisa, vai ser uma catástrofe!... (Eu já tive a oportunidade de ajudar um ex-colega Médico da Marinha a montar seu currículo e reparei no seu histórico acadêmico: não havia uma média superior a 6 em todo o histórico... e não era de uma Faculdade de Medicina famosa, não...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E outra coisa que eu posso afirmar: uma quantidade assustadora de Teses e Monografias não são da autoria dos pretensos "fomandos". Eu sei... eu já ajudei muitos deles a transformar a algaravia que eles produziam, em um texto coerente (embora destituído de conteúdo: basta fazer bastante citações de autores laureados...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mauro Rebelo, em um excelente artigo do "Você que é biólogo", intitulado &lt;a href="http://vocequeebiologo.blogspot.com/2007/07/acordo-de-cavalheiros.html"&gt;Acordo de cavalheiros"&lt;/a&gt;, desmistifica a própria área, dita "séria" da ciência. Diz ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Fazer ciência básica virou fazer ‘qualquer coisa’. O cientista é uma pessoa diferenciada pela sua capacidade de observação. Observar, identificar, hipotetizar, testar, reportar e explicar. Mas também é humano. Isso quer dizer que pode errar nesse processo, mas pior do que isso, pode deixar o processo científico, que deveria ser amoral como a natureza, ser influenciado por crenças e emoções. A pior coisa que pode acontecer à um cientista é se tornar tendencioso. E como mostra Ioannidis no seu fabuloso artigo ‘porque a maior parte das pesquisas publicadas são falsas’ (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Why most published research findings are false&lt;/span&gt;) os cientistas se tornaram tendenciosos. Muitos deles adeptos da crença no Deus Dinheiro e na Santa Indústria de Fármacos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cientistas começaram a focar nas respostas (número de artigos publicados, número de projetos aprovados, de teses defendidas, de patentes registradas) e foram perdendo a habilidade mais peculiar à atividade científica: fazer boas perguntas! Uma leitora fã do Zen e um amiga fã do Jostein Gaarder já falaram disso esse ano pra mim e tenho cada vez mais pensado no assunto: &lt;b&gt;Uma boa pergunta é mais importante que a resposta!&lt;/b&gt; &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem vai ensinar isso, Mauro?... Quem vai ensinar nossos estudantes a "fazerem boas perguntas" se eles não são ensinados a "fazerem perguntas" — ao contrário: são ensinados a "decorebarem" conteúdos programáticos ocos, para repetí-los em "provas" e "testes" que avaliam mais se o "professor" sabe redigir questões ou não... (Querem exemplos?... Eu dou!... Uma prova de história, para o 2º ano colegial, questão - tipo "preencher lacuna": "Os Estados Unidos lançaram a Bomba Atômica em _____"; resposta da minha filha: Hiroshima e Nagasaki - errado!... Segundo a "professora" [que arrotava "30 anos de magistério"] seria "Japão"... Hiroshima e Nagasaki provavelmente são subúrbios de Belo Horizonte... E "em Japão" é dose!...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o nosso onipresente Krishnamurti Andrade ainda reclama dos alunos dele!... Como se a "culpa" pelo analfabetismo e a incapacidade de fazer "regra de três" fosse somente devida à falta de interesse dos alunos... Pois eu lhe digo uma coisa, Krishnamurti: você tem muita sorte de ainda encontrar um ou outro aluno que se interesse por Física!... Para a periferia que você atende, as opções são, quase sempre, jogar futebol fora do Brasil (até na Islândia tem brasileiro enganando que joga bola...), ou cair na marginalidade de uma vez (nem que seja na "marginalidade transformada em virtude" de ser "apadrinhado de político")... Física é um "luxo" ao qual brasileiros pobres não podem se permitir... Você até pode ser a honrosa excessão que confirma a regra. Eu conheço um filho de peão e lavadeira (ambos analfabetos), negro, cuja infância se dividiu entre o colégio público e o trabalho como engraxate nas ruas de Corumbá, que fez Serviço Militar como Marinheiro em Ladário, MS, estudou como um desesperado, passou para a Escola Naval, fez carreira como Oficial e, com seu soldo, sustentou os estudos de seus irmãos. Ele é a excessão: todos os amigos de infância dele morreram ou entraram para o narcotráfico e contrabando na fronteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a Emenda Constitucional da Heloisa Helena, incluindo a pré-escola na Educação Pública Básica, aprovada e sancionada após quatro anos na "gaveta", só aguarda ser posta em funcionamento... Mas os recursos oficiais são poucos (principalmente para alimentar os "Caixa 2" dos partidos, governo e oposição...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada a ver?... Muito ao contrário. E não sou eu que digo por "achismo": queiram ver &lt;a href="http://chivononpo.blogspot.com/2007/08/importncia-da-pr-escola.html"&gt;A importância da Pré-escola&lt;/a&gt;; um estudo da Universidade de Minnesota, com foco em Chicago...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(depois eu volto ao assunto... ainda tenho muito o que "espernear"...)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-7907674735207791643?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/7907674735207791643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=7907674735207791643' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/7907674735207791643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/7907674735207791643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2007/12/falncia-1.html' title='Falência! [1]'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-3182341789961418789</id><published>2007-12-05T16:51:00.000-02:00</published><updated>2007-12-05T20:26:01.613-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Physics News Update'/><title type='text'>Physics News Update nº 849</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Boletim de Notícias da Física do Instituto Americano de Física, número 849, de 5 de dezembro de 2007 por Phillip F. Schewe e Jason  S. Bardi.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.aip.org/pnu"&gt;PHYSICS NEWS UPDATE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARES DE COOPER EM ISOLANTES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pares de Cooper são extraordinárias liagações entre elétrons com cargas iguais através das sutis flexões de um cristal. Eles servem como a espinha dorsal do fenômeno da supercondutividade, mas agora também foram observados em um material que não só não é um supercondutor, como é, na verdade, um isolante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma experiência na Universidade Brown mediu a resistência elétrica em uma placa tipo "queijo suíço" de átomos de Bismuto, feita pela aspersão de uma nuvem de átomos sobre um substrato com buracos de 27 nm de largura, espaçados a cada 100 nm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes de Bismuto feitos dessa maneira são supercondutores se a amostra tiver uma camada de vários átomos de espessura, mas é isolante se a película tiver uns poucos átomos de espessura, devido aos efeitos sutis que emergem da geometria restritiva. Os estados supercondutivo e isolante são facilmente distinguidos; à medida em que a temperatura é abaixada além da temperatura de transição (2°K), a resistência cai a zero para o Bismuto supercondutor, enquanto que no Bismuto isolante a resistência se torna extremamente alta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Pares de Cooper certamente estão presentes na amostra supercondutora;  eles  se arregimentam para criar uma supercorrente não resistiva. Mas como os pesquisadores sabem que os pares estão presentes também no isolante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa de um teste adicional. Por meio da observação do que acontece quando um campo magnético externo é aumentado. A resistência deveria variar periodicamente, com um período proporcional à carga dos objetos elétricos em questão. A partir da periodicidade, neste caso proporcional ao dobro da carga do elétron, os físicos da Brown puderam deduzir que eles estavam observando objetos com dupla carga se movendo pela amostra. Em outras palavras, existem Pares de Cooper no isolante. Isto só é válido nas temperaturas mais baixas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos pesquisadores, James Valles, diz que já existiam indícios prévios da presença de Pares de Cooper em algumas películas relacionadas com supercondutores, mas que, nesses casos, os indícios da existência de Pares no estado isolante era ambígua e não direta como na observação registrada no laboratório da Brown. Ele afirma que um isolante bosônico (no qual os portadores das cargas são pares de elétrons) auxiliará a explorar mais ainda o estranho parentesco entre isolantes e supercondutores. (Stewart et al., &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Science, &lt;/span&gt; 23 de novembro de 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UMA LUA COMO A NOSSA RARAMENTE SE FORMA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As interpretações de observações recentes na faixa do infravermelho podem mudar nossas opiniões sobre a Lua. Cerca de 4,5 bilhões de anos atrás, nossa Terra foi literalmente arrasada, vítima de um impacto gigantesco com um objeto do tamanho de Marte. A colisão que foi poderosa o bastante para vaporizar as rochas e lançar uma maciça pluma do manto da Terra no espaço, não foi de todo má, no entanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objeto que se chocou com a Terra logo se mesclou a ela, dando-lhe uma rotação rápida, enquanto que pedaços do manto da Terra se estabeleciam em um disco em torno de nosso planeta. Dentro de um ano, ou coisa parecida, formou-se a Lua, a partir desses escombros. As rochas que sobraram continuaram a circular em torno do Sol pelo próximo milhão de anos, colidindo ocasionalmente e criando um fluxo de poeira, até que a gravidade e a radiação solar limparam tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos cientistas se interessam em saber o quão comuns são tais impactos em outros jovens sistemas solares, porque a poderosa mistura do efeito de marés, provocado pela gravidade da Lua, pode ter tido um papel importante em criar as condições favoráveis para a origem da vida na Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, Nadya Gorlova, da Universidade da Flórida, e seus colegas do Observatório Steward em Tucson, Arizona, e do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;European Southern Observatory, em Santiago, Chile, relataram no &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Astrophysical Journal&lt;/span&gt; que isto pode não ser um fato comum, absolutamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usando o Telescópio Orbital Spitzer, criogenicamente resfriado, Gorlova e seus colegas observaram o aglomerado estelar NGC 2547, que tem 30 milhões de anos de idade. Eles selecionaram este aglomerado por causa de sua idade. O processo de formação de planetas acaba em aproximadamente 50 milhões de anos, tornando as oportunidades para a ocorrência de um impacto gigantesco pouco prováveis fora deste intervalo. A outra vantagem é que o NGC 2547 é velho o bastante para que a nuvem original, da qual são feitos os sistemas planetários, se tenha dissipado (isto leva de 3 a 10 milhões de anos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Focalizando em radiações na faixa de comprimento de onda de 8 mícrons, eles poderiam detectar o calor que seria de se esperar de poeira em uma distância de uma unidade astronômica (1 AU) de uma estrela do tipo solar. O aglomerado NGC 2547 já havia sido anteriormente pesquisado por espectroscopia, de forma que eles poderiam cruzar os dados para se assegurar que as emissões que eles detectassem não seriam devidas a gases (o que seria evidente nas linhas do espectro de emissão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das cerca de 400 estrelas no aglomerado NGC 2547, eles só encontraram uma que exibia indícios de poeira devida a um impacto maciço. A partir disto, eles concluíram que colisões, tais como a que fez surgir nossa Lua, não acontecem em todos os sistemas. Isto significa que luas como a nossa podem ser raras.  (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Astrophysical Journal&lt;/span&gt;, 20 de novembro de 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PHYSICS NEWS UPDATE é um resumo de notícias sobre física que aparecem em convenções de física, publicações de física e outras fontes de notícias. É fornecida de graça, como um meio de disseminar informações acerca da física e dos físicos. Por isso, sinta-se à vontade para publicá-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o crédito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de Física). O boletim Physics News Update é publicado, mais ou menos, uma vez por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como divulgado no numero anterior, este boletim é traduzido por um curioso, com um domínio apenas razoável de inglês e menos ainda de física. Correções são bem-vindas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-3182341789961418789?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/3182341789961418789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=3182341789961418789' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/3182341789961418789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/3182341789961418789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2007/12/physics-news-update-n-849.html' title='Physics News Update nº 849'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-4519859767763419942</id><published>2007-12-01T14:06:00.000-02:00</published><updated>2007-12-01T22:22:00.423-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><title type='text'>Que raios de ensino é esse?...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uma notícia publicada em "O Globo" de hoje mostra a que ponto chegamos no sucateamento da educação no Brasil:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2007/12/01/327404410.asp"&gt;&lt;b&gt;Estudo do MEC revela que 70% dos professores de  ciências não têm formação na área&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;RIO - Um estudo do Ministério da Educação (MEC) revela que sete em cada dez professores de ciências das escolas no Brasil não têm formação específica para lecionar a disciplina. A maioria fez faculdade em outra área e alguns não têm sequer diploma universitário. O problema se agrava entre os professores de física: 90% e 86% deles, respectivamente, não concluíram o curso apropriado. A pesquisa foi feita com base em dados de 2003 para turmas de 5ª a 8ª série do ensino fundamental (ou 6º ao 9º ano, onde o ensino fundamental dura nove anos). A projeção terá uma atualização em breve, quando o MEC concluir o novo Censo Escolar (Educacenso). &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Especialistas avaliam que a má formação dos professores seja uma das principais causas do fraco desempenho dos estudantes brasileiros no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), que deixou o Brasil em 52º  lugar entre 57 países avaliados . O estudo, coordenado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) foi divulgado foi divulgado na última quinta-feira. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A capacitação inadequada dos professores aliada à falta de infra-estrutura para aulas práticas e experimentação nas escolas também foram apontadas por especialistas como causas que contribuem para o fraco desempenho dos alunos e os resultados do ensino brasileiro. O secretário regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e diretor do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), Adalberto Cardoso, considera que o país não deixa a desejar apenas no ensino de ciências, mas em 'toda a educação fundamental'.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A notícia prossegue...)&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou me permitir grifar o início da matéria: &lt;b&gt;&lt;i&gt;(...) sete em cada dez professores de ciências das escolas no Brasil não têm formação específica para lecionar a disciplina. A maioria fez faculdade em outra área e alguns não têm sequer diploma universitário. O problema se agrava entre os professores de física: 90% e 86% deles, respectivamente, não concluíram o curso apropriado.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, eu pergunto: de que adianta matricular um monte de crianças em escolas &lt;b&gt;que não têm professores capacitados?&lt;/b&gt; Fica muito bonitinho nas estatísticas: "trocentos por cento das crianças em idade escolar freqüentam escolas"... &lt;b&gt;E não aprendem chongas!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo finge que ensina, as crianças brincam de "ir à escola", o IDH do país cresce e o governo faz propaganda... E os brasileiros continuam ignorantes com um "canudo" que não vale o papel onde foi escrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"... E cosi, male il Brazile vá..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;Atualizando: O Adilson publica uma matéria com base na mesma notícia, no seu "Por dentro da ciência": &lt;a href="http://pordentrodaciencia.blogspot.com/2007/11/o-nosso-ensino-de-cincias-continua.html"&gt;O nosso ensino de Ciências continua ainda muito precário&lt;/a&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-4519859767763419942?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/4519859767763419942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=4519859767763419942' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/4519859767763419942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/4519859767763419942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2007/12/que-raios-de-ensino-esse.html' title='Que raios de ensino é esse?...'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-3963778312054502291</id><published>2007-11-27T16:27:00.000-02:00</published><updated>2007-11-30T17:48:17.660-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Physics News Update'/><title type='text'>Physics News Update nº 848</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Boletim de Notícias da Física do Instituto Americano de Física, número 848, de 20 de novembro de 2007 por Phillip F. Schewe e Jason Bardi. &lt;a href="http://www.aip.org/pnu"&gt;PHYSICS NEWS UPDATE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UMA MELHOR DETECÇÃO DO CÂNCER DA TIREÓIDE deve ser obtido através de uma nova técnica  que está sendo desenvolvida pela Clínica Mayo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ultrassom é, atualmente, a ferramenta mais sensível para a detecção de nódulos na tireóide e o processo mais econômico de imageamento para a avaliação da glândula tireóide. Entretanto, a enorme maioria dos nódulos descobertos pelo ultrassom (cerca de 95%) são benignos. Freqüentemente o ultrassom e outros resultados de imageadores são ambíguos e não conseguem diferenciar entre nódulos benignos e malignos na tireóide. A única maneira de descartar um diagnóstico de câncer é através da aspiração por uma punção e biópsia. Mais da metade dessas biópsias comprovam a benignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora isso possa ser reconfortante para as pessoas que passam por essas biópsias, seria melhor se elas pudessem receber este conforto sem ter que passar por um procedimento caro, invasivo e (como acontece na maioria dos casos) desnecessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Azra Alizad, do Colégio de Medicina da Clínica Mayo, desenvolveu uma nova técnica não-invasiva de imageamento, chamada vibro-acustografia (VA), para identificar nódulos na tireóide em tireóides humanas extirpadas envoltas em um gel de tecido. Neste método, o ultrassom é usado para fazer vibrar o tecido em baixas freqüências e as vibrações resultantes podem ser detectadas por um microfone sensível. Tecidos mais duros normalmente produzem um campo acústico significativamente diferente dos tecidos mais macios e a detecção da diferença pode revelar um diagnóstico mais definitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lesões malignas são mais mais rígidas do lesões benignas; portanto, é razoável se esperar que a VA seja uma ferramenta de detecção e diferenciação de nódulos na tireóide melhor do que a utrassonografia convencional. Embora a técnica ainda não tenha sido testada para realmente detectar câncer de tireóide em experiências clínicas, a vibro-acustografia está passando, atualmente, por avaliação clínica para a detecção de lesões de câncer de mama em pessoas. Se for bem sucedida, esta ferramenta barata e não-invasiva de imageamento representaria um grande avanço em nossa capacidade de atender a pessoas potencialmente portadoras de câncer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alizad apresentará seus novos resultados no encontro desta semana da Sociedade Acústica da América  (Acoustical Society of America = ASA) em New Orleans. (&lt;i&gt;Paper&lt;/i&gt; 3pBB3, &lt;a href="http://www.acoustics.org/press/"&gt;ver &lt;i&gt;website&lt;/i&gt; do encontro&lt;/a&gt; )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RIGIDEZ DE TECIDOS COMO MEDIDA DE SAÚDE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew Urban e seus colegas do Colégio de Medicina da Clínica Mayo estão projetando novas maneiras para medir a rigidez de tecidos como uma ferramenta auxiliar para diagnose não-invasiva. A monitoração das propriedades materiais de um tecido pode não ser uma medida tão óbvia para sua saúde como suas propriedades biológicas ou químicas, mas mudanças nessas propriedades podem ser um bom indício de doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Áreas de rigidez em um tecido, por exemplo, são freqüentemente um bom sinal de alerta para câncer — a premissa básica para o auto-exame das mamas. Da mesma forma, quando se formam tumores cancerosos no fígado ou qualquer outro órgão do corpo, eles são freqüentemente mais rígidos do que os tecidos circundantes, porque há uma maior vascularização para alimentar os tumores.O problema é: como você pode medir a rigidez dos tecidos lá dentro do corpo? Não existe uma coisa tal como auto-exame do fígado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No encontro da ASA, nesta semana, Urban relata suas últimas experiências, nas quais ele e seus colegas usaram ondas de ultrassom para enviar pequenas vibrações para uma esfera de aço encapsulada em gelatina, um modelo de tecido com uma lesão rígida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles foram capazes de medir a freqüência de resposta da esfera a ondas acústicas em várias freqüências, que podem, então, ser empregadas para determinar a rigidez do material simulacro de tecido. O processo também fornece novos meios não invasivos para a avaliação da rigidez dos tecidos sem a presença da esfera de aço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, eles foram capazes de enviar a energia para a esfera sem aquecer a gelatina circundante. Isto é um dos desafios no emprego de ultrassom altamente focalizado, porque a energia acústica pode ser absorvida pelos tecidos circunjacentes na forma de calor.  (Palestra 3pBB1, mesmo &lt;i&gt;website&lt;/i&gt; acima)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RECRIANDO O MUNDO DENTRO DE SUA CABEÇA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro uso de sons de realidade virtual individualizados em um ambiente de [Espectrografia de] Ressonância Magnética funcional (functional MRI = fMRI) feito para reproduzir uma experiência natural acústica para estudo do funcionamento do cérebro, pode fornecer uma explicação melhor para o efeito  "cocktail party" —  o processo pelo qual tentamos fazer sentido de uma conversa em uma festa apinhada de gente, mesmo quando outras conversas potencialmente causadoras de distração continuam a acontecer ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novas espectrografias com uso de fMRI estão auxiliando os pesquisadores a compreender como o cérebro segrega objetos no espaço quando uma pessoa ouve, mas não necessariamente vê, múltiplas fontes de som. No laboratório de Kourosh Saberi na Universidade da Califórnia em Irvine, pacientes humanos são expostos a vários sons. Algumas vezes os sons vêm de diferentes posições próximas ao paciente. enquanto em outras diversos sons vêm de uma mesma posição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao examinarem as imagens de fMRI que mostram áreas de fluxo sanguíneo aumentado, que dão mapas da atividade cerebral com uma resolução de 2 mm, os cientistas da UC Irvine relatam dois resultados principais. Primeiro, nenhuma região específica do cérebro é &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;exclusivamente &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;responsável pela identificação do movimento auditivo, em contraste com o córtex visual que têm regiões específicas sensoras de movimentos. E segundo, a informação auditiva espacial parece ser processada em uma região neural chamada Planum Temporale, de uma forma que facilita a segregação de múltiplas fontes de som.  (Palestra do encontro da ASA 2aPP8, mesmo &lt;i&gt;website&lt;/i&gt; acima)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PHYSICS NEWS UPDATE é um resumo de notícias sobre física que aparecem em convenções de física, publicações de física e outras fontes de notícias. É fornecida de graça, como um meio de disseminar informações acerca da física e dos físicos. Por isso, sinta-se à vontade para publicá-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o crédito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de Física). O boletim Physics News Update é publicado, mais ou menos, uma vez por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como divulgado no numero anterior, este boletim é traduzido por um curioso, com um domínio apenas razoável de inglês e menos ainda de física. Correções são bem-vindas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/atom.xml&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12783477-3963778312054502291?l=chivononpo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://chivononpo.blogspot.com/feeds/3963778312054502291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12783477&amp;postID=3963778312054502291' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/3963778312054502291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12783477/posts/default/3963778312054502291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://chivononpo.blogspot.com/2007/11/physics-news-update-n-848.html' title='Physics News Update nº 848'/><author><name>João Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13214573935335556934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://i73.photobucket.com/albums/i222/joaocarlos_photos/CaradoJoo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12783477.post-3897914465983223496</id><published>2007-11-25T17:25:00.000-02:00</published><updated>2007-11-25T22:08:35.569-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roda de Ciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mares do Planeta'/><title type='text'>Ainda restam esperanças!...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_inZfsZd_qg8/R0n6lelbpzI/AAAAAAAAAA4/mZvbFU7AOME/s1600-h/headerfade.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 336px; height: 37px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_inZfsZd_qg8/R0n6lelbpzI/AAAAAAAAAA4/mZvbFU7AOME/s200/headerfade.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136912371764930354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Via EurekAlert, mais uma matéria sobre os Oceanos:                                 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.eurekalert.org/pub_releases/2007-11/coml-msw111807.php"&gt;&lt;strong&gt;Cientistas marinhos avisam que a segurança e a prosperidade do ser humano dependem de uma melhor sistema de observação dos Oceanos&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Um apelo por um sistema inicial adequado para o produção de compreensão, previsões úteis para o público e para os responsáveis pelas politicas&lt;/b&gt;   &lt;p&gt;O diagnóstico rápido do temperamento e dos sinais vitais dos oceanos é cada vez mais importante para o bem estar da humanidade, afirma uma distinta comunidade internacional de cientistas, urgindo por apoio para um completo sistema global de monitoramento marinho em até 10 anos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A Parceria para a Observação dos Oceanos Globais (Partnership for Observation of the Global Oceans = POGO) declara que o aquecimento dos mares, pesca predatória e poluição estão entre profundas preocupações que têm que ser melhor medidas para auxiliar a sociedade para responder de forma bem informada, a bom tempo e com custos bem calculados.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Um sistema para a observação e previsão dos oceanos que cubra todos os oceanos do mundo e suas principais utilizações, pode reduzir riscos crescentes, proteger os interesses humanos e monitorar a saúde de nossos preciosos oceanos,” afirma o Dr. Tony Haymet, Diretor da Scripps Institution of Oceanography, University of California San Diego, USA, e Presidente do Comitê Executivo da POGO. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“A comundade mundial resolveu construir um sistema abrangente e integrado para a observação dos oceanos a duas décadas. A boa notícia é que nós demonstramos que um sistema global de observação dos oceanos pode ser construído, instalado e posto a funcionar com as tecnologias existentes. Agora, temos que passar da fase de experiência e da prova-do-conceito para o uso rotineiro. Progredimos menos de metade do caminho para nossas metas iniciais. Vamos completar a tarefa antes que sejamos atingidos por mais tsunamis ou calamidades comparáveis.” &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O custo de um sistema inicial adequado necessitará de mais investimentos, da ordem de 2 a 3 bilhões de dólares, envolvendo: &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;uma rede estável de satélites para vigiar as vastas extensões das superfícies dos oceanos; &lt;/li&gt;&lt;li&gt;estações fixas realizando contínua medição no fundo do mar ou como flutuantes e bóias ancoradas na coluna d'água na superfície; &lt;/li&gt;&lt;li&gt;pequenos robôs monitores submarinos, alguns garrando com as correntes, outros realizando monitoramento ao longo de rotas programadas; &lt;/li&gt;&lt;li&gt;animais marinhos engenhosamente dotados de "etiquetas" eletrônicas que os equipem para capturar e transmitir dados acerca dos ambientes que visitam; &lt;/li&gt;&lt;li&gt;navios mercantes e de pesquisa, aproveitando suas rotas para realizar observações.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;  &lt;p&gt;A análise dos dados, integrados com observações da atmosfera e outras fontes,  e sua assimilação em modelos, podem produzir compreensões e previsões úteis para o público e para aqueles que estabelecem políticas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Os oceanos cobrem a maior pare de nosso planeta – 71% – mesmo assim são grandemente sub-amostrados,” diz o Dr. Haymet. “Nós temos uma urgente necessidade e novas maravilhas tecnológicas disponíveis hoje para completar um sistema pelo qual os cientistas marinhos podem diagnosticar com autoridade e antecipar mutações nas condições dos oceanos globais – algo parecido com o sistema que permite aos meteorologistas prever o tempo. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Um sistema contínuo e integrado de observação dos oceanos vai dar um retorno de muitas vezes o valor do investimento em operações marítimas mais seguras, diminuição dos danos causados por tempestades e a conservação dos recursos marinhos vivos, bem como coletar os sinais vitais dos oceanos que são necessários para monitorar mudanças climáticas.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O chamado dos cientistas para a complementação deste “primeiro recrutamento” do sistema de observação dos oceanos é feito na hora em que os ministros e oficiais das 71 nações membros do GEO (o intergovernamental Grupo para Observações da Terra = Group on Earth Observations) se reúne em Cape Town, África do Sul, entre 28 e 30 de novembro. O encontro vai revisar o progresso e traçar o mapa dos próximos passos para um esforço no período de 10 anos para construir um sistema com base em terra, se deslocando pelos oceanos, aéreo e espacial, o Sistema Global de Observação de Sistemas da Terra (Global Earth Observation System of Systems = GEOSS) para monitorar todas as condições ambientais da Terra.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;Tecnologias&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“O passo rápido do desenvolvimento tecnológico está abrindo abordagens inteiramente novas para a medição dos oceanos, inclusive observações físicasa e biológicas a partir de peixes e mamíferos aquáticos. O potencial para a exploração da marinha mercante como plataforma para a monitoração das propriedades dos oceanos, embora bem demonstrada, oferece uma enorme oportunidade para maior desenvolvimento. Técnicas de biologia molecular estão transformando a maneira como identificamos espécies e interpretamos seu desenvolvimento evolucionário; existem importantes oportunidades para combinar dados físicos e biológicos para melhor entender a ligação entre os ecossistemas marinhos e a dinâmica oceânica,” declara David Farmer, da Royal Society e chefe da University of Rhode Island’s Graduate School of Oceanography.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Entre as tecnologias usadas pelos observadores oceânicos:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;Sondas Robóticas Mergulhadores&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Incluem, atualmente,cerca de 3.000 pequenas e móveis sondas “Argo” que medem a pressão, salinidade e temperatura em profundidades de até 2 km e retornam à superfície a cada 10 dias para transmitir suas leituras via satélite. Os instrumentos medem condições que atuam sobre mudanças climáticas. Os oficiais da POGO dizem que são necessárias até 10 vezes mais dessas sondas para produzir um quadro global de alta resolução das condições marinhas. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;Veículos e naves de pesquisa não-tripulados&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estão em andamento testes de campo com os assim cham
