19 abril 2006

Physics News Update n° 774


PHYSICS NEWS UPDATE

O Boletim de Notícias de Física do American Institute os Physics, número 774, de 19 de abril de 2006, por Phillip F. Schewe, Ben Stein e Davide Castelvecchi

INDÍCIOS DE UMA MUDANÇA NA RAZÃO DAS MASSAS ENTRE PRÓTON E ELÉTRON apareceram em comparações entre o espectro do Hidrogênio gasoso, medidas em laboratório e o espectro de luz que vem de nuvens de Hidrogênio na distância de quasares. Este é outro teste acerca das, assim chamadas, constantes físicas que podem não ser absolutamente constantes. Por exemplo, a constância da Constante da Estrutura Fina (representada pela letra alfa), definida como o quadrado da carga do elétron, dividido pela velocidade da luz vezes a constante de Planck, vem sendo objeto de discussão (ver http://www.aip.org/pnu/1999/split/pnu410-1.htm ). Alguns testes mostram que ela está mudando, outros dizem que não. Isto é uma questão importante, uma vez que alfa estabelece a intensidade geral da força eletromagnética, a força que une os átomos. Similarmente, a razão entre as massas do próton e do elétron (representado pela letra mu) é importante no estabelecimento da escala da Força Nuclear Forte. Até agora, não existe uma explicação do porque a massa do próton deva ser 1.836 vezes a do elétron. Esta nova pesquisa, em busca de um valor variável de mu foi realizada por Wim Ubachs da Vrije Universiteit Amsterdam. Ele e seus colegas abordaram a tarefa, examinando o Hidrogênio gasoso em laboratório, realizando uma espectrocopia de ultra-alta definição na faixa quase inacessível do extremo-ultravioleta. Esses dados são comparados com precisas observações de espectros de absorção de Hidrogênio distante (que absorve a luz de quasares ainda mais distantes), realizadas pelo Observatório Europeu do Sul (European Southern Observatory - ESO) no Chile. O Hidrogênio astronômico é, essencialmente, Hidrogênio, tal como ele era a 12 bilhões de anos atrás, de forma que se pode procurar indícios de um valor mutante para mu. Por que a comparação? Porque a posição de uma linha espectral, em particular, depende do valor de mu; localize uma linha espectral precisamente (isto é, seu comprimento de onda) e você pode inferir um valor para mu. Dessa forma, os pesquisadores informam que eles observaram indícios de que mu diminuiu em 0,002% nesses 12 bilhões de anos. De acordo com Ubachs (www.nat.vu.nl/~wimu ), a precisão estatística de sua comparação espectroscópica está no nível 3,5 do padrão de desvios. (Reinhold et al., Physical Review Letters, 21 de Abril de 2006, website em www.nat.vu.nl/~laser)

ÓPTICA QUÂNTICA NUCLEAR. Normalmente o reino atômico, caracterizado por uma escala de energia da ordem de elétron-volts ou menos, está muito distante do reino nuclear, cujas energias são medidas em milhares e milhões de eV. Algumas interações de laser nos núcleos pode ser obtida indiretamente, usando-se luz para criar plasmas, cujas partículas secundárias, ou interagem com os núcleos, ou, em um terceiro estágio, produzem raios gama que, por sua vez, influenciam os estados nucleares. Os cientistas no Max-Planck-Institut fur Kernphysik agora estudaram como as atuais e futuras instalações de laser de raios-X poderão tornar possível uma intervenção direta dos lasers nos núcleos e como isso abrirá um novo ramo de óptica quântica. Fontes de Raios-X, tais como o dispositivo TESLA no laboratório DESY em Hamburgo, não só vão produzir feixes de alta energia e alta intensidade, como consistirão, ao menos parcialmente, de uma radiação coerente (tipo laser). Não é necessário luz coerente para excitar um núcleo, mas a coerência pode ser importante para exercer um maior controle sobre fenômenos ópticos, análogos aos dos sistemas atômicos. Os exemplos incluem excitar uma completa inversão de população de um núcleo alvo, ou mesmo a obtenção de algum tipo de "transparência eletromagnética induzida" nuclear. Um dos pesquisadores, Thomas Burvenich, diz que um benefício adicional da óptica quântica nuclear será a medição direta de fatos nucleares específicos, tais como os momentos dos dipolos nucleares e os níveis de energia dos núcleos. (Burvenich et al., Physical Review Letters, 14 de Abril de 2006; website do laboratório em http://www.mpi-hd.mpg.de/keitel/evers/ )

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PHYSICS NEWS UPDATE é um resumo de notícias sobre física que aparecem em convenções de física, publicações de física e outras fontes de notícias. É fornecida de graça, como um meio de disseminar informações acerca da física e dos físicos. Por isso, sinta-se à vontade para publicá-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o crédito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de Física). O boletim Physics News Update é publicado, mais ou menos, uma vez por semana.

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Como divulgado no numero anterior, este boletim é traduzido por um curioso, com um domínio apenas razoável de inglês e menos ainda de física. Correções são bem-vindas.

Um comentário:

ghusky disse...

Valeu por traduzir João.
Entendi nada, mas, não tem problema!